PF diz que Jaques Wagner não forneceu senhas de celulares apreendidos

Relatório da corporação relata que dois aparelhos foram recolhidos durante busca na casa do senador, em Salvador, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Da
Redação
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Relatório da Polícia Federal descreve busca realizada na residência de Jaques Wagner, em Salvador.Carlos Moura/Agência Senado
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A Polícia Federal informou, em relatório tornado público na sexta-feira (11), que o senador Jaques Wagner (PT-BA) não forneceu as senhas de dois celulares apreendidos em sua residência, em Salvador. A busca ocorreu em 18 de junho, durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.

O documento passou a ser público após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliar a retirada de sigilo de processos relacionados ao caso Banco Master. A medida atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

PF registra recusa sobre senhas

Segundo o relatório da diligência, os agentes encontraram dois celulares logo no início da busca. A lista inclui um aparelho Samsung preto e outro telefone de cor branca.

A corporação registrou que Jaques Wagner negou o fornecimento das senhas dos equipamentos. O relatório não detalha eventuais tentativas posteriores de acesso aos aparelhos.

A apreensão dos celulares integra o material recolhido na residência do senador durante a operação. O documento descreve a diligência realizada em Salvador em 18 de junho.

STF amplia retirada de sigilo

André Mendonça ampliou a retirada de sigilo dos processos ligados ao caso Master. Com isso, o relatório da Polícia Federal que descreve a busca passou a ser acessível.

A decisão foi tomada após solicitação da PGR. O material divulgado reúne informações da investigação conduzida pela Polícia Federal.

O caso envolve apurações sobre o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. A publicidade do documento não altera o caráter investigativo das suspeitas relatadas pela corporação.

Operação apura relação com empresários

A 9ª fase da Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros relacionados ao Banco Master. No recorte que envolve Wagner, a PF examina sua relação com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Segundo a investigação, os agentes apuram se o senador recebeu vantagens indevidas de empresários e de estruturas ligadas ao banco. Essa é uma linha de investigação descrita no relatório, e não uma conclusão apresentada no material.

Entre os episódios sob análise estão viagens em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento em Salvador. O imóvel é citado com valor de R$ 2,45 milhões.

Busca recolhe dinheiro e relógios

Durante a diligência, a Polícia Federal apreendeu R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie. Além disso, os agentes recolheram diversos relógios de luxo.

Parte do dinheiro estava em uma mala atribuída ao senador. Outra parcela foi localizada em um cofre no closet de sua mulher, de acordo com o relatório policial.

Conforme o documento, Wagner afirmou que usava os valores em viagens e que comprou os relógios ao longo dos anos. A PF registrou que não foram apresentadas notas fiscais dos bens durante a busca e informou que o valor econômico dos relógios dependerá de perícia.

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