STF deve julgar abertura de investigação sobre Moraes na terça-feira

Segundo apuração da CNN Brasil, ministros avaliam que um pedido de vista pode suspender a análise e abrir espaço para antecipação de votos.

Da
Redação
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O STF deve analisar na terça-feira (15) a abertura de uma investigação sobre Alexandre de Moraes.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar na terça-feira (15) se abre uma investigação sobre suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo apuração da CNN Brasil, a sessão começará com o voto do presidente da Corte, Edson Fachin.

A possibilidade de um pedido de vista passou a ser considerada nos últimos dias. Se ocorrer, o mecanismo suspende a análise por 90 dias; ainda assim, ministros poderiam pedir a palavra para antecipar seus posicionamentos, conforme relataram integrantes do tribunal em conversas reservadas à CNN Brasil.

Fachin abre julgamento na terça

Edson Fachin será o primeiro a votar no caso, de acordo com a apuração. Ele assumiu a relatoria na noite de sábado (12), ainda segundo a CNN Brasil.

Depois de Fachin, a previsão é que Flávio Dino vote. O julgamento decidirá apenas sobre a abertura ou não de uma investigação, e não sobre eventual responsabilidade de Moraes nas suspeitas citadas.

Alexandre de Moraes deve se declarar impedido por ser alvo do caso. A reportagem também informa que Dias Toffoli não deverá participar, pois foi relator do caso Banco Master e deixou a função após ser citado no episódio.

Pedido de vista pode suspender análise

Um pedido de vista apresentado por qualquer ministro interromperia a conclusão do julgamento. O prazo de suspensão previsto, segundo a apuração, é de 90 dias.

Mesmo com a interrupção, integrantes do STF ouvidos pela CNN Brasil avaliam que outros ministros podem antecipar seus votos durante a sessão. Isso poderia tornar pública uma eventual tendência do colegiado antes da retomada formal da análise.

Por outro lado, um ministro ouvido pela emissora afirmou que o pedido de vista impediria a abertura imediata da investigação, ainda que houvesse maioria entre os votos antecipados.

Após o retorno do processo, novos pedidos de vista poderiam prolongar o desfecho. A estimativa atribuída pela CNN Brasil a integrantes da Corte é que a conclusão poderia ser adiada por quase um ano nessa hipótese.

Oito ministros devem participar

O STF tem 11 cadeiras, mas está desfalcado desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, conforme a reportagem. O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano, segundo o texto.

Com os impedimentos esperados de Moraes e Toffoli, oito ministros devem votar na sessão de terça-feira. Assim, a composição efetiva do julgamento será menor que o total de integrantes previsto para o tribunal.

A definição dos impedimentos é relevante porque delimita quem poderá participar da decisão sobre a abertura da investigação. O caso também chegou à presidência de Fachin às vésperas da sessão marcada.

Ministros avaliam possível maioria

Uma ala do STF acredita haver maioria para autorizar a investigação, segundo a CNN Brasil. Essa avaliação atribui votos favoráveis a André Mendonça, Fachin, Nunes Marques, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Na mesma projeção relatada pela emissora, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votariam contra o avanço do processo. Trata-se de uma expectativa de integrantes do tribunal, não de votos já formalizados.

O resultado, portanto, dependerá das manifestações no plenário e da ocorrência ou não de pedido de vista. A sessão de terça-feira poderá indicar a posição dos ministros, mas uma suspensão pode adiar a decisão final sobre a investigação.

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