Delegado imobiliza com mata-leão homem que perseguiu ex em Belo Horizonte

Ação ocorreu na região da Savassi e imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o policial intervém e recupera o celular da vítima

Da
Redação
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O caso de perseguição e imobilização foi registrado na região da Savassi, em Belo Horizonte.
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Um delegado da Polícia Civil de Minas Gerais imobilizou um homem de 29 anos na região da Savassi, na zona Centro-Sul de Belo Horizonte, após o suspeito perseguir e retirar o celular das mãos de sua ex-companheira, de 27 anos.

O episódio ocorreu no dia 31 de agosto, mas as imagens gravadas por circuitos de monitoramento da área ganharam ampla repercussão recentemente nas redes sociais.

A intervenção do policial ocorreu de forma direta em via pública para interromper a conduta do homem e assegurar a recuperação do bem pertencente à vítima.

Câmeras registram imobilização no centro da capital

As imagens capturadas pelo sistema de segurança do local mostram a sequência da ação realizada pelo policial civil.

No registro em vídeo, o delegado aproxima-se do suspeito pelas costas, salta sobre ele e aplica o golpe de imobilização conhecido como mata-leão.

Com o homem contido, a mulher consegue se aproximar e reaver o aparelho celular que havia sido tomado momentos antes durante a abordagem do ex-companheiro.

Em seguida, o suspeito é levado ao chão, permanecendo imobilizado pelo delegado até o desfecho da abordagem no local.

Caso é encaminhado para delegacia da mulher

Após a contenção em via pública, o homem de 29 anos foi conduzido para prestar depoimento perante as autoridades policiais.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o suspeito foi levado e ouvido na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, na capital mineira, na mesma data da ocorrência.

O procedimento seguiu os protocolos iniciais adotados em ocorrências registradas no contexto de violência doméstica e familiar.

Polícia solicita medidas protetivas de urgência

Mesmo com o desenrolar da abordagem no local, a Polícia Civil formalizou o pedido de medidas protetivas em favor da jovem de 27 anos.

A solicitação foi encaminhada ao Poder Judiciário para apreciação e eventual concessão de garantias de segurança para a vítima diante do relato de perseguição.

A medida busca resguardar o afastamento do homem e impedir novas aproximações ou contatos indesejados.

Legislação exige representação para abrir inquérito

A Polícia Civil explicou que o enquadramento do crime de perseguição, previsto na legislação como stalking, necessita de representação formal por parte da vítima para a instauração de inquérito policial, mesmo em situações no contexto de violência doméstica.

Como a manifestação formal não ocorreu na data do fato, o prosseguimento das investigações criminais depende de acionamento por parte da ex-companheira do suspeito.

A corporação ressaltou que a vítima dispõe do prazo legal de até seis meses para comparecer à unidade policial e formalizar o interesse na representação criminal contra o homem.

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