STF autoriza buscas contra Cezinha de Madureira em investigação

Deputado do PL de São Paulo nega irregularidades; decisão de Flávio Dino cita indícios relacionados à suposta venda de influência.

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Redação
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Cezinha de Madureira é alvo de buscas autorizadas pelo STF em investigação da Polícia Federal.Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Buscas contra Cezinha de Madureira foram autorizadas nesta segunda-feira (14) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. O deputado federal do PL por São Paulo é investigado por suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa do parlamentar negou irregularidades, disse que ele está à disposição das autoridades e pediu que medidas de grande repercussão ocorram com distância de circunstâncias políticas ou eleitorais. A investigação apura uma suposta estrutura de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores.

Dino autoriza buscas contra deputado

A decisão de Flávio Dino autorizou a realização de buscas contra Cezinha de Madureira. A medida integra uma operação da Polícia Federal voltada à apuração das suspeitas envolvendo o deputado.

Segundo o material da investigação citado na decisão, há apuração sobre uma possível atuação para influenciar processos perante o STF, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A investigação busca esclarecer se existiu uma estrutura estável destinada à comercialização de influência em tribunais superiores.

Investigação apura suposta venda de influência

A representação policial descreve como objetivo da apuração identificar a existência, a dimensão e a estabilidade da estrutura sob investigação. A suspeita envolve a obtenção de influência junto a ministros de cortes superiores.

De acordo com a investigação, a atuação teria ocorrido mediante pagamentos considerados vultosos. Os valores, segundo a representação, teriam sido ajustados por contratos de honorários e de cessão de crédito.

O material menciona advogadas ligadas ao deputado nesses contratos. Uma delas, segundo a investigação, seria a esposa do parlamentar.

Decisão cita influência atribuída ao mandato

Na decisão, Dino afirmou haver indícios de que o deputado aparentava usar a ascendência de seu mandato para criar em terceiros a percepção de influência sobre magistrados dos tribunais superiores.

O ministro registrou, ainda, mensagens trocadas entre a advogada Valéria Linhares, a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek e Cezinha de Madureira. A decisão trata desses diálogos como elementos da investigação.

Na avaliação exposta por Dino, as mensagens indicariam uma parceria para buscar decisões favoráveis em processos que tramitavam no STF, com auxílio atribuído ao deputado.

Defesa nega qualquer irregularidade

A defesa de Cezinha de Madureira declarou que os fatos serão esclarecidos durante o devido processo legal. Também afirmou que pretende demonstrar que o parlamentar não cometeu irregularidades.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, os advogados disseram que o deputado prestará os esclarecimentos necessários às autoridades. A manifestação menciona o contraditório e o amplo acesso da defesa aos elementos da investigação e à íntegra do processo.

Assim, a posição apresentada pela defesa contrasta com as suspeitas descritas pela Polícia Federal e com os indícios apontados na decisão judicial. A apuração segue sob supervisão do STF.

Deputado pede distância das eleições

Além de negar as suspeitas, a defesa sustentou que medidas de grande repercussão deveriam ser conduzidas longe de circunstâncias políticas ou eleitorais. O pedido foi incluído na nota divulgada em nome do deputado.

A manifestação vinculou esse entendimento à jurisprudência do STF, sem apontar no texto quais precedentes fundamentariam a referência. A nota foi datada de Brasília em 14 de setembro de 2026.

O argumento sobre o calendário eleitoral integra a resposta pública apresentada pelo parlamentar à operação. Ele não altera a autorização das buscas determinada por Flávio Dino nesta segunda-feira.

Caso reúne STF, PF e Câmara

O caso envolve a Polícia Federal, responsável pela investigação, e o STF, onde Flávio Dino autorizou as medidas. A Câmara dos Deputados aparece no material citado pela decisão por causa das mensagens atribuídas a uma de suas servidoras.

Também são mencionados o STJ e o TSE, cortes perante as quais a investigação apura a possível comercialização de influência. Não há, no material divulgado, descrição de decisões judiciais específicas que teriam sido obtidas por esse suposto mecanismo.

A defesa de Cezinha de Madureira afirma confiar na Justiça e diz que o deputado colaborará com as autoridades. Já a decisão do STF fundamenta as buscas na presença de indícios examinados no inquérito.

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