Chuvas fortes e ventos intensos atingiram diversas regiões do estado de São Paulo nesta quinta-feira (10), provocando alagamentos, acúmulo de água e transtornos no trânsito. A maior rajada registrada até as 13h45 ocorreu em Piraju, no interior, com 88,6 km/h.
Na capital paulista, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos. A Defesa Civil também emitiu um aviso para o período entre sexta-feira (11) e sábado (12), com previsão de tempestades associadas à formação de um ciclone extratropical no Sul do país.
Temporal atinge diferentes regiões do estado
A chuva intensa afetou municípios do interior e a capital paulista ao longo desta quinta-feira. Em São Carlos, a força da água aumentou a correnteza de um córrego, que chamou atenção pela intensidade.
Em Piraju, a ventania chegou a 88,6 km/h. Paulínia registrou rajadas de 75,6 km/h, enquanto Itirapina teve marcas de 70,8 km/h e 64,4 km/h em registros distintos.
Barra Bonita alcançou 68 km/h, Bauru registrou 63 km/h e Holambra teve rajadas de 61,9 km/h. Na cidade de São Paulo, o vento chegou a 55,1 km/h até as 13h45.
Chuva provoca alagamentos na capital
O CGE colocou a capital em estado de atenção para alagamentos às 11h15 desta quinta-feira. A medida ocorreu durante a passagem de áreas de chuva pela cidade.
Por volta das 12h30, um temporal atingiu a região do Bom Retiro, nas proximidades da Ponte das Bandeiras. A chuva intensa elevou o nível do Rio Tietê.
Como consequência, houve pontos de acúmulo de água e trânsito muito lento nos dois sentidos da Marginal Tietê. A ocorrência afetou uma das principais vias expressas da capital.
Rajadas alcançam quase 90 km/h
Os registros divulgados até as 13h45 mostram que as rajadas mais fortes se concentraram em municípios do interior paulista. Piraju teve a maior velocidade medida no período.
Além de Piraju e Paulínia, Itirapina, Barra Bonita, Bauru e Holambra também registraram ventos superiores a 60 km/h. Os dados indicam a extensão dos efeitos do temporal em diferentes áreas do estado.
Na capital, a velocidade registrada foi menor que a observada em Piraju, mas ocorreu durante um episódio que também provocou chuva intensa, alagamentos e lentidão no trânsito.
Setembro já supera média de chuva
Segundo o CGE, a cidade de São Paulo acumulou 95,9 milímetros de chuva em setembro até esta quinta-feira. O volume equivale a aproximadamente 45,3% acima dos 66 milímetros esperados para o mês.
O acumulado representa o volume registrado até o momento, antes do avanço das novas áreas de instabilidade previstas para os próximos dias. Por isso, a Defesa Civil mantém o acompanhamento das condições meteorológicas.
Enquanto isso, os impactos observados nesta quinta-feira incluíram pontos de alagamento na capital, trânsito lento na Marginal Tietê e aumento da correnteza em um córrego de São Carlos.
Defesa Civil prevê novas tempestades
A Defesa Civil do estado emitiu um aviso de risco meteorológico para o período entre sexta-feira (11) e sábado (12). A previsão indica condições favoráveis à formação de tempestades em diferentes regiões paulistas.
O alerta inclui possibilidade de chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo. Os momentos de maior atenção devem ocorrer na tarde e na noite de sexta-feira e na madrugada e manhã de sábado.
A formação de um ciclone extratropical no Sul do país deve influenciar as condições do tempo em todo o território paulista. A localização e a intensidade dos fenômenos dependerão da evolução das tempestades.
Gabinete de Crise começa a funcionar
A Defesa Civil instalará um Gabinete de Crise presencial a partir das 14h de sexta-feira, no Centro de Gerenciamento de Emergências. A estrutura permanecerá em funcionamento até a tarde de sábado.
O grupo reunirá representantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da SP Águas, da Artesp, da Arsesp, do DER e de concessionárias de energia elétrica, água, gás e telefonia.
O objetivo é integrar informações, acompanhar o cenário em tempo real e acelerar decisões e mobilizações diante de eventuais ocorrências. As equipes também utilizarão radares, satélites, dados de descargas atmosféricas e observações de superfície para monitorar o tempo.


