EUA sancionam 36 empresas ligadas à aviação do Irã

Medida anunciada pelo governo Trump integra campanha para restringir conexões financeiras e logísticas de Teerã.

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Redação
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Sanções dos Estados Unidos atingem empresas ligadas ao setor de aviação do Irã.20/7/2024 REUTERS/Kevin Mohat
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Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira (8) sanções contra 36 empresas ligadas ao setor de aviação do Irã. As restrições alcançam companhias aéreas comerciais e privadas, além de prestadores estrangeiros de serviços de carga, em uma nova ação do governo Donald Trump para ampliar o isolamento econômico de Teerã.

As medidas integram a campanha chamada de Operação Pária Econômico. Segundo Washington, a iniciativa busca interromper fluxos financeiros considerados essenciais para o governo iraniano e impedir o uso da aviação do país no transporte de armas, pessoas e cargas que os EUA classificam como ilícitas.

Sanções atingem empresas da aviação iraniana

O pacote mira partes restantes do ecossistema aeronáutico iraniano, um setor que já enfrenta sanções americanas há anos. A ação anunciada no dia 8 inclui empresas de aviação comercial e privada, bem como fornecedores estrangeiros de logística de carga.

Na prática, as entidades designadas ficam sujeitas a restrições sobre eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos. Além disso, empresas e governos estrangeiros que mantiverem negócios com os alvos podem enfrentar consequências dentro do sistema financeiro americano.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a decisão também pretende sinalizar riscos a parceiros das companhias aéreas iranianas. Para o governo americano, a pressão sobre operadores e fornecedores pode limitar as relações comerciais externas de Teerã.

Operação mira linhas financeiras de Teerã

A Operação Pária Econômico tem como objetivo declarado cortar “linhas financeiras críticas” do governo iraniano, que já é alvo de diversas sanções dos Estados Unidos. A nova rodada leva essa estratégia ao segmento de aviação.

Washington sustenta que o Irã usa seu setor aéreo para deslocar armas, pessoal e cargas ilícitas. A acusação fundamenta a ampliação das penalidades para além das próprias companhias iranianas, alcançando também operadores estrangeiros apontados como prestadores de serviços.

O alcance internacional é um ponto central da medida. Dessa forma, companhias e autoridades de outros países que negociem com as entidades sancionadas passam a correr o risco de restrições relacionadas à jurisdição financeira dos EUA.

Mahan Air concentra acusações americanas

Entre as empresas no centro da ação está a Mahan Air, companhia iraniana que opera voos de Teerã para destinos na Ásia, na Europa e no Oriente Médio. Os Estados Unidos já impõem sanções antiterrorismo à empresa desde 2019.

O governo americano associa a aérea ao apoio à Guarda Revolucionária do Irã. O Departamento de Estado dos EUA classificou a corporação como organização terrorista estrangeira.

As acusações contra a Mahan Air são anteriores à atual gestão Trump. Em 2011, durante o governo Barack Obama, os EUA acusaram a companhia de ser usada para enviar armas a grupos apoiados pelo Irã no Líbano e no Iêmen.

Na nova rodada, Washington afirmou que entidades privadas sediadas na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos, no Cazaquistão e na Malásia forneceram peças e serviços de logística à companhia iraniana. Essas conexões explicam a inclusão de fornecedores fora do Irã entre os alvos da política de sanções.

Campanha amplia pressão sobre parceiros externos

A ofensiva recente não se limita à aviação. Na semana anterior ao anúncio, os Estados Unidos aplicaram penalidades ao Golden Global Yatirim Bankasi Anonim Sirketi, banco turco que Washington acusou de facilitar a transferência de receitas iranianas de petróleo provenientes da China para a Turquia.

Segundo os EUA, os recursos poderiam ser convertidos em dinheiro e ouro em território turco. O governo americano também afirmou que a instituição ofereceu conscientemente serviços bancários a entidades financeiras iranianas já sancionadas em 2022.

No mês anterior, as operações de um banco egípcio nos Emirados Árabes Unidos também sofreram limitações como parte da campanha. Assim, as medidas contra a aviação se somam a ações sobre o setor financeiro e sobre canais usados, segundo Washington, para movimentar receitas iranianas.

Ao anunciar as novas sanções, Bessent resumiu o aviso dirigido a potenciais parceiros das empresas atingidas: o acesso ao sistema financeiro global pode ser afetado por relações comerciais com as companhias iranianas designadas pelos EUA.

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