Lula defende punição a crimes e cobra conduta de ministros do STF

Em ato em Curitiba, presidente também mencionou o Caso Master, Daniel Vorcaro e a retirada do sigilo de peças da investigação.

Da
Redação
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Lula discursou no ato “Brasil Pronto Pra Mais”, em Curitiba, no sábado (12).
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Lula e o Caso Master foram mencionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o ato “Brasil Pronto Pra Mais”, realizado em Curitiba no sábado (12). O presidente defendeu que qualquer pessoa que tenha cometido crime seja punida, citando desde seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, até integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao falar sobre a Corte, Lula cobrou um padrão de comportamento elevado de seus ministros. Além disso, abordou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a decisão que retirou o sigilo de peças relacionadas ao Caso Master.

Lula defende punição por crimes

O presidente afirmou que a punição deve alcançar qualquer pessoa que tenha cometido crime. Na declaração, ele incluiu seu filho e ministros do STF como exemplos de que não deveria haver exceção.

A fala ocorreu diante de apoiadores no ato político em Curitiba. Lula não detalhou, nesse trecho de sua manifestação, medidas específicas de investigação ou de responsabilização.

Ao formular a defesa da punição, o presidente associou o tema à necessidade de apuração. Dessa forma, apresentou a investigação como etapa para identificar eventuais responsabilidades.

Presidente cobra conduta no STF

Lula afirmou que ministros da Suprema Corte não podem ocupar o cargo para enriquecer. Para ele, a função exige dedicação e comportamento acima da média da sociedade.

O presidente destacou o peso das decisões do STF ao justificar sua cobrança. Segundo Lula, por se tratar da Corte Suprema, suas decisões não podem ser modificadas por outra instância.

Na mesma fala, ele disse que haverá investigação. A declaração vinculou a cobrança de conduta aos integrantes do tribunal e à apuração de possíveis crimes.

Ato reúne candidatos no Paraná

Lula participou do evento ao lado de Requião Filho, candidato do PDT ao Palácio Iguaçu. O ato também teve a presença das candidatas ao Senado Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, ambas do PT.

O Palácio Iguaçu é a sede do governo do Paraná. Assim, a atividade reuniu o presidente e nomes que disputam cargos políticos no estado.

Foi nesse ambiente que Lula tratou de temas ligados ao STF e ao Caso Master. As declarações foram feitas durante o ato denominado “Brasil Pronto Pra Mais”.

Declarações citam Daniel Vorcaro

O presidente mencionou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Lula disse esperar que, a partir desse episódio, venham a público informações sobre encontros e condutas que atribuiu a Vorcaro.

Na fala, Lula também fez referência a pessoas da política. Ele afirmou que aqueles que tenham participado das situações às quais aludiu seriam expostos.

As afirmações foram apresentadas pelo presidente durante o discurso em Curitiba. Lula não indicou, na declaração reproduzida, nomes de políticos ligados às situações que mencionou.

STF retira sigilo de peças do caso

Na sexta-feira (11), o presidente do STF, Edson Fachin, pediu a retirada total do sigilo de peças relacionadas ao Caso Master. O pedido antecedeu a manifestação de Lula em Curitiba.

O ministro André Mendonça, relator do caso, cumpriu a determinação na noite do mesmo dia. Com isso, ocorreu a queda total do sigilo das peças mencionadas na decisão.

A sequência coloca a determinação do STF um dia antes do ato político. Lula citou o tema ao defender investigações e ao comentar a prisão de Vorcaro.

Telefonemas entram no relato

Segundo apuração da CNN Brasil, Lula conversou por telefone três vezes com Fachin. Nas ligações, o presidente teria cobrado do ministro a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Master.

A retirada do sigilo foi solicitada por Fachin na sexta-feira e executada por Mendonça naquela noite. Portanto, a decisão mencionada por Lula já havia sido tomada antes do ato em Curitiba.

No discurso, o presidente tratou a abertura das peças como parte de um processo de investigação. Ele também reiterou que quem tenha cometido crime deve responder pelos atos.

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