O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu para sete embarcações na quarta-feira (9), ante 12 no dia anterior, segundo dados preliminares de rastreamento divulgados na quinta-feira (10). O volume ficou abaixo da média de 14 navios registrada nos dez dias anteriores.
O movimento ocorre enquanto os embarques de petróleo bruto e condensado da Arábia Saudita pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, mostram recuperação em setembro. A rota é usada para contornar o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de energia.
Ormuz registra queda no movimento
Dos sete navios contabilizados em 9 de setembro, quatro saíram do estreito e três entraram. Os dados são preliminares e dependem do rastreamento das embarcações.
Alguns navios podem ter navegado com os transponders desligados. Por isso, eles não necessariamente aparecem nos totais divulgados.
A queda diária reforça a redução do fluxo observado na passagem em comparação com a média dos dez dias anteriores.
Petroleiro leva quase 2 milhões de barris
Entre as quatro embarcações que deixaram Ormuz, estava o superpetroleiro Finland Prosperity. O navio transportava quase 2 milhões de barris de petróleo bruto.
Nenhum navio-tanque carregado com gás natural liquefeito saiu do estreito naquele dia. O dado diferencia o perfil das cargas que deixaram a passagem.
As outras três saídas envolveram dois graneleiros de carga seca e um petroleiro de curto alcance destinado ao transporte de produtos derivados de petróleo.
Entradas reúnem três tipos de navios
Dos três navios que entraram no Estreito de Ormuz, um era um graneleiro de carga seca. As outras duas embarcações eram petroleiros.
Entre os petroleiros, havia um navio de curto alcance e outro de médio alcance. A classificação indica diferentes perfis de transporte e distância operacional.
Assim, o fluxo registrado no dia combinou embarcações de carga seca com navios voltados ao transporte de petróleo e derivados.
Bab el-Mandeb mantém fluxo próximo da média
No Estreito de Bab el-Mandeb, 28 navios de carga passaram na quarta-feira (9). O número ficou próximo da média de 27 embarcações registrada nos dez dias anteriores.
Do total, 16 navios entraram na passagem e 12 saíram. O movimento, portanto, apresentou comportamento diferente do registrado em Ormuz.
Bab el-Mandeb conecta a área do Mar Vermelho a rotas marítimas que também são relevantes para o transporte de cargas e de energia.
Yanbu aumenta embarques em setembro
Os carregamentos de petróleo bruto e condensado no porto saudita de Yanbu subiram em setembro, após uma queda em agosto. O terminal funciona como uma alternativa para cargas que evitam o Estreito de Ormuz.
Segundo a Vortexa, os embarques chegaram a 3,7 milhões de barris por dia em setembro, contra 3,2 milhões de barris por dia em agosto. O volume de agosto foi o menor desde o início da guerra com o Irã, de acordo com a empresa.
A Kpler calculou volumes diferentes: 2,9 milhões de barris por dia em setembro, ante 1,5 milhão de barris por dia no mês anterior. As estimativas, portanto, divergem entre as duas empresas de rastreamento.
Ataques afetam a rota do Mar Vermelho
Os carregamentos em Yanbu diminuíram no fim de julho e em agosto, conforme os dados apresentados. A redução ocorreu durante a intensificação de ataques perto do Estreito de Bab el-Mandeb.
Os ataques foram atribuídos aos houthis do Iêmen, descritos no material como apoiados pelo Irã. A queda nos embarques coincidiu com o aumento das dificuldades na rota do Mar Vermelho.
Em setembro, a recuperação dos volumes em Yanbu ocorreu ao mesmo tempo em que o tráfego de navios em Ormuz atingiu sete embarcações no dia 9. Os dados mostram movimentos distintos nas duas passagens marítimas.


