STF afasta diretor-geral da PF após pedido do Novo no caso Banco Master

Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada, foram afastados por decisão de André Mendonça; Segunda Turma formou maioria, mas julgamento foi suspenso por pedido de vista.

Da
Redação
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Decisão de André Mendonça afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal nesta terça-feira (8). A decisão também atingiu Leandro Almada, diretor de Inteligência da corporação, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

O partido Novo havia pedido a prisão preventiva de Rodrigues. Na petição, a sigla sustentou que a medida seria necessária para preservar as apurações e citou mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, antigo dono do Master. Mendonça considerou o afastamento a providência mais adequada.

Mendonça afasta dois dirigentes da PF

A decisão de André Mendonça retirou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Leandro Almada, diretor de Inteligência, de suas funções de forma preventiva. O ministro classificou as circunstâncias analisadas como “gravíssimas”, conforme o relato do caso.

Mendonça também afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela Polícia Federal durante o mês de agosto. O afastamento, contudo, foi a medida adotada pelo ministro em vez da prisão preventiva solicitada pelo partido Novo para Rodrigues.

O caso chegou à Segunda Turma do STF, que formou maioria para manter a decisão individual de Mendonça. No entanto, o julgamento não foi concluído porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista, instrumento que amplia o prazo para análise do processo.

Novo pediu prisão preventiva de Rodrigues

Na semana anterior ao afastamento, o Novo protocolou uma petição em que pediu a prisão preventiva de Andrei Rodrigues. O partido alegou que a providência garantiria condições para o avanço das investigações ligadas ao Banco Master.

A legenda apresentou como um de seus fundamentos mensagens enviadas por Daniel Bueno Vorcaro a um interlocutor. Segundo os responsáveis pela investigação, esse interlocutor seria o ministro Alexandre de Moraes, também integrante do Supremo.

Em uma dessas mensagens, Vorcaro mencionou um suposto pedido de proteção a “Andrei e Paulo”. Para os investigadores da Operação Compliance Zero, a referência seria a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Petição aponta proximidade sob apuração

O Novo alegou em sua petição que elementos indicariam proximidade entre Vorcaro, autoridades do STF e o ocupante da direção-geral da Polícia Federal. A sigla relacionou essa alegação ao fato de a PF conduzir uma das investigações sobre o ex-banqueiro e o Banco Master.

Além disso, o partido afirmou que Rodrigues atuaria para impedir um eventual acordo de delação premiada de Vorcaro. A acusação teve como base declaração atribuída ao ex-banqueiro em audiência com Mendonça.

O encontro ocorreu em 27 de agosto, a pedido da defesa de Vorcaro, e teve a participação de um representante do Ministério Público, conforme o material do caso. O ex-banqueiro estava em prisão preventiva quando prestou o depoimento.

Vorcaro relatou pressões em audiência

Na audiência, Vorcaro relatou supostas intimidações por agentes da Polícia Federal. Segundo seu relato, agentes teriam dito que poderiam jogá-lo de aeronaves da corporação durante deslocamentos.

Ele também declarou que sofria pressões e maus-tratos quando se aproximava de fechar uma delação premiada. Essas afirmações foram usadas pelo Novo para defender que as investigações precisariam ocorrer sem interferências ou constrangimentos hierárquicos.

A Operação Compliance Zero apura, segundo o material apresentado, suspeitas de fraudes financeiras bilionárias e de corrupção de agentes públicos atribuídas a Vorcaro. O julgamento sobre a manutenção dos afastamentos seguirá pendente de conclusão na Segunda Turma após o pedido de vista.

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