Bombardier destaca empregos e fornecedores nos EUA após crítica de Trump

Fabricante canadense afirma manter investimentos no país e cita presença em mais de 20 estados durante nova ofensiva comercial do presidente americano

Da
Redação
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A Bombardier destacou suas unidades, fornecedores e investimentos nos Estados Unidos após críticas do presidente Donald Trump.
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A Bombardier afirmou que manterá seus investimentos em funcionários, clientes e comunidades nos Estados Unidos após Donald Trump dizer que a fabricante canadense deixaria de vender produtos no mercado americano. A declaração ocorre em meio à ofensiva comercial do presidente contra o Canadá.

Concorrente da brasileira Embraer, a empresa destacou sua contribuição para a indústria aeroespacial dos Estados Unidos. Segundo a Bombardier, suas operações no país sustentam dezenas de milhares de empregos e envolvem cerca de 2.800 fornecedores distribuídos por 47 estados.

Bombardier mantém planos nos Estados Unidos

A companhia informou que pretende dar continuidade aos investimentos realizados nos Estados Unidos. A posição foi divulgada em um comunicado publicado na segunda-feira, em resposta às críticas de Trump.

A Bombardier apresentou sua atuação no país como parte relevante da cadeia aeroespacial americana. Além disso, afirmou que a indústria local se beneficia de sua participação no comércio e nas exportações.

A manifestação da empresa ocorreu enquanto o governo americano amplia a pressão comercial sobre o Canadá. Trump afirmou que a Bombardier não venderia mais seus produtos em território americano.

Empresa espalha operações por mais de 20 estados

A Bombardier disse que seus funcionários americanos trabalham em diferentes regiões do país. A empresa citou unidades no Kansas, Texas, Arizona, Flórida, Connecticut, Illinois, Delaware, Califórnia, Washington D.C. e Nova Jersey.

Além dessas localidades, a fabricante declarou ter presença direta em mais de 20 estados. Dessa forma, a companhia busca demonstrar que sua atividade nos Estados Unidos não se limita à venda de aeronaves.

A distribuição das operações também alcança diferentes etapas da produção e do atendimento aos clientes. No entanto, o comunicado não detalhou quantos trabalhadores atuam em cada unidade mencionada.

Cadeia de fornecedores sustenta milhares de empregos

A empresa informou que sua cadeia de suprimentos reúne aproximadamente 2.800 companhias americanas em 47 estados. Esses fornecedores participam da produção de componentes e sistemas usados nas aeronaves da Bombardier.

Segundo a fabricante, os investimentos anuais em fornecedores americanos superam US$ 2,5 bilhões. O valor foi apresentado pela companhia como parte do impacto econômico de suas operações no país.

A Bombardier também afirmou que suas aeronaves incorporam componentes fabricados nos Estados Unidos. Entre eles estão motores e outros sistemas essenciais fornecidos por empresas americanas.

Texas fabrica asas de jato executivo

Entre os exemplos citados pela empresa está a unidade de Red Oak, no Texas. Segundo a Bombardier, trabalhadores americanos fabricam no local as asas de seu jato executivo mais rápido.

A referência à fábrica texana reforça a estratégia da companhia de destacar a produção doméstica. Ao mesmo tempo, mostra que parte relevante da fabricação ocorre dentro dos Estados Unidos, ainda que a empresa tenha origem canadense.

A Bombardier relacionou essa atividade à geração de empregos diretos e indiretos. A empresa, porém, apresentou o total de postos de trabalho de forma agregada, sem separar os números por estado ou por unidade.

Disputa comercial aumenta pressão sobre fabricante

A crise envolvendo a Bombardier faz parte da ofensiva comercial de Trump contra o Canadá. Nesse ambiente, a empresa passou a enfatizar sua presença produtiva e sua dependência de fornecedores americanos.

A fabricante canadense concorre com a Embraer no setor aeroespacial. A disputa comercial, portanto, pode afetar uma empresa que mantém relações industriais e comerciais relevantes com o mercado dos Estados Unidos.

Por enquanto, a Bombardier declarou que continuará investindo no país. A empresa também procurou associar sua atuação à geração de empregos, à produção local e ao funcionamento da cadeia de suprimentos americana.

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