As eleições de 2026 terão duas vagas para o Senado em cada estado e no Distrito Federal. Por isso, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes, informando o número de cada um na urna eletrônica.
A votação para o Senado costuma concentrar mais votos brancos e nulos do que as disputas para presidente e governador. Além disso, o eleitor pode comparecer às urnas e deixar de votar para determinado cargo, situação conhecida como não votação.
Eleição terá duas vagas
Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado Federal. Como cada estado e o Distrito Federal terão duas vagas abertas, o eleitor precisará registrar dois votos válidos para candidatos diferentes.
A regra muda em relação às eleições em que apenas uma cadeira é renovada. Dessa forma, quem votar somente uma vez poderá deixar uma das vagas sem escolha, caracterizando a chamada votação incompleta.
O Senado já apontou que esse tipo de situação ocorreu em 2018, quando também houve duas vagas em disputa por unidade da Federação. Na prática, o eleitor pode votar em um candidato e não preencher a segunda escolha.
Voto repetido será anulado
O eleitor não poderá votar duas vezes no mesmo candidato. Se repetir o nome na segunda vaga, o segundo voto será anulado automaticamente.
Também não será possível votar apenas na legenda partidária. A eleição para o Senado exige voto direto em um candidato, com o preenchimento do número correspondente na urna.
O mesmo princípio vale para as demais eleições majoritárias citadas no levantamento: presidente e governador. Nesses cargos, o voto destinado somente ao número do partido não é considerado válido.
Senado concentra mais votos inválidos
Dados do Tribunal Superior Eleitoral desde 1998 mostram que a eleição para o Senado registrou percentuais de votos brancos e nulos superiores aos das disputas para presidente e governador, segundo a comparação apresentada.
Em 2018, quando os eleitores escolheram dois senadores, 26,9% votaram em branco ou anularam o voto para o cargo. No mesmo ano, o índice foi de 18,57% para governador e de 8,8% para presidente.
Já em 2022, a proporção de votos brancos e nulos para o Senado caiu para 18,7%. Foi a primeira redução desse percentual desde 2002, de acordo com a série mencionada no levantamento.
O recorte de 2018 ajuda a dimensionar a diferença entre os cargos:
| Votos brancos e nulos em 2018 | |
|---|---|
| Cargo | Percentual |
| Senado | 26,9% |
| Governador | 18,57% |
| Presidente | 8,8% |
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Disputa ganhou peso político
A eleição para o Senado é tratada como estratégica por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, apontados no material como principais concorrentes na disputa presidencial.
Entre as atribuições exclusivas dos senadores está votar a nomeação e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Por isso, a composição da Casa pode influenciar decisões relevantes no cenário político nacional.
Para o PL, uma das metas é conquistar maioria no Senado e, com isso, disputar a presidência da Casa. O objetivo declarado no material inclui dar andamento a pedidos de impeachment de ministros do Supremo.
Além da disputa partidária, o resultado dependerá da capacidade dos eleitores de preencher corretamente as duas opções. A atenção ao número do candidato e à escolha de nomes diferentes reduz o risco de anulação ou de votação incompleta.


