Trump relaciona guerra contra Irã a homenagem pelo 11 de Setembro

Presidente dos Estados Unidos participou de cerimônia em Washington antes do 25º aniversário dos ataques e concedeu medalha póstuma a Welles Crowther.

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Redação
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Evento em Washington reuniu socorristas e familiares antes do 25º aniversário dos ataques de 11 de Setembro.Reprodução/Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionou nesta terça-feira (8) a guerra contra o Irã às homenagens pelos ataques de 11 de Setembro de 2001. Em cerimônia realizada no Ellipse, nas proximidades da Casa Branca, em Washington, ele exaltou socorristas e familiares de vítimas antes do 25º aniversário dos atentados.

Durante o discurso, Trump afirmou que o Irã não obterá uma arma nuclear e também retomou críticas ao comunismo e ao Partido Democrata. O evento reuniu equipes de emergência, militares, famílias Gold Star e parentes de socorristas que morreram nos ataques.

Cerimônia reúne socorristas

A cerimônia ocorreu diante de uma viga de aço retirada da Torre Sul do World Trade Center. A peça, exposta no Ellipse, tem 6,4 metros de comprimento e pesa 6.305 quilos.

O público incluiu socorristas de Nova York, Washington e Pensilvânia. Também participaram militares e familiares de pessoas mortas enquanto atuavam no resgate após os ataques de 2001.

Na entrada do evento, imagens de mais de 400 socorristas mortos lembravam as perdas provocadas pelos atentados. Trump destacou repetidamente a atuação daqueles que correram em direção ao perigo naquele dia.

Viga preserva memória dos ataques

A estrutura de aço saiu de Lower Manhattan e percorreu outros locais ligados à memória do 11 de Setembro. Entre eles estão o Memorial Nacional do Voo 93, em Shanksville, na Pensilvânia.

A viga também passou pela Escola Primária Emma E. Booker, em Sarasota, na Flórida. Foi nessa escola que o então presidente George W. Bush estava com alunos quando soube que a segunda torre havia sido atingida.

Quando vemos este aço, somos lembrados de que, não importa qual ameaça ou desafio surja em nosso caminho, a América vai lutar. A América vai resistir e a América vai prevalecer”

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Segundo a programação apresentada no evento, a circulação da peça integra uma iniciativa educacional sobre serviço e sacrifício. A ação mira, especialmente, americanos que eram muito jovens para recordar os ataques ou nasceram depois deles.

Trump defende guerra contra o Irã

Ao falar da resistência dos Estados Unidos, Trump levou o discurso para a guerra contra o Irã, que, segundo a reportagem, entra no sétimo mês. Ele disse que o país enfrentava uma nação que buscava uma arma nuclear.

O presidente declarou que o Irã estava perto de obter esse tipo de armamento, mas sustentou que isso não ocorrerá. A fala conectou a política externa de seu governo ao tema de segurança nacional que marcou a homenagem.

Além disso, Trump afirmou que as forças de segurança mantêm o país unido diante de ameaças. Ele citou o comunismo ao atacar adversários democratas, em um tema que vem utilizando durante a campanha para as eleições de meio de mandato.

Medalha reconhece Welles Crowther

Trump concedeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade a Welles Crowther. Operador do mercado financeiro e bombeiro voluntário, ele ficou conhecido como o “homem da bandana vermelha”.

Durante os ataques, Crowther fez três deslocamentos ao saguão do 78º andar da Torre Sul. Ele ajudou a conduzir pessoas para um local seguro antes do colapso do edifício.

O presidente ainda fez uma brincadeira ao dizer que Crowther se tornou mais famoso do que ele. A homenagem colocou a trajetória do voluntário entre os exemplos de atuação lembrados na cerimônia em Washington.

O Irã não terá uma arma nuclear”

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Lutnick recebe menção no discurso

Trump citou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, que estava na plateia. À época dos atentados, Lutnick presidia a Cantor Fitzgerald, empresa que mantinha escritórios no World Trade Center.

A companhia perdeu 658 funcionários nos ataques, entre eles o irmão de Lutnick. O presidente mencionou o secretário dias depois de ele afirmar, em entrevista à CNBC, que nenhum americano havia morrido durante a guerra contra o Irã.

Lutnick pediu desculpas posteriormente pela declaração. Trump, por sua vez, buscou minimizar o episódio em publicação na Truth Social e, no evento, fez uma avaliação favorável do secretário apesar de reconhecer que ele tem defeitos.

Agenda marca os 25 anos

Os Estados Unidos se preparam para lembrar, na sexta-feira, o 25º aniversário dos ataques de 11 de Setembro. Trump não deve ir a Nova York para a cerimônia no World Trade Center.

Em vez disso, o presidente marcará a data no Pentágono. Pessoas familiarizadas com seus planos disseram que a ausência em Nova York está relacionada ao desejo de Trump de fazer um discurso.

Desde 2012, políticos não podem discursar na cerimônia realizada no World Trade Center. Dessa forma, a agenda no Pentágono permite ao presidente participar das homenagens em outro formato.

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