A falha no controle aéreo do Reino Unido afetou voos com partida de importantes aeroportos britânicos nesta terça-feira (8). Heathrow, Gatwick, Manchester e Stansted registraram restrições, atrasos ou cancelamentos durante o episódio.
A NATS, empresa responsável pelos serviços de controle de tráfego aéreo do país, informou que identificou um problema em seu sistema de processamento de voos. Segundo a companhia, os voos continuavam partindo e o espaço aéreo permanecia aberto, embora a normalização das operações pudesse levar algum tempo.
A falha restringe partidas nos aeroportos
O problema atingiu principalmente voos que saíam do Reino Unido. O aeroporto de Heathrow informou que as partidas estavam sendo afetadas, enquanto os voos de chegada não haviam sido cancelados por causa da falha até a tarde de terça-feira.
Heathrow é o aeroporto mais movimentado do Reino Unido e um dos principais terminais da Europa. Por isso, qualquer limitação no processamento de voos pode repercutir em diferentes rotas e conexões internacionais.
O aeroporto de Edimburgo também alertou que suas operações poderiam sofrer impactos. Na Irlanda, o aeroporto de Dublin comunicou que voos de chegada e de partida estavam sendo afetados pelo problema.
A NATS tenta normalizar o sistema
Engenheiros da NATS trabalhavam para corrigir a falha no sistema de processamento. A empresa afirmou que o espaço aéreo não havia sido fechado, mas indicou que a retomada completa das operações exigiria tempo.
O serviço de rastreamento FlightRadar24 relatou forte impacto sobre chegadas e partidas nos aeroportos da região de informação de voo de Londres. A área reúne terminais que concentram parte relevante do tráfego aéreo britânico.
Enquanto a equipe técnica atuava, os aeroportos orientaram os passageiros a procurar as companhias aéreas. As empresas poderiam fornecer informações atualizadas sobre horários, alterações e eventuais cancelamentos.
Heathrow registra voos atrasados e cancelados
Ao menos 50 voos foram identificados como atrasados ou cancelados em Heathrow durante o episódio. O número reúne ocorrências observadas no aeroporto ao longo da tarde de terça-feira.
Apesar das restrições, as duas partidas de Heathrow para o Brasil previstas para depois das 21h no horário local permaneciam confirmadas. Os voos tinham chegada programada em São Paulo.
A administração de Heathrow afirmou que trabalhava com a equipe local da NATS para resolver a situação. Ainda assim, recomendou que os passageiros verificassem diretamente o status de seus voos antes de seguir para o aeroporto.
Problemas anteriores ampliam a preocupação
A falha ocorre depois de outros episódios que afetaram sistemas de controle de tráfego aéreo no Reino Unido. Em 2024, o órgão regulador da aviação britânica afirmou que a NATS precisava revisar seus planos de contingência para interrupções.
A avaliação ocorreu após uma falha no processamento automático de planos de voo registrada no ano anterior. O episódio provocou transtornos em aeroportos do país e levou executivos de companhias aéreas a estimar custos superiores a 100 milhões de libras em reembolsos e indenizações.
Em julho de 2025, outro problema técnico, relacionado ao radar, interrompeu voos por mais de quatro horas nos principais aeroportos de Londres e em outras regiões britânicas, incluindo Heathrow.
Passageiros acompanham os próximos voos
Com a operação ainda sujeita a restrições, passageiros deveriam confirmar os horários diretamente com as companhias aéreas. A recomendação se aplicava especialmente a voos com partida de Heathrow, Gatwick, Manchester, Stansted e Edimburgo.
Os efeitos também alcançaram o tráfego com origem ou destino na Irlanda, segundo o aeroporto de Dublin. Dessa forma, alterações em rotas internacionais poderiam atingir passageiros que usariam os terminais britânicos como conexão.
A NATS informou que seus engenheiros continuavam trabalhando na recuperação do sistema. Até a tarde de terça-feira, os voos seguiam operando, mas a normalização dependia da solução do problema técnico e da reorganização da malha aérea.


