MP denuncia suspeito de feminicídio contra ex-enteada de 14 anos no RS

Adolescente foi morta em agosto, em Encantado; Ministério Público pede julgamento pelo Tribunal do Júri e reparação aos familiares

Da
Redação
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Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o suspeito pelo feminicídio de uma adolescente em Encantado.Reprodução
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou nesta quarta-feira (9) o homem investigado pelo feminicídio da ex-enteada, Alice Levandoski Nitz, de 14 anos. O crime ocorreu em agosto, em Encantado, no Rio Grande do Sul.

Na denúncia, o MPRS afirma que o assassinato ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar. O órgão também aponta motivo fútil e uso de recurso que teria dificultado a defesa da adolescente. Além da condenação, o Ministério Público pediu que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

MP enquadra crime como feminicídio

O promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto assinou a manifestação do Ministério Público. Segundo o documento, a adolescente conviveu com o ex-padrasto desde a infância.

A denúncia relaciona o crime a um desentendimento envolvendo questões financeiras. O MPRS sustenta que a morte ocorreu dentro de uma relação marcada por vínculo doméstico e familiar.

O órgão também pediu a aplicação das qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Essas circunstâncias integram a acusação apresentada à Justiça.

Investigação aponta fuga após morte

De acordo com a investigação do Ministério Público, o denunciado contou a familiares da vítima que havia matado a adolescente. Em seguida, deixou o local antes da chegada das equipes policiais.

O homem foi preso em 18 de agosto pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul. A prisão ocorreu depois de uma tentativa de fuga, conforme o material divulgado sobre o caso.

Após o crime, o suspeito teria retornado à casa onde morava. Ele foi localizado e preso no bairro Jardim do Trabalhador.

Adolescente morreu em Encantado

Alice Levandoski Nitz tinha 14 anos e morava em Encantado, município do Rio Grande do Sul onde ocorreu o crime.

O documento do MPRS registra que a adolescente mantinha convivência com o ex-padrasto desde a infância. A acusação considera esse vínculo ao descrever o contexto doméstico e familiar do caso.

A morte aconteceu em agosto deste ano, antes da denúncia apresentada pelo Ministério Público em 9 de setembro.

Família relatou ausência de conflitos

Durante a investigação, a mãe de Alice informou à polícia que não havia conflitos entre ela e o ex-companheiro. Segundo o relato, a separação do casal ocorreu sem problemas que justificassem o assassinato da adolescente.

Em entrevista, a delegada responsável pelo caso disse que a família da vítima estava em choque após a morte.

As informações sobre a relação anterior entre o suspeito e a mãe da adolescente foram consideradas no relato da investigação policial.

MP pede julgamento pelo Júri

Na denúncia, o Ministério Público pediu que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri. Esse é o órgão responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

O pedido ainda depende da tramitação judicial do processo. A denúncia apresenta a acusação formal do MPRS contra o investigado pelo assassinato.

O caso envolve, segundo o órgão, feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e familiar, além das qualificadoras indicadas na peça acusatória.

Acusação busca reparar familiares

Além da condenação e do julgamento pelo Tribunal do Júri, o Ministério Público pediu a fixação de um valor mínimo para reparar os danos causados aos familiares da vítima.

O pedido de reparação foi incluído na denúncia apresentada à Justiça. O valor deverá ser definido no curso do processo, conforme a decisão judicial.

Enquanto isso, o acusado permanece relacionado ao caso como denunciado pelo MPRS, após ter sido preso pela Brigada Militar em agosto.

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