Pesquisa aponta desconfiança no STF e apoio a impeachment de ministros

Levantamento Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores entre 10 e 13 de setembro e mostra como brasileiros avaliam a crise na Corte

Da
Redação
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O Supremo Tribunal Federal foi avaliado por entrevistados em pesquisa sobre confiança, crise e mudanças na Corte.
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Pesquisa Indexa/Broadcast mostra que 46% dos eleitores entrevistados atribuem ao ministro Alexandre de Moraes a principal responsabilidade pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento ouviu 2.000 pessoas por telefone entre 10 e 13 de setembro de 2026.

Além da avaliação sobre os ministros, o estudo mediu a confiança no STF, a opinião sobre a abertura de processos de impeachment e o apoio à criação de mandatos para integrantes da Corte. Entre os entrevistados, 45% disseram não confiar no trabalho do Supremo.

Moraes concentra maior responsabilização

Alexandre de Moraes foi apontado por 46% dos entrevistados como o principal responsável pela crise no STF. O percentual supera com folga os atribuídos aos demais ministros citados na pesquisa.

André Mendonça aparece em segundo lugar, com 16%. Dias Toffoli foi mencionado por 6% dos participantes. Flávio Dino teve 4%, enquanto Edson Fachin registrou 3%.

Outros ministros do Supremo foram citados por 2% dos entrevistados. Já 10% afirmaram não conhecer o tema o suficiente para avaliar, e 5% disseram que não existe uma crise na Corte.

Também houve 5% de respostas indicando que nenhum ministro seria responsável. Outros 3% não souberam responder ou não responderam à pergunta.

O levantamento relaciona a pergunta à crise no STF e menciona a tramitação do caso Master, que teve Dias Toffoli como primeiro relator, passou para André Mendonça e, posteriormente, para o presidente da Corte, Edson Fachin.

Os percentuais apresentados pela pesquisa podem ser observados no quadro abaixo.

Responsabilização pela crise no STF
Resposta Percentual
Alexandre de Moraes 46%
André Mendonça 16%
Dias Toffoli 6%
Flávio Dino 4%
Edson Fachin 3%
Outros ministros do STF 2%
Não conhece o tema o suficiente 10%
Não há crise 5%
Nenhum ministro 5%
Não sabe ou não respondeu 3%

Fonte: Indexa/Broadcast

Brasileiros avaliam critérios de Moraes

O estudo também perguntou quais critérios os entrevistados atribuem às decisões de Alexandre de Moraes. Para 45%, esses critérios são políticos.

Outros 24% avaliaram que as decisões combinam critérios políticos e técnicos. Em contrapartida, 16% consideraram que o ministro utiliza critérios técnicos e jurídicos.

Além disso, 11% disseram não conhecer o assunto o suficiente para fazer uma avaliação. Outros 4% não souberam responder ou não responderam.

A distribuição mostra uma percepção mais associada a critérios políticos do que exclusivamente técnicos entre os participantes que responderam à pergunta. A pesquisa, porém, registra as opiniões dos entrevistados, sem apresentar uma avaliação jurídica das decisões.

Os resultados sobre o tema foram organizados pela pesquisa nas seguintes categorias.

Critérios atribuídos às decisões
Opinião dos entrevistados Percentual
Critérios políticos 45%
Critérios políticos e técnicos 24%
Critérios técnicos e jurídicos 16%
Não conhece o suficiente 11%
Não sabe ou não respondeu 4%

Fonte: Indexa/Broadcast

Noticiário alcança maioria dos entrevistados

A pesquisa mediu também o grau de atenção dedicado pelos eleitores ao noticiário sobre a crise no Supremo. Ao todo, 35% afirmaram ter acompanhado o assunto com muita atenção.

Outros 22% disseram ter acompanhado com alguma atenção. Dessa forma, 57% declararam algum nível de acompanhamento mais próximo do noticiário sobre o tema.

Por outro lado, 20% afirmaram que apenas ouviram falar sobre o assunto. Outros 19% disseram não ter ouvido falar da crise no STF.

O percentual restante corresponde a 4% que não souberam responder ou não responderam. A distribuição indica diferentes níveis de contato dos entrevistados com o debate público sobre a Corte.

Veja como as respostas se dividiram no levantamento.

Atenção ao noticiário sobre a crise
Nível de acompanhamento Percentual
Acompanhou com muita atenção 35%
Acompanhou com alguma atenção 22%
Apenas ouviu falar 20%
Não ouviu falar 19%
Não sabe ou não respondeu 4%

Fonte: Indexa/Broadcast

Maioria apoia impeachment de ministros

O levantamento perguntou aos entrevistados sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. A maioria declarou apoio total à medida.

Segundo a pesquisa, 68% disseram ser totalmente favoráveis. Outros 9% afirmaram ser mais favoráveis do que contrários.

Em sentido oposto, 4% disseram ser mais contrários do que favoráveis, enquanto 15% se declararam totalmente contra. Outros 3% não conheciam o tema o suficiente e 1% não soube responder ou não respondeu.

Os percentuais registram a posição dos entrevistados sobre a abertura de impeachment, sem indicar a existência de um processo específico ou uma decisão institucional sobre o tema.

A divisão das respostas foi a seguinte.

Opinião sobre impeachment de ministros
Posição Percentual
Totalmente favorável 68%
Mais favorável do que contra 9%
Mais contra do que favorável 4%
Totalmente contra 15%
Não conhece o tema o suficiente 3%
Não sabe ou não respondeu 1%

Fonte: Indexa/Broadcast

Apoio a mandatos divide menos opiniões

A pesquisa também avaliou a proposta de estabelecer mandatos para ministros do STF. Nesse caso, 58% dos entrevistados se declararam totalmente favoráveis.

Outros 8% afirmaram ser mais favoráveis do que contrários. Assim, 66% manifestaram algum grau de apoio à adoção de mandatos.

Do lado contrário, 3% disseram ser mais contra do que favoráveis, e 19% se declararam totalmente contra. Além disso, 12% não souberam responder ou não responderam.

A pergunta trata de uma mudança no modelo de permanência dos ministros, mas o levantamento não detalha qual formato de mandato foi considerado pelos entrevistados.

As respostas foram distribuídas desta forma.

Opinião sobre mandatos no STF
Posição Percentual
Totalmente favorável 58%
Mais favorável do que contra 8%
Mais contra do que favorável 3%
Totalmente contra 19%
Não sabe ou não respondeu 12%

Fonte: Indexa/Broadcast

Confiança na Corte permanece baixa

Na avaliação sobre a confiança no trabalho do STF, 45% dos entrevistados disseram não confiar na Corte. O levantamento não detalha, nesse percentual, diferentes níveis de intensidade da desconfiança.

Entre os que declararam confiança, 10% afirmaram confiar muito e 32% disseram confiar um pouco. Somados, os dois grupos representam 42% dos entrevistados.

Outros 8% afirmaram não ter conhecimento suficiente para avaliar o trabalho do tribunal. Os 5% restantes não souberam responder ou não responderam.

O resultado combina a avaliação direta sobre a confiança na Corte com as opiniões registradas nas perguntas sobre a crise, impeachment e mandatos.

Confira a distribuição apresentada pelo levantamento.

Confiança no trabalho do STF
Resposta Percentual
Não confia 45%
Confia muito 10%
Confia um pouco 32%
Não conhece o suficiente 8%
Não sabe ou não respondeu 5%

Fonte: Indexa/Broadcast

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores por telefone entre 10 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03482/2026.

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