Operação mira furto de gado no Paraná com prejuízo acima de R$ 10 milhões

Polícia Civil apura atuação de grupo suspeito de furtar mais de 2 mil animais no Noroeste do estado desde 2019.

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Redação
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Polícia Civil do Paraná realizou operação contra grupo investigado por furtos de gado no Noroeste do estado.Divulgação/PCPR
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Uma operação contra o furto de gado no Paraná mobilizou policiais civis e militares em municípios do Noroeste do estado na quarta-feira (9). A Polícia Civil investiga um grupo que, segundo as apurações, teria furtado mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019 e causado prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões.

A ação buscou cumprir 17 mandados de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão. As investigações atribuem ao grupo uma estrutura com divisão de tarefas, que abrangeria desde a escolha das propriedades até o transporte e a venda dos animais.

Polícia apura prejuízo milionário

Segundo a Polícia Civil, os furtos investigados ocorreram desde 2019. A estimativa da corporação é de que mais de 2 mil cabeças de gado tenham sido subtraídas no período.

O prejuízo calculado pelos investigadores supera R$ 10 milhões. O delegado João Lucas Vieira Caetano informou que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência relacionados a furto de gado desde 2019.

O volume de registros integra o cenário investigado pela operação. Além disso, a apuração policial relaciona os casos a uma atuação organizada na região Noroeste paranaense.

Operação cumpre mandados em 16 cidades

Os mandados tiveram como alvo os municípios de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança e Astorga.

A operação também alcançou Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador. Dessa forma, a ação reuniu diligências em diferentes pontos do Paraná.

Cerca de 210 policiais civis e militares participaram do trabalho. A mobilização contou ainda com cães de faro e apoio aéreo de helicópteros.

Investigação começou após furto em Alto Paraná

A Polícia Civil iniciou as investigações em agosto do ano passado, após o furto de 29 cabeças de gado em uma propriedade rural de Alto Paraná.

A partir desse caso, os investigadores identificaram indícios sobre a atuação do grupo na região. Segundo a polícia, a organização operava de forma hierarquizada e especializada.

A apuração passou a examinar não apenas a retirada dos animais das propriedades, mas também as etapas seguintes de transporte e comercialização. Por isso, a operação incluiu medidas de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Apuração aponta divisão de tarefas

Segundo a polícia, o grupo era formado por cerca de 40 pessoas. A estrutura investigada teria distribuído funções entre integrantes envolvidos em diferentes fases do esquema.

Entre as tarefas citadas estão o reconhecimento prévio das propriedades, a execução dos furtos e o apoio logístico. Os investigadores também apuram o uso de fraude documental para dar aparência de regularidade aos animais furtados.

A corporação afirma que o rebanho seria direcionado a receptadores e leilões. Os investigados poderão responder por organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e crimes contra a saúde pública.

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