O incêndio na Ceagesp atingiu ao menos 320 boxes destinados à venda de produtos perecíveis na noite de sábado (5), na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. As chamas também danificaram estruturas de todo o quarteirão formado pelos galpões.
O fogo começou às 23h21, na avenida Dr. Gastão Vidigal, e mobilizou 16 viaturas do Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil informou que a área ficou em segurança por volta das 9h10 de domingo (6). Não houve registro de vítimas.
Incêndio na Ceagesp danifica o pavilhão
As avaliações preliminares identificaram estruturas metálicas retorcidas e comprometimento de todo o pavilhão atingido. Por isso, a Defesa Civil emitiu um auto de interdição temporária para a área.
O documento foi entregue aos diretores da Ceagesp que estavam no local. A medida impede a utilização do espaço enquanto as condições de segurança não forem esclarecidas.
Uma nova vistoria técnica deverá avaliar a estabilidade da estrutura e indicar quais providências serão necessárias. As causas do incêndio ainda não foram divulgadas.
Fogo atinge centenas de boxes comerciais
O pavilhão atingido reúne módulos usados por empresas que comercializam frutas e outros alimentos. Segundo a Defesa Civil, 320 boxes foram afetados pelas chamas.
Hilton Piquera, secretário do Sindicato do Comércio Atacadista de Frutas do Estado de São Paulo, informou que o galpão tem 325 módulos e é utilizado por 265 empresas.
A área tem aproximadamente 30 mil metros quadrados. O representante sindical também relatou perdas de mercadorias armazenadas no local, mas a dimensão oficial dos prejuízos ainda não foi divulgada.
Estragos comprometem operações do entreposto
O pavilhão atingido é identificado como MFE-A e armazena principalmente melancias, segundo a Ceagesp. O levantamento detalhado dos danos deverá começar depois que o espaço for liberado.
A companhia informou que a apuração dos produtos e estruturas afetados deve se estender ao longo da semana. Até lá, comerciantes permanecem dependentes das orientações de segurança e das alternativas operacionais.
Além disso, a interdição temporária impede o acesso às áreas próximas ao pavilhão durante o rescaldo e os trabalhos da perícia. A restrição busca preservar a segurança no local.
Bombeiros controlam as chamas
O Corpo de Bombeiros encontrou grande volume de fogo quando chegou ao endereço. As equipes trabalharam durante a madrugada para controlar o incêndio e evitar a propagação para outras áreas.
Ao todo, 16 viaturas foram mobilizadas para o combate. A Defesa Civil informou que as chamas foram extintas e que o local estava seguro na manhã de domingo.
Mesmo após o controle do fogo, os trabalhos continuaram nas áreas próximas ao pavilhão. O rescaldo e a perícia integram a etapa de avaliação do incidente.
Ceagesp mantém áreas fora do isolamento
A Ceagesp informou que o entreposto permanece aberto, assim como o Varejão, feira realizada aos domingos no local. No entanto, as áreas próximas ao pavilhão atingido seguem isoladas.
Segundo a companhia, o isolamento ocorre para permitir o trabalho dos bombeiros e da perícia responsável por determinar as causas do incêndio. A empresa não informou uma data para a liberação do pavilhão.
A operação geral, portanto, continua nas áreas que não foram alcançadas pela interdição. O acesso ao espaço afetado depende da conclusão das avaliações técnicas.
Comerciantes discutem alternativas emergenciais
A Ceagesp informou que mantém diálogo com uma comissão de comerciantes que atuam no pavilhão. O objetivo é discutir medidas emergenciais e alternativas para as áreas afetadas.
A companhia afirmou que pretende apoiar a retomada das operações assim que houver condições de segurança. Ainda não foram divulgados detalhes sobre locais provisórios ou sobre o cronograma de retorno.
Enquanto isso, a perícia deverá esclarecer a origem do fogo, e a vistoria estrutural indicará se o pavilhão poderá ser recuperado ou precisará de outras intervenções. Também não há, até o momento, estimativa oficial para os prejuízos.


