O alerta vermelho para tornados e tempo severo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) vale nesta quinta-feira (10) para áreas do Sul do Brasil. A previsão inclui tornados isolados, granizo e fortes correntes de ar descendentes dentro das nuvens.
O risco principal alcança o sul de Mato Grosso do Sul, o Paraná, Santa Catarina e o extremo noroeste do Rio Grande do Sul. Além disso, o Inmet indica possibilidade de instabilidade e condições severas em outras áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Rio Grande do Sul.
O alerta alcança quatro estados
Segundo o Inmet, o aviso de grande perigo abrange o sul de Mato Grosso do Sul, todo o Paraná, Santa Catarina e o extremo noroeste do Rio Grande do Sul. Nessas áreas, a previsão aponta maior possibilidade de fenômenos severos.
Entre as ocorrências previstas estão tornados isolados, granizo e correntes de ar descendentes com força suficiente para alcançar a superfície. Essas correntes podem provocar microexplosões, fenômeno associado a rajadas intensas e concentradas.
O alerta é classificado como vermelho pelo instituto. Essa categoria representa grande perigo nas áreas incluídas na previsão meteorológica.
As tempestades podem avançar
A instabilidade também pode atingir o sul de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. São Paulo, Rio de Janeiro e outras áreas do Rio Grande do Sul aparecem igualmente entre as regiões com possibilidade de tempo severo.
O material do Inmet diferencia essas áreas do núcleo principal do alerta. Ainda assim, a previsão indica que as condições atmosféricas podem favorecer tempestades fortes e outros fenômenos associados.
Por isso, o cenário não se limita às áreas com previsão direta de tornados. A ocorrência e a intensidade dos fenômenos podem variar conforme a evolução da instabilidade ao longo do dia.
O cavado aumenta a instabilidade
O Inmet relaciona o cenário a um cavado sobre o Sul do Brasil. Esse sistema é descrito como uma região alongada de baixa pressão.
Na superfície, a configuração se estende de um centro de baixa pressão no Paraguai até o Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, ventos de noroeste no interior da América do Sul contribuem para organizar o ambiente atmosférico.
Esses ventos estão associados ao Jato de Baixos Níveis, conhecido pela sigla JBN. O sistema estabelece um canal de umidade direcionado para o Sul do Brasil, favorecendo a formação de nuvens carregadas.
O jato subtropical reforça o cenário
O cavado deve atuar em conjunto com a corrente de jato subtropical, prevista a cerca de 12 quilômetros acima da superfície. Essa combinação contribui para aumentar a instabilidade sobre a Região Sul.
De acordo com as previsões do Inmet, o jato vem acompanhado de áreas de difluência do vento em níveis superiores. A difluência ocorre quando o escoamento do ar se separa em diferentes direções.
Esse padrão atmosférico favorece o desenvolvimento de tempestades fortes. Além disso, ele se soma à presença de umidade e às condições de baixa pressão já observadas em níveis mais baixos.
A circulação ciclônica atua em baixos níveis
Em níveis próximos da superfície, a previsão indica a formação de uma circulação ciclônica sobre o Sul do Brasil. Esse sistema representa mais um fator associado à instabilidade atmosférica.
A circulação se soma ao cavado, ao canal de umidade criado pelo JBN e à atuação do jato subtropical. Dessa forma, diferentes elementos da atmosfera devem atuar simultaneamente na região.
O conjunto pode favorecer tempestades com granizo, correntes descendentes intensas e tornados isolados, conforme a previsão apresentada pelo Inmet para esta quinta-feira.
Os fenômenos podem causar impactos
As fortes correntes de ar descendentes previstas dentro das nuvens podem atingir a superfície com intensidade. Quando isso ocorre, o fenômeno pode assumir a forma de microexplosão.
O granizo também aparece entre as ocorrências possíveis nas áreas sob influência do tempo severo. Já os tornados são descritos pelo Inmet como isolados, o que indica que não há previsão de ocorrência generalizada em toda a área alertada.
As condições devem ser acompanhadas conforme a evolução das tempestades. O alerta do instituto concentra o maior grau de perigo nas áreas do sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e extremo noroeste do Rio Grande do Sul.


