A influenciadora digital Evellyn Lima Dantas, de 26 anos, foi executada a tiros na madrugada desta quarta-feira (16), por volta das 3h30, no município de Mãe do Rio, localizado no nordeste do Pará. O crime ocorreu na Rua Bernardo Ferreira de Oliveira, no bairro São Francisco, gerando forte mobilização das forças de segurança na região.
Evellyn havia deixado a prisão provisória havia poucos dias. Ela era investigada pelas autoridades policiais por suspeita de envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar Antônio Anildo Alves, ocorrida em julho deste ano dentro de um estabelecimento comercial na mesma região.
Criminosos invadem residência e executam vítima
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, dois homens armados invadiram a residência da influenciadora durante a madrugada. Os criminosos renderam o pai da vítima e a arrastaram à força até a calçada, onde foi executada com disparos de arma de fogo na cabeça.
A violência da ação policial e os traços evidentes de execução chamaram a atenção dos investigadores locais. A Polícia Civil assumiu o caso para esclarecer a autoria e a motivação exata do homicídio.
A investigação do assassinato do sargento Antônio Anildo Alves mobilizou uma força-tarefa policial nos municípios de Mãe do Rio e Paragominas. Na ocasião, o militar foi baleado na cabeça por quatro homens encapuzados que chegaram ao supermercado onde ele estava.
Sigla de facção é encontrada na fachada
Na fachada do imóvel onde Evellyn residia, os atiradores deixaram uma pichação com a sigla TCP, que faz referência ao Terceiro Comando Puro, facção criminosa originada no Rio de Janeiro. A inscrição introduziu um novo elemento de complexidade na apuração policial.
As autoridades de segurança pública analisam se a menção ao grupo criminoso tem relação direta com a execução da influenciadora ou se foi utilizada apenas para simular a atuação da facção e despistar os investigadores. A expansão de organizações criminosas para o interior paraense é monitorada de perto.
Além da investigação sobre o homicídio do policial militar, Evellyn havia sido autuada em flagrante por tráfico de drogas durante a operação policial deflagrada após a morte do sargento. Naquela ocasião, agentes apreenderam porções de entorpecentes e carregadores de arma com ela.
Força-tarefa investiga desdobramentos do crime
O assassinato do sargento Antônio Anildo Alves provocou forte repercussão e resultou em diversas prisões na região nordeste do estado. Ao todo, quatro pessoas além de Evellyn foram alvo das diligências conduzidas pela Polícia Civil durante a fase inicial da investigação.
Enquanto a Polícia Civil conduz as diligências para identificar os autores da execução desta madrugada, novos laudos periciais são aguardados para esclarecer os detalhes da invasão e os vestígios deixados no local do crime em Mãe do Rio.
A população local tem cobrado respostas rápidas das autoridades competentes diante da sucessão de episódios violentos ligados ao caso. A Secretaria de Segurança Pública mantém o patrulhamento ostensivo na área para garantir a ordem pública.
Autoridades apuram motivação e autoria
A dinâmica relatada pelas testemunhas reforça a hipótese de um crime planejado e executado por pistoleiros. A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e depoimentos de vizinhos para traçar a rota de fuga utilizada pelos criminosos após os disparos.
A Delegacia de Homicídios segue responsável pelo inquérito e não descarta nenhuma linha de investigação. O corpo da influenciadora foi removido pelo Instituto Médico Legal para a realização dos exames necroscópicos obrigatórios.
A participação de outros suspeitos na logística do crime também é avaliada pelos investigadores, que cruzam dados obtidos nas fases anteriores da operação policial na região nordeste paraense.


