Tarcísio defende transparência no caso Master e cita Flávio Bolsonaro

Governador de São Paulo afirmou que ninguém deve ficar acima da lei e disse não acreditar no envolvimento do senador nas irregularidades investigadas.

Da
Redação
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Tarcísio de Freitas falou sobre o caso Master durante agenda de campanha em São José dos Campos.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (11) transparência nas investigações do caso Master e afirmou que esse princípio também se aplica ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorreu durante uma agenda de campanha em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Ao ser questionado sobre a retirada do sigilo de parte dos procedimentos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Tarcísio disse que ninguém deve estar acima da lei ou da Constituição. Embora tenha citado o senador, o governador afirmou não acreditar que Flávio Bolsonaro esteja envolvido nas irregularidades investigadas.

Tarcísio pede transparência no caso Master

Tarcísio classificou o episódio como um “grande escândalo nacional” e sustentou que a sociedade deve ter acesso às informações produzidas nas apurações. Para o governador, o conteúdo que integra os inquéritos e foi investigado pela polícia precisa se tornar público.

Segundo ele, a transparência é parte do caminho para esclarecer os fatos relacionados ao caso Master. Além disso, Tarcísio defendeu que a República seja submetida a uma apuração ampla.

O governador vinculou a divulgação das informações à necessidade de responsabilização. Dessa forma, apresentou a publicidade dos procedimentos como um elemento central de sua posição sobre o caso.

Governador cita Flávio Bolsonaro

Na entrevista, Tarcísio incluiu Flávio Bolsonaro entre as pessoas e casos aos quais, segundo ele, a defesa de transparência deve alcançar. O senador é candidato à Presidência e aliado político do governador paulista.

A menção ocorreu depois de Tarcísio reafirmar que a regra deveria valer para todos. Ele também citou Lulinha, o chamado “careca do INSS” e o próprio Master ao tratar da necessidade de investigação e responsabilização.

Tudo tem que ser passado a limpo. Eu defendo transparência absoluta. O que a gente tem falado? Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei. Ninguém está acima da Constituição.”

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Ao mesmo tempo, o governador declarou não acreditar que Flávio Bolsonaro tenha participação nas irregularidades sob investigação. Ainda assim, defendeu o prosseguimento das apurações e a prestação de esclarecimentos.

Ministro retira parte do sigilo

André Mendonça é o relator das investigações relacionadas ao caso Master no STF. Na quinta-feira (10), ele determinou a retirada do sigilo de parte dos procedimentos.

A medida ocorreu após um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. O caso havia provocado uma crise interna no Supremo nas semanas anteriores, segundo o material disponível.

A decisão de Mendonça foi o ponto de partida para os questionamentos feitos a Tarcísio durante a agenda em São José dos Campos. Portanto, a manifestação do governador tratou diretamente da publicidade de parte dos procedimentos no tribunal.

Críticas alcançam o Supremo

Tarcísio criticou o que classificou como corporativismo no STF. Na avaliação do governador, a Corte deve priorizar a investigação, em vez de se unir para se defender.

Ele relacionou essa postura à credibilidade das instituições. Para Tarcísio, a confiança pública não será recuperada pelo silêncio, mas por transparência, investigação e responsabilização.

A fala levou o debate do caso Master para além do conteúdo dos procedimentos sob sigilo. Assim, o governador associou a condução institucional das apurações à percepção da sociedade sobre o Supremo.

O Supremo não pode se unir para se defender; o Supremo tem que se unir para investigar.”

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Apurações devem prosseguir

No fim da entrevista, Tarcísio foi perguntado se alteraria seu apoio caso as investigações indicassem envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador respondeu que não acredita nessa hipótese.

Apesar disso, defendeu que as investigações continuem. Ele afirmou que Jair Bolsonaro tem prestado seus esclarecimentos e que há questões a serem apuradas.

A posição combina a defesa do aliado com a manutenção das apurações. Enquanto rejeitou a possibilidade de envolvimento, Tarcísio reiterou que os procedimentos devem avançar para esclarecer os fatos.

Declaração ocorre em agenda de campanha

Tarcísio fez as declarações na manhã de sexta-feira, durante uma agenda de campanha em São José dos Campos. A cidade fica no Vale do Paraíba, no interior paulista.

O governador respondeu às perguntas depois da decisão que abriu parte dos procedimentos no STF. A entrevista reuniu, portanto, o debate sobre o caso Master e suas repercussões políticas.

Ao final, Tarcísio manteve a defesa de que as informações investigadas sejam conhecidas pela população. Também afirmou que a transparência deve ser aplicada sem exceções, inclusive a aliados políticos.

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