Ataques russos elevam dúvidas sobre nova ofensiva de paz dos EUA

Bombardeio em Kiev após visitas de enviados americanos e incursão de drone na Moldávia ocorrem em meio a negociações com Moscou e Kyiv.

Da
Redação
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Bombardeio em Kiev após visitas de enviados americanos e incursão de drone na Moldávia ocorrem em meio a negociações com Moscou e Kyiv.
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Os ataques russos contra Kiev voltaram a elevar as dúvidas sobre uma nova tentativa dos Estados Unidos de mediar o fim da guerra na Ucrânia. A ofensiva com mísseis e drones, registrada em 8 de setembro, matou cinco pessoas, segundo o material fornecido, depois de uma pausa de três dias nos ataques.

O episódio ocorreu após Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados do presidente Donald Trump, deixarem Kyiv, onde discutiram uma possível negociação de paz. No dia seguinte, um drone russo a jato entrou no espaço aéreo da Moldávia e atrasou a decolagem de um avião que levaria o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Noruega.

As ações militares aconteceram enquanto Washington retomava contatos com Moscou e Kyiv. A sequência de ataques reduziu o espaço para uma avaliação otimista sobre a rapidez de um acordo.

Ataques interrompem pausa em Kiev

A nova ofensiva russa atingiu Kiev em 8 de setembro, segundo o material. O ataque encerrou um intervalo de três dias sem bombardeios e deixou cinco mortos.

Além disso, o retorno dos mísseis e drones coincidiu com a passagem dos representantes americanos pela capital ucraniana. Kushner e Witkoff haviam viajado a Moscou antes de seguir para Kyiv para tratar das possibilidades de um acordo.

O material também relata que a guerra continua a impor custos elevados às partes envolvidas. Com base em avaliações de agências de inteligência ocidentais citadas no texto de origem, a Rússia estaria perdendo cerca de 40 mil soldados por mês.

Drone afeta voo de Zelensky

Na Moldávia, a entrada de um drone russo a jato no espaço aéreo do país atrasou a partida do avião que transportaria Zelensky à Noruega. O incidente ocorreu em 9 de setembro.

O embaixador moldavo nos Estados Unidos, Vladislav Kulminski, avaliou que a incursão de um drone de vigilância russo provavelmente não foi acidental. O episódio não foi descrito como uma ameaça direta ao presidente ucraniano.

Ao mesmo tempo, o caso reforçou as preocupações sobre efeitos da guerra para além das fronteiras ucranianas. O material cita o temor crescente, na Europa, de um confronto entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia.

Trump associa impasse a líderes

Trump afirmou, em 9 de setembro, que Vladimir Putin quer chegar a um acordo. Ele também disse que seria positivo se Zelensky quisesse negociar.

O presidente americano resumiu o bloqueio das conversas a uma relação pessoal entre os dois líderes. A declaração deixa de lado as exigências políticas e territoriais que seguem no centro do conflito.

A Rússia voltou a falar nas chamadas “causas profundas” da guerra. Segundo o material, essa formulação envolve exigências russas sobre soberania, desmilitarização e territórios no leste ucraniano, pontos que Kyiv considera inaceitáveis.

Moscou e Kyiv mantêm posições

As conversas conduzidas pelos Estados Unidos ocorrem sem detalhes públicos sobre os termos discutidos nas reuniões com Putin e Zelensky. Por isso, não há indicação de que as posições centrais de Moscou e Kyiv tenham se aproximado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na Colômbia que havia possibilidade de se alcançar, nas semanas seguintes, uma conclusão aceitável para os dois lados. No entanto, ele reconheceu que ainda restava muito trabalho.

Enquanto isso, a Ucrânia tem demonstrado capacidade de realizar ataques dentro do território russo, conforme o material. A Rússia, por sua vez, registrou avanços recentes no campo de batalha, mantendo a pressão militar que dificulta as tratativas diplomáticas.

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