Chuvas fortes geram 38 alertas e causam alagamentos em São Paulo

Defesa Civil registrou deslizamentos, quedas de árvores e danos estruturais; aulas foram suspensas em cinco regiões do interior

Da
Redação
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Temporais provocaram alagamentos, deslizamentos e danos em diferentes cidades do estado de São Paulo.Reprodução
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As chuvas fortes que atingem São Paulo desde quinta-feira (10) levaram a Defesa Civil estadual a emitir 38 alertas para todas as regiões do estado desde a meia-noite desta sexta-feira (11). O temporal provocou alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores e danos estruturais.

Até o momento, não havia informação de vítimas. Na quinta-feira, o órgão já havia enviado 90 alertas relacionados às condições meteorológicas. Pelo menos nove pontos de alagamento, sete quedas de árvores e quatro deslizamentos foram registrados.

Temporais provocam ocorrências em várias cidades

As chuvas atingiram municípios de diferentes regiões paulistas. Campinas, Mococa, Guariba, Itararé, Mogi Guaçu, Valinhos, Caraguatatuba e Piedade tiveram registros de ocorrências associadas ao mau tempo.

Em Itararé, o Córrego Lavapés transbordou e atingiu algumas casas. O nível da água, no entanto, foi normalizado posteriormente.

Em Valinhos, um homem tentou atravessar um trecho alagado e precisou ser resgatado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. A ocorrência reforçou os riscos de circulação durante os temporais.

Alagamentos e deslizamentos afetam moradores

Em Salto de Pirapora, duas pessoas ficaram desalojadas por causa de um alagamento. Elas foram acolhidas por familiares.

Cesário Lange registrou danos estruturais e o transbordamento de um açude. Já em Turmalina, na cidade de Mairinque, o destelhamento danificou um campo de futebol e duas residências.

Um aterro rompeu sobre uma tubulação de água em Itapetininga e provocou a interdição da estrada que liga bairros rurais. Segundo as informações divulgadas, os moradores não tiveram impactos no deslocamento.

Ventos e sedimentos bloqueiam vias

Em Itapecerica da Serra, um muro de uma área externa desabou sem atingir a residência à qual pertencia. Em Pinhalzinho, dois postes caíram, e a concessionária responsável pelo fornecimento de energia foi acionada.

Um trecho da Rodovia Geraldo Barros, em São Pedro, foi interditado devido ao acúmulo de sedimentos levado pelas chuvas fortes. A Rodovia Régis Bittencourt também teve registro de alagamento.

As ocorrências mostram que os impactos não se limitaram a áreas urbanas. Além dos pontos de inundação, a chuva afetou estruturas, estradas e redes de serviços em diferentes municípios.

Defesa Civil prevê tempestades até sábado

A Defesa Civil estadual emitiu aviso para risco de tempestades entre quinta-feira e sábado (12). A previsão inclui chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

Os períodos de maior atenção são a tarde e a noite desta sexta-feira, além da madrugada e da manhã de sábado. Nesses intervalos, as condições atmosféricas devem favorecer a formação e a intensificação de tempestades.

De acordo com o órgão, a previsão está relacionada à formação de um ciclone extratropical no Sul do país, que influenciará as condições do tempo em todo o território paulista.

Gabinete de crise coordena resposta

A Defesa Civil instalará um Gabinete de Crise presencial a partir das 14h desta sexta-feira, no Centro de Gerenciamento de Emergências. A estrutura permanecerá em funcionamento até a tarde de sábado.

O gabinete reunirá representantes de instituições envolvidas no monitoramento e na resposta às emergências. Entre elas estão o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a SP Águas, a Artesp, a Arsesp, o DER e concessionárias de energia elétrica, água, gás e telefonia.

A medida busca concentrar o acompanhamento das ocorrências enquanto o estado permanece sob aviso para chuvas intensas e ventos fortes.

Aulas são suspensas no interior

O governo de São Paulo suspendeu as aulas da rede estadual nesta sexta-feira nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro.

As escolas permanecerão abertas apenas com a equipe gestora, para atendimento e orientação às famílias. A decisão alcança localidades consideradas mais sujeitas aos impactos do mau tempo.

As aulas deverão ser repostas até o fim do ano letivo, conforme as regras previstas no calendário escolar. Enquanto isso, a Defesa Civil mantém alertas para diferentes áreas do estado.

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