Três pessoas serão julgadas pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17), no Foro Central de Porto Alegre, pelas mortes da estudante Sarah Silva Domingues, de 28 anos, e do comerciante Valdir dos Santos Pereira, de 53. Os dois foram assassinados na Ilha das Flores, no bairro Arquipélago, em janeiro de 2024.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Valdir seria o alvo da ação criminosa por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade onde morava. Sarah, por sua vez, foi atingida por disparos enquanto fazia uma pesquisa de campo para o Trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Júri julga duas mortes
O julgamento reunirá três acusados no Foro Central de Porto Alegre. Eles respondem pelos homicídios qualificados das duas vítimas, conforme a acusação apresentada pelo MPRS.
As qualificadoras apontadas são motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas. A denúncia também menciona a utilização de arma de fogo de uso restrito.
O julgamento ocorre quase dois anos depois das mortes registradas na Ilha das Flores, em Porto Alegre.
Denúncia atribui papéis aos réus
O MPRS denunciou quatro pessoas pelo caso. Entre elas estavam o homem apontado como mandante do crime, a irmã dele, que teria intermediado a comunicação para a execução da ação, e outros dois envolvidos.
De acordo com a denúncia, a investigação identificou diferentes funções atribuídas aos acusados na ação criminosa. Essas alegações serão analisadas durante o julgamento pelo Tribunal do Júri.
A acusação será conduzida pela promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Porto Alegre.
Justiça limita julgamento a três
Embora o MPRS tenha denunciado quatro pessoas, a Justiça decidiu que uma das acusadas não deveria ser submetida ao Tribunal do Júri neste momento.
A decisão considerou que não havia provas suficientes para levar a mulher ao julgamento, diferentemente do que ocorreu com os outros três réus.
Assim, o júri desta quinta-feira terá três acusados, enquanto a situação processual da quarta pessoa seguirá distinta da dos demais denunciados.
Acusação detalha o ataque
A denúncia do MPRS foi apresentada em 21 de novembro de 2024 pela promotora Lúcia Helena Callegari. O documento sustenta que Valdir era o principal alvo da ação.
Sarah estava na região para realizar uma pesquisa de campo relacionada ao curso de Arquitetura da UFRGS quando foi atingida pelos disparos, segundo a acusação.
Com o início do júri, os argumentos do Ministério Público e das defesas serão apresentados aos jurados, que analisarão as acusações relativas aos dois homicídios.


