O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um ambiente de forte tensão antes da sessão plenária que decidirá sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos apresentados pela analista de política Clarissa Oliveira em 14 de setembro de 2026.
De acordo com a analista, a disputa entre correntes internas da Corte alcançou um nível excepcional. A situação também tornou menos previsível o posicionamento dos ministros diante da crise.
Sessão deve decidir investigação
A sessão plenária prevista para esta semana tem como objeto a decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes. O ministro, segundo os relatos apresentados, busca apoio de colegas para tentar evitar esse desfecho.
Clarissa Oliveira afirmou que Moraes já não teria condições de bloquear sozinho a abertura da investigação. Assim, a movimentação dependeria da articulação de outros integrantes do tribunal.
A decisão do plenário concentra a crise institucional em torno da possível investigação contra Alexandre de Moraes.
Correntes ampliam a disputa
A existência de diferentes grupos no STF é atribuída às indicações feitas por governos distintos ao longo do tempo. Segundo a avaliação relatada pela analista, porém, o quadro atual supera a divergência habitual da Corte.
Ele depende da articulação de outros ministros para fazer esse movimento.”
Clarissa Oliveira, analista de política
Um ministro ouvido por Clarissa Oliveira classificou o momento como de “tensão extrema”. A identificação do magistrado não foi divulgada.
Além disso, a tensão estaria afetando a dinâmica tradicional de formação de maiorias. Por isso, os alinhamentos entre os ministros se tornaram mais difíceis de antecipar.
Dino e Zanin buscam acesso
Flávio Dino e Cristiano Zanin foram citados como ministros que demonstraram posicionamento mais claro na crise. Os dois atuaram para obter acesso à íntegra do conteúdo do celular de Daniel Vorcaro.
Na manhã de 14 de setembro, a Polícia Federal concedeu acesso ao material a Zanin e a Gilmar Mendes. A medida atendeu a uma determinação de Zanin.
O acesso ao conteúdo do aparelho aparece, portanto, como um dos pontos concretos que mobilizam ministros enquanto o plenário se prepara para deliberar sobre Moraes.
Fachin recebe pressão interna
O presidente do STF, Edson Fachin, é apontado como o principal alvo das pressões internas. Sobre ele recai a responsabilidade de conduzir a sessão e administrar os efeitos da disputa entre os ministros.
Cármen Lúcia também concentra atenções por poder ter papel decisivo na definição do resultado. Conforme a análise apresentada, seu eventual alinhamento com Moraes não seria automático, apesar de posições convergentes em disputas anteriores da Corte.
Desse modo, a sessão plenária deverá expor a correlação de forças no tribunal em um momento de acirramento entre seus integrantes.


