A Bombardier afirmou que manterá seus planos de investimento em colaboradores, clientes e comunidades onde atua nos Estados Unidos. A posição foi divulgada pela fabricante canadense depois de o presidente Donald Trump dizer que a empresa não venderá mais produtos no mercado americano.
Concorrente da brasileira Embraer no setor aeroespacial, a Bombardier destacou empregos, fornecedores e produção vinculados às suas operações nos EUA. A manifestação ocorre durante a ofensiva comercial de Trump contra o Canadá.
Bombardier mantém investimentos nos EUA
A companhia declarou que pretende dar continuidade aos investimentos planejados em trabalhadores, clientes e comunidades americanas. A empresa apresentou sua presença no país como parte de sua atuação no setor aeroespacial.
Segundo a Bombardier, suas aeronaves geram dezenas de milhares de empregos nos Estados Unidos. A conta inclui postos ligados à presença direta da fabricante e à sua cadeia de suprimentos.
A empresa também associou sua atividade ao comércio e às exportações da indústria aeroespacial americana. Em comunicado, sustentou que contribui de forma significativa para o setor.
Empresa lista unidades em mais de 20 estados
A Bombardier informou ter funcionários em unidades no Kansas, Texas, Arizona, Flórida, Connecticut, Illinois, Delaware, Califórnia, Washington, D.C., e Nova Jersey.
Além dessas localidades, a fabricante disse ter presença direta em mais de 20 estados americanos. O comunicado não detalhou o número de funcionários por unidade.
Ao listar sua estrutura nos Estados Unidos, a companhia buscou enfatizar a distribuição geográfica de suas operações. A declaração veio após as críticas de Trump à empresa canadense.
Fornecedores americanos integram a produção
De acordo com a Bombardier, sua cadeia de suprimentos reúne aproximadamente 2.800 empresas americanas distribuídas por 47 estados. A fabricante afirmou investir mais de US$ 2,5 bilhões por ano nesses fornecedores.
A companhia declarou que utiliza componentes fabricados nos Estados Unidos na montagem de suas aeronaves. Entre os itens citados estão motores e outros sistemas essenciais fornecidos por grandes empresas americanas.
A Bombardier mencionou ainda a fabricação de asas do que classificou como o jato executivo mais rápido do mundo. Segundo a empresa, trabalhadores americanos produzem essas peças em sua unidade de Red Oak, no Texas.
Trump ameaça vendas da fabricante canadense
A resposta da empresa ocorreu após Trump afirmar que a Bombardier deixará de vender seus produtos em território americano. A declaração do presidente envolve uma fabricante canadense que disputa espaço no mercado aeroespacial com a Embraer.
A ofensiva comercial do republicano contra o Canadá forma o pano de fundo da manifestação. Por outro lado, a Bombardier concentrou sua resposta na dimensão de suas atividades produtivas e comerciais nos Estados Unidos.
Assim, a empresa contrapôs à ameaça de Trump os dados sobre empregos, compras de fornecedores e investimentos no país. Também reiterou a intenção de preservar os planos voltados a colaboradores, clientes e comunidades americanas.


