Falha aérea cancela mais de 1.300 voos e mantém atrasos no Reino Unido

Operações foram retomadas após interrupção no controle de tráfego aéreo, mas Heathrow e Gatwick alertam que a normalização será gradual

Da
Redação
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Falha no controle de tráfego aéreo provocou cancelamentos, atrasos e filas em aeroportos do Reino Unido.REUTERS
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Uma falha no controle de tráfego aéreo do Reino Unido cancelou mais de 1.300 voos na terça-feira (8) e continuou afetando passageiros nesta quarta-feira (9). As operações foram retomadas, mas os aeroportos alertaram que a normalização levará tempo porque muitas aeronaves ficaram fora de suas posições.

Heathrow e Gatwick orientaram os passageiros a consultar as companhias aéreas antes de seguir para os terminais. Segundo o Flightradar24, 177 voos haviam sido cancelados até esta quarta-feira, quase todos em Heathrow.

A falha interrompe centenas de voos

A paralisação durou várias horas na terça-feira e atingiu os principais aeroportos do Reino Unido. Além de Heathrow e Gatwick, os painéis de Stansted, em Londres, registraram dezenas de atrasos e cancelamentos.

Manchester, Glasgow, Edimburgo e East Midlands também enfrentaram interrupções. Os efeitos ultrapassaram as fronteiras britânicas e chegaram a Dublin, na Irlanda, segundo a administração do aeroporto.

A interrupção deixou centenas de milhares de passageiros sem conseguir viajar. Com as aeronaves deslocadas de suas posições originais, a retomada exigiu reorganização de voos, tripulações e horários.

Heathrow mantém a recuperação em andamento

Heathrow, principal aeroporto de Londres, retomou os voos, mas manteve o alerta sobre alterações na programação. O terminal pediu que os passageiros confirmassem a situação diretamente com suas companhias antes de sair de casa.

Gatwick divulgou orientação semelhante pouco depois. A recomendação busca evitar que passageiros cheguem aos aeroportos para voos cancelados ou modificados durante a recuperação.

Até a manhã desta quarta-feira, os cancelamentos ainda se concentravam principalmente em Heathrow. Por isso, a retomada das operações não significou o retorno imediato à rotina.

A NATS explica como trabalha para normalizar

A NATS, principal provedora de serviços de controle de tráfego aéreo do Reino Unido, informou que o sistema afetado havia voltado a operar normalmente. A empresa também disse que trabalhava para eliminar o acúmulo de voos.

A organização afirmou que a recuperação levou mais tempo do que o esperado e pediu desculpas pelos transtornos. A falha, contudo, continuou produzindo efeitos depois da correção do problema técnico.

Famílias viajando de férias, pessoas viajando a trabalho e milhares de visitantes no Reino Unido mais uma vez pagaram o preço pelo fracasso vergonhoso da NATS”

Neal McMahon, diretor de operações da Ryanair

O presidente-executivo da NATS, Martin Rolfe, defendeu a estrutura da organização em entrevista à BBC. Segundo ele, os sistemas são adequados para a finalidade e a empresa está preparada para cumprir sua função.

Companhias aéreas calculam os impactos

A Ryanair informou que 65 mil de seus passageiros foram afetados pela falha. A companhia também comunicou o cancelamento de mais de 50 voos programados.

O diretor de operações da empresa, Neal McMahon, pediu a renúncia de Rolfe e relacionou o episódio a uma falha anterior no controle de tráfego aéreo, ocorrida em 2023. A crítica aumentou a pressão sobre a NATS.

Air India e Qatar Airways também alertaram sobre consequências para suas operações. A companhia indiana informou que precisou desviar, atrasar ou cancelar voos de e para aeroportos do Reino Unido, enquanto a empresa do Catar citou possíveis atrasos e mudanças de rota.

Passageiros enfrentam filas e cancelamentos

As redes sociais registraram imagens de longas filas nos saguões dos aeroportos. Passageiros relataram dificuldades para encontrar alternativas após cancelamentos e mudanças na programação.

Josie Donoghue ficou três horas dentro de um avião em Gatwick antes do cancelamento de seu voo da Ryanair para a Irlanda, segundo a Associated Press. Ela descreveu a passagem pelo aeroporto como uma experiência extremamente difícil.

Também houve relatos de passageiros que elogiaram a atuação dos funcionários em terra. Enquanto isso, a British Airways ofereceu a um usuário do X uma alternativa para Roma que envolveria 24 horas e quatro voos, segundo o relato publicado na rede social.

O histórico amplia a pressão sobre o setor

O episódio é a segunda grande falha em dois anos a afetar passageiros em Heathrow. O aeroporto recebeu mais de 84 milhões de pessoas no ano passado e foi o sétimo mais movimentado do mundo em número de passageiros, segundo dados do Conselho Internacional de Aeroportos.

Em 2023, uma falha no controle de tráfego aéreo provocou transtornos por vários dias. Desde então, os aeroportos britânicos enfrentaram grandes interrupções todos os anos, de acordo com o material divulgado sobre o caso.

No ano passado, Heathrow foi fechado após uma queda de energia provocada por um incêndio de grandes proporções nas proximidades. Em 2024, uma falha global em um software de tecnologia da informação causou atrasos e problemas operacionais em aeroportos de vários países, incluindo o Reino Unido.

A secretária de Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, afirmou que busca garantias de que as lições serão aprendidas. Ela também cobrou a adequação dos sistemas que dão suporte à aviação.

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