Governo prevê sanção da política de minerais críticos na quarta-feira

Cerimônia está marcada para 16 de setembro, no Palácio do Planalto; regulamentação inicial deve definir composição do conselho responsável por operações estratégicas

Da
Redação
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O Palácio do Planalto deve sediar a cerimônia de sanção da política nacional de minerais críticos e estratégicos.Divulgação
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A política nacional de minerais críticos e estratégicos deve ser sancionada pelo governo federal na quarta-feira, 16 de setembro, em cerimônia prevista para as 10h30, no Palácio do Planalto. O projeto foi aprovado pelo Congresso no início do mês.

A solenidade deve reunir representantes do setor privado e integrantes do governo. A sanção poderá vir acompanhada de uma primeira etapa da regulamentação, mas a definição dos critérios para selecionar operações estratégicas deve ficar para uma fase posterior.

Governo prepara a sanção

A cerimônia está prevista para ocorrer no Palácio do Planalto, com participação de representantes do setor privado e de integrantes do governo. O ato formalizará a criação da política nacional voltada aos minerais críticos e estratégicos.

A proposta aprovada pelo Congresso estabelece novas regras para operações relacionadas a ativos e direitos minerários considerados estratégicos. Por isso, a sanção representa o início da implementação de um modelo que ainda dependerá de regulamentação do Executivo.

A primeira regulamentação esperada deve tratar da composição do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o CIMCE. O colegiado será vinculado à Presidência da República.

Conselho analisará negócios estratégicos

O CIMCE terá poder para homologar operações envolvendo ativos considerados estratégicos. Como consequência, negócios que não receberem o aval do conselho poderão ser barrados.

O texto aprovado prevê um mecanismo de triagem para mudanças de controle societário, operações com títulos minerários, determinados contratos internacionais e situações de participação ou influência estrangeira sobre empresas detentoras de direitos minerários.

A regulamentação deverá definir quais operações serão submetidas ao conselho e quais ficarão fora da análise do colegiado.

Setor debate critérios de análise

A definição do filtro de operações concentra uma das principais discussões entre o governo e o setor privado. A preocupação é evitar que negócios rotineiros de empresas de mineração precisem passar pelo conselho.

Entre os parâmetros estudados estão o valor da operação, a relevância estratégica do ativo e o risco de comprometimento do abastecimento nacional. Esses critérios devem orientar a separação entre transações comuns e negócios com impacto econômico ou estratégico.

A intenção do governo é concentrar a atuação do CIMCE em operações consideradas relevantes. No entanto, os critérios finais ainda devem ser definidos em uma etapa posterior da regulamentação.

Regulamentação seguirá em etapas

Além da composição e das atribuições iniciais do conselho, outros pontos da política continuarão dependendo de regras complementares. Entre eles estão os mecanismos ligados à exportação de minerais.

Também precisarão de regulamentação os compromissos de agregação de valor e de processamento de minerais no Brasil. Esses instrumentos deverão detalhar como a política será aplicada às atividades do setor.

A lei estabelece prazo de até 90 dias para que o Executivo regulamente e instale formalmente o CIMCE. Assim, a sanção prevista para 16 de setembro não encerra a implementação da política, que seguirá etapas administrativas posteriores.

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