PF pedirá inclusão de Edson Davi em lista da Interpol

Menino desapareceu aos 6 anos na Barra da Tijuca, no Rio, em janeiro de 2024; mecanismo busca ajudar a localizar pessoas desaparecidas em outros países.

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Redação
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A Polícia Federal prepara pedido de inclusão de Edson Davi na Difusão Amarela da Interpol.Reprodução
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A Polícia Federal vai solicitar à Interpol a inclusão de Edson Davi Silva Almeida na Difusão Amarela, mecanismo internacional voltado a auxiliar a localização de pessoas desaparecidas. O menino tinha 6 anos quando desapareceu, em 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional no Rio de Janeiro iniciou os procedimentos para formalizar o pedido. A corporação também acionou a mãe de Edson Davi na quarta-feira (9) para providenciar os documentos necessários.

PF prepara pedido à Interpol

A Difusão Amarela é um instrumento da Interpol usado para apoiar a localização de pessoas desaparecidas nos países que integram a organização. Com a medida, os dados da criança poderão circular na rede de cooperação policial internacional.

A Polícia Federal informou que o NCI/PF/RJ conduz os trâmites da solicitação. A etapa depende, entre outros procedimentos, da entrega da documentação pedida à família.

O pedido ocorre mais de dois anos após o desaparecimento do menino. Até agora, Edson Davi não foi localizado.

A defesa espera que a Interpol possa auxiliar nessa busca porque nós temos certeza de que o Edson Davi foi vítima de tráfico de criança no país”

Cristiano Medina, advogado da família

Família busca dados de operação nos EUA

A iniciativa ganhou novo impulso após uma operação contra o tráfico de pessoas realizada na Flórida, nos Estados Unidos, no fim de agosto. A mãe de Edson Davi, Marize Araújo, publicou nas redes sociais que o advogado da família havia procurado a PF para verificar uma possível relação com as 163 crianças resgatadas na ação.

O advogado Cristiano Medina afirmou ter encaminhado uma representação para que a PF contate a Interpol e as autoridades norte-americanas envolvidas. O objetivo, segundo ele, é comparar de forma reservada os dados de Edson Davi com os registros das crianças encontradas.

Os nomes das crianças atendidas na operação não foram divulgados publicamente. Por isso, a defesa sustenta que a checagem individual depende da atuação das autoridades.

PF descarta brasileiros entre resgatados

Em resposta à CNN Brasil, a Polícia Federal declarou que nenhuma criança brasileira estava entre as localizadas na operação feita pelas autoridades norte-americanas na Flórida.

A informação da PF se refere especificamente à ação nos Estados Unidos. Ainda assim, a corporação informou que seguirá com o pedido de inclusão de Edson Davi na Difusão Amarela.

Medina disse que a defesa considera importante acionar a rede internacional de cooperação. Ele atribui à Interpol um possível apoio à continuidade das buscas pela criança.

Todas as pessoas com quem conversamos afirmam que Davi tinha medo de entrar no mar e que, mesmo quando acompanhado de um adulto, não se permitia mergulhar”

Raúl Ábacus, investigador particular

Investigação reuniu versões sobre a praia

Edson Davi desapareceu nas proximidades do Posto 4 da Praia da Barra da Tijuca, onde o pai trabalhava em uma barraca. Na época, a principal linha investigativa apontava para a possibilidade de afogamento.

O Corpo de Bombeiros realizou buscas, mas não encontrou o menino. A Polícia Civil informou que analisou diversas hipóteses e apurou denúncias recebidas, inclusive fora do Rio de Janeiro.

Segundo a corporação, investigadores examinaram imagens de 13 câmeras instaladas na orla. A polícia afirmou que os registros mostram Edson Davi perto da barraca do pai e que não identificou evidências de que ele tenha saído da praia.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o menino entrou no mar três vezes enquanto jogava futebol com outra criança. Uma delas afirmou que ele havia pedido uma prancha emprestada, mas não a recebeu porque o mar estava revolto; um colega de trabalho do pai também disse ter pedido que ele saísse da água.

A família contratou uma investigação particular após manifestar insatisfação com o trabalho da Delegacia de Descoberta de Paradeiros. O investigador Raúl Ábacus afirmou que as pessoas ouvidas pela equipe particular relataram não ter visto o menino entrar no mar.

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