Disputa aparece equilibrada no segundo turno
Levantamento AtlasIntel mostra Wellington Fagundes, do PL, com 40,4% e Otaviano Pivetta, do Republicanos, com 36,9% em eventual segundo turno para o governo de Mato Grosso.
A diferença de 3,5 pontos percentuais mantém os dois candidatos em empate técnico diante da margem de três pontos para cada resultado. Brancos, nulos e indecisos somam 22,7%.
O resultado representa um retrato das preferências declaradas durante o período de coleta. Não constitui previsão definitiva, porque campanhas, debates, fatos políticos e decisões dos eleitores podem alterar o cenário até a votação.
Resultados do cenário principal
| Nome ou opção | Percentual |
|---|---|
| Wellington Fagundes (PL) | 40,4% |
| Otaviano Pivetta (Republicanos) | 36,9% |
| Branco, nulo ou não sabe | 22,7% |
Fonte: AtlasIntel; dados divulgados pela imprensa e registrados na Justiça Eleitoral.
Fagundes aparece numericamente à frente, mas o intervalo de incerteza impede afirmar liderança estatística. O grupo sem candidato pode ser decisivo na evolução do confronto.
A leitura das diferenças precisa considerar a margem de erro. Candidatos separados por intervalo menor ou semelhante ao limite metodológico podem estar tecnicamente empatados, ainda que os percentuais centrais sejam diferentes.
Votos brancos, nulos e entrevistados indecisos também influenciam a interpretação. Esses grupos podem mudar de posição durante a campanha e alterar a distância entre os concorrentes.
Demais cenários de segundo turno
| Nome ou opção | Percentual |
|---|---|
| Wellington Fagundes | 50,9% |
| Natasha Shlessarenko | 28,9% |
| Sem candidato | 20,2% |
| Otaviano Pivetta | 49,3% |
| Natasha Shlessarenko | 30,7% |
| Sem candidato | 20,0% |
Fonte: AtlasIntel; dados divulgados pela imprensa e registrados na Justiça Eleitoral.
Fagundes e Pivetta abrem vantagens maiores quando enfrentam Natasha Shlessarenko separadamente. Nesses quadros, as diferenças ficam além da margem informada.
Comparar os cenários ajuda a medir a capacidade de cada nome ampliar apoios fora de sua base inicial. Também mostra como a troca de adversário modifica rejeições, transferências e o tamanho do grupo sem candidato.
As simulações não devem ser somadas entre si, pois cada entrevistado responde a alternativas específicas. Cada quadro precisa ser interpretado separadamente e dentro das opções apresentadas pelo instituto.
Metodologia da pesquisa
O levantamento da AtlasIntel entrevistou 1.209 eleitores entre 4 e 9 de setembro de 2026. O nível de confiança informado é de 95%, padrão utilizado para estimar a precisão estatística da amostra.
Segundo a ficha metodológica, “a margem de erro é de 3 pontos percentuais”, para mais ou para menos. Isso significa que cada resultado deve ser lido dentro de um intervalo, e não como número absoluto.
A pesquisa custou R$ 65 mil e foi paga com recursos próprios. Os registros informados à Justiça Eleitoral são BR-08540/2026 e MT-02766/2026, permitindo consulta pública aos dados obrigatórios do estudo.
Como interpretar os percentuais
Pesquisas eleitorais usam amostras para estimar opiniões de um universo maior. A qualidade da leitura depende do desenho amostral, da forma de coleta, do questionário, da ponderação e do momento político.
Diferenças fora da margem sugerem vantagem mais consistente naquele período, mas não garantem vitória. Já o empate técnico indica que a ordem nominal dos candidatos pode variar dentro dos limites estatísticos.
Também é importante distinguir votos totais dos votos válidos. Os percentuais divulgados incluem, quando informados, respostas brancas, nulas e indecisas, enquanto a Justiça Eleitoral exclui essas opções na apuração válida.
Campanha ainda pode alterar cenário
No primeiro turno, Fagundes tem 34,4%, Pivetta registra 30,8% e Natasha aparece com 23,2%. Rafaell Milas soma 3,5%, e os outros candidatos ficam abaixo de 2%.
A propaganda eleitoral, os debates e a mobilização territorial poderão afetar conhecimento, rejeição e intenção de voto. Estratégias de alianças também influenciam o tempo de exposição e a estrutura disponível.
Novos levantamentos serão necessários para identificar tendência. Uma pesquisa isolada mostra a situação no período em que as entrevistas foram realizadas, mas não permite concluir sozinha que um movimento é permanente.


