STF enfrenta tensão antes de sessão sobre Moraes

Segundo relatos de ministros ouvidos sob reserva, Edson Fachin sofre pressão sobre a condução da análise prevista para terça-feira (15).

Da
Redação
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Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF • Sophia Santos/STF
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A tensão no STF aumentou na véspera da sessão marcada para terça-feira (15), que deve analisar um pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ministros ouvidos sob reserva pela CNN Brasil, o ambiente na Corte é de forte embate interno.

As pressões recaem principalmente sobre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Integrantes de grupos alinhados a Moraes e ao ministro André Mendonça atuam em sentidos opostos sobre os rumos da sessão.

Pressões se concentram em Fachin

Nos últimos dias, cresceu a pressão para que Fachin assuma a relatoria dos inquéritos que estão na base do confronto entre ministros, segundo os relatos.

A disputa ocorre após uma sequência de ofícios que marcou o fim de semana e intensificou o conflito interno. Dessa forma, a sessão passou a ser tratada como um momento de cenário imprevisível nos bastidores do tribunal.

Fachin, porém, vem sinalizando que pretende manter a análise prevista para terça-feira. A posição contrasta com as iniciativas de integrantes que defendem o adiamento da discussão.

Ala de Moraes avalia questões processuais

Na ala alinhada a Alexandre de Moraes, há especulações sobre a apresentação de questões de ordem e preliminares antes do debate sobre o pedido de investigação.

A estratégia buscaria abrir a sessão com discussões processuais. Segundo os ministros ouvidos sob reserva, isso poderia levar o tribunal a postergar a análise do pedido.

O caso envolve uma suspeita da Polícia Federal sobre o vínculo de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão deverá tratar do pedido de investigação relacionado a essa suspeita.

Pedido de vista continua no radar

Um possível pedido de vista também permanece entre as hipóteses consideradas por magistrados. O instrumento suspende temporariamente a conclusão da análise para que um ministro examine o processo.

O grupo alinhado a Moraes prefere evitar essa alternativa por causa do desgaste político, de acordo com os relatos. Ainda assim, ministros avaliam que a possibilidade não está descartada.

Apesar das pressões por adiamento, Fachin vem sinalizando que manterá a sessão de terça-feira. A definição sobre a condução dos trabalhos, portanto, será central para o desfecho imediato da disputa.

Presidente resiste a julgamento conjunto

Fachin também vem resistindo a pedidos da ala pró-Moraes para reunir, em uma mesma análise, o pedido de investigação contra o ministro e o caso de André Mendonça.

A análise do caso de Mendonça está marcada para o dia 23. A proposta de julgamento conjunto é defendida por integrantes alinhados a Moraes, mas o presidente do STF não aderiu à ideia até agora.

Além disso, Fachin avalia a possibilidade de antecipar seu voto sobre Moraes já na abertura da sessão desta terça-feira. A eventual decisão pode influenciar a sequência dos debates no Supremo.

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