O desabamento de um prédio em construção sobre uma residência matou uma mulher na madrugada deste sábado (12), na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo. Pelo menos dez pessoas foram atingidas, incluindo quatro crianças, segundo a Defesa Civil.
O Corpo de Bombeiros mobilizou 42 agentes, 16 viaturas, um médico e um enfermeiro para atender a ocorrência. As equipes permaneciam no local em busca de possíveis vítimas. Até o momento, a Defesa Civil não confirmou relação entre o desabamento e as chuvas que atingem o estado desde o início da madrugada.
Equipes fazem buscas na Penha
A única vítima identificada até a atualização disponível era uma mulher. Os órgãos responsáveis não divulgaram outras informações sobre a identidade dela.
Os bombeiros concentraram os trabalhos na estrutura que caiu sobre a residência. Além disso, profissionais de atendimento médico acompanharam a operação para prestar assistência às pessoas atingidas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) também monitorava a situação. As buscas poderiam ser ampliadas conforme a avaliação das condições do local e da possibilidade de haver outras vítimas.
Chuvas afetam municípios paulistas
A Defesa Civil registrou 25 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas em municípios paulistas. O balanço incluía uma pessoa ferida, 23 desabrigadas e 66 desalojadas.
Até a atualização, não havia registro de mortes ou desaparecidos oficialmente relacionados às chuvas. As ocorrências incluíam alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, quedas de muros e danos em residências e estruturas.
Na capital, uma residência desabou em Sapopemba, deixando 24 pessoas desalojadas. No Jabaquara, duas moradias caíram às margens de um córrego, enquanto outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento. Ao todo, 14 moradores ficaram desalojados na região.
Ventos fortes provocam estragos
A maior rajada de vento registrada no estado chegou a 92,6 km/h em Piraju. Também foram medidos ventos de 72,7 km/h em Bauru, 66 km/h em Dracena e 61,2 km/h em Araçatuba.
Outras rajadas ocorreram em Paranapanema, Avaré, Itapeva, Campinas e Piracicaba. Na capital paulista, a maior velocidade registrada foi de 51,5 km/h.
Em Pariquera-Açu, o vento derrubou tendas no Centro de Eventos Imigrantes. A Defesa Civil Municipal isolou o local, e o evento previsto foi cancelado. Não houve registro de vítimas nessa ocorrência.
Alagamentos interrompem rodovia
A Rodovia Régis Bittencourt permaneceu interditada no km 286 por causa de um ponto de alagamento. A ocorrência afetou o tráfego em um trecho da via.
Também foram registradas quedas de árvores em Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru. As equipes da Defesa Civil continuaram mobilizadas para atender os chamados e acompanhar áreas afetadas.
Os impactos ocorreram em diferentes regiões do estado. Por isso, o monitoramento incluiu tanto a capital quanto municípios do interior e da Grande São Paulo.
Chuva supera 70 milímetros
Os maiores acumulados de chuva nas 24 horas anteriores, medidos até as 5h deste sábado, chegaram a 80 milímetros em Cotia e Diadema. Santana de Parnaíba registrou 78 milímetros, enquanto São Paulo teve 77 milímetros.
Também foram registrados 75 milímetros em Embu-Guaçu, 71 milímetros em Santo André e 70 milímetros em Itapecerica da Serra e Cabreúva.
Ao todo, 40 municípios apresentaram acumulados de pelo menos 50 milímetros no período. A Defesa Civil mantinha o acompanhamento das condições meteorológicas e das ocorrências provocadas pelas tempestades.
Defesa Civil amplia alertas
Ao longo da noite e da madrugada, a Defesa Civil enviou 15 alertas por Cell Broadcast para diferentes regiões do estado. Os avisos alcançaram áreas do litoral, Vale do Ribeira, sudoeste, oeste, Sorocaba, Grande São Paulo e regiões de Campinas, Bauru e Piracicaba.
As mensagens orientaram os moradores a permanecer em locais seguros diante da possibilidade de chuva forte, rajadas intensas e granizo. Desde as 14h de sexta-feira (11), o órgão também mantinha um Gabinete de Crise.
Durante as tempestades, a recomendação era buscar abrigo e evitar áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas. A população também deveria ficar longe de coberturas, placas e estruturas vulneráveis, não atravessar áreas alagadas ou com correnteza e se afastar de janelas durante a ocorrência de granizo.


