Donald Trump não participou nesta sexta-feira (11) da cerimônia no Ground Zero, em Nova York, que marca o 25º aniversário dos ataques de 11 de Setembro. O presidente dos Estados Unidos será representado no evento pelo vice-presidente J.D. Vance.
Trump participará de uma cerimônia no Pentágono, em Washington, ao lado do secretário de Defesa Pete Hegseth. A decisão ocorre em meio à tradição de manter o memorial de Nova York sem discursos de políticos.
Trump escolhe o Pentágono para homenagear as vítimas
O presidente fará um discurso ao final da cerimônia realizada no Pentágono. O local foi atingido por um dos aviões sequestrados em 11 de setembro de 2001.
Ao contrário do evento no Ground Zero, a cerimônia no Pentágono permite que o presidente discurse. Trump também falou no local no ano anterior, quando mencionou o luto provocado pelos ataques e afirmou que as vítimas jamais seriam esquecidas.
Além disso, o presidente esteve em Nova York no dia dos ataques de 2001. Ele compareceu ao memorial em anos anteriores, inclusive em 2016, quando era candidato republicano, e em 2024.
A cerimônia de Nova York mantém regras apartidárias
O Memorial e Museu do 11 de Setembro organiza a cerimônia no Ground Zero e administra o local. Desde 2012, a instituição impede discursos de políticos durante o evento.
A regra foi adotada para preservar o caráter apartidário da homenagem. Por isso, a programação se concentra na leitura dos nomes das vítimas e nos momentos de silêncio que recordam a sequência dos ataques.
Trump disse que as regras poderiam ter sido alteradas para permitir sua participação com um discurso. No entanto, ele afirmou que sua ausência não ocorreu porque não teria autorização para falar.
Presidente explica por que não irá ao Ground Zero
Em entrevista à rádio de Sid Rosenberg, Trump declarou que não pretendia se obrigar a fazer um discurso na cerimônia de Nova York. A fala foi dada nesta sexta-feira (11).
A última coisa que quero fazer é falar”
Donald Trump
O presidente afirmou ainda que falará no Pentágono, onde tem autorização para se dirigir ao público. A escolha também diferencia a agenda oficial em Washington da cerimônia organizada no memorial nova-iorquino.
A CNN havia informado anteriormente que o desejo de discursar no Ground Zero estava entre os fatores considerados nos planos de Trump, segundo pessoas familiarizadas com a programação. Depois, o presidente apresentou outra justificativa para a decisão.
Vance representa Trump na cerimônia de Nova York
J.D. Vance representará Trump no evento do World Trade Center. A presença do vice-presidente mantém um representante da Casa Branca na cerimônia, embora o presidente não esteja no local.
Trump é o único entre os presidentes vivos citados no material que não confirmou presença no evento de Nova York. Enquanto isso, ele seguirá para a cerimônia no Pentágono, em Washington.
Durante seu primeiro mandato, Trump participou de cerimônias no Pentágono e no Memorial Nacional do Voo 93, em Shanksville, na Pensilvânia. Em 2021, no 20º aniversário dos ataques, visitou uma delegacia e uma estação do Corpo de Bombeiros de Nova York.
Silêncios relembram a sequência dos ataques
A cerimônia no Marco Zero inclui sete momentos de silêncio. Seis deles correspondem aos horários dos principais acontecimentos de 11 de setembro de 2001, no horário de Brasília.
Os momentos recordam o impacto dos aviões nas Torres Norte e Sul, o ataque ao Pentágono, o desabamento das torres e a queda do avião perto de Shanksville. A programação acompanha a ordem cronológica dos acontecimentos.
O último minuto de silêncio homenageia pessoas que morreram posteriormente em razão de problemas de saúde relacionados aos ataques. Antes dele, os nomes das vítimas fatais são lidos durante a cerimônia.
Agenda prevê viagem à Irlanda após a homenagem
A agenda de Trump prevê uma viagem à Irlanda em 12 de setembro, um dia depois das cerimônias do aniversário dos ataques. Segundo um funcionário da Casa Branca, o presidente seguirá para seu campo de golfe em Doonbeg, na costa atlântica do país.
No local, será realizado o torneio de golfe Irish Open. A programação internacional ocorre logo após o compromisso de Trump no Pentágono.
A escolha de Washington para a homenagem também pode facilitar a logística da viagem seguinte, conforme a avaliação apresentada sobre os planos do presidente.


