O incêndio florestal que atingiu o norte da Colômbia consumiu cerca de 3 mil hectares em quatro comunidades rurais próximas a Ábrego, no departamento de Norte de Santander. Equipes de emergência controlaram as chamas após três dias de operações, iniciadas depois do fogo começar no sábado (5).
Segundo a Defesa Civil, o incêndio afetou povoados e destruiu reservas naturais responsáveis por abastecer de água uma parte significativa da população local. Além disso, moradores relataram danos a propriedades e dificuldades para conter o avanço das chamas, impulsionado pelo vento.
Equipes controlaram o avanço das chamas
As equipes de emergência trabalharam durante três dias para conter o incêndio nas áreas rurais próximas a Ábrego. O fogo alcançou quatro comunidades e provocou danos em propriedades da região.
O combate ocorreu em meio à rápida propagação das chamas. De acordo com o relato de David Rivera, proprietário afetado pelo incêndio, o fogo avançou sobre a área onde fica seu restaurante.
O diretor da Defesa Civil, Elkin Sanchez, informou que as equipes conseguiram controlar o incêndio. A operação encerrou a fase mais intensa do combate, mas os efeitos sobre as comunidades e o ambiente permaneceram.
Fogo atingiu reservas que abastecem moradores
As chamas destruíram reservas naturais usadas no abastecimento de água de grande parte da população local, segundo a Defesa Civil. A perda dessas áreas amplia o impacto do incêndio para além das propriedades diretamente atingidas.
Detritos em chamas se propagaram para áreas vizinhas”
Elkin Sanchez, diretor da Defesa Civil
O fogo também alcançou povoados situados na zona rural. Por isso, os danos envolveram tanto a vegetação quanto estruturas e atividades mantidas pelos moradores dessas comunidades.
O incêndio afetou uma área estimada em aproximadamente 3 mil hectares. A dimensão informada pela Defesa Civil coloca o episódio entre os principais eventos recentes de queimadas registrados na região descrita pela fonte.
Vento dificultou a proteção das propriedades
O avanço das chamas foi agravado pelas condições registradas durante o incêndio. Rivera contou que o fogo ultrapassou 10 metros de altura e mudou de direção conforme o vento empurrava as chamas.
O morador também relatou que as mangueiras usadas no combate derreteram. Dessa forma, a tentativa de proteger as propriedades enfrentou limitações materiais enquanto o incêndio se aproximava.
A propriedade de Rivera acabou danificada. O relato ilustra os riscos enfrentados por moradores das quatro comunidades rurais atingidas durante os esforços de controle do fogo.
Autoridades apontaram possível origem agrícola
Elkin Sanchez afirmou que o incêndio começou durante atividades de limpeza de terrenos agrícolas. Segundo ele, detritos em chamas se espalharam para áreas vizinhas e deram início à propagação do fogo.
A explicação apresentada pelo diretor da Defesa Civil relaciona o episódio ao uso do fogo para manejo de terrenos. No entanto, a informação aparece como uma declaração da autoridade responsável pelo atendimento à emergência.
Após controlar as chamas, as autoridades recomendaram que os moradores evitem queimadas ao ar livre. O pedido busca reduzir novos focos e prevenir impactos ambientais e riscos à saúde das comunidades.


