O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (4) que Brasil e Argentina devem responder pela maior parte da carne bovina importada pelo país dentro de uma medida temporária destinada a ampliar a oferta e reduzir os preços ao consumidor. Segundo ele, outros fornecedores poderão participar, mas os volumes iniciais virão principalmente dos dois países sul-americanos.
A declaração detalha uma iniciativa já anunciada pela Casa Branca, que prevê uma cota adicional temporária de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida. Até então, o governo americano não havia indicado de quais países viria esse produto.
Trump aponta Brasil e Argentina
Durante um evento na Casa Branca, Trump foi questionado sobre a origem da carne que entrará no mercado americano pela medida anunciada na semana anterior. Ele respondeu que Brasil e Argentina são, neste momento, os principais países envolvidos.
O presidente disse que a importação ocorrerá de forma limitada. Na avaliação dele, os pecuaristas dos Estados Unidos têm capacidade para atender ao mercado, enquanto a compra externa serviria como reforço temporário.
Trump também elogiou a carne dos dois países e declarou que há inspetores americanos nos locais de origem. As afirmações foram feitas ao defender a segurança e a qualidade do produto importado.
Pode haver outros países, mas agora são principalmente Argentina e Brasil.”
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Cota amplia a oferta temporariamente
A Casa Branca abriu uma cota temporária adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida. A medida busca abastecer o mercado americano em um contexto de oferta doméstica restrita e preços recordes da carne bovina.
Segundo Trump, o objetivo é conciliar a redução dos preços pagos pelos consumidores com apoio aos pecuaristas locais. Ele afirmou que o setor precisa de tempo para recompor os rebanhos.
Assim, a importação adicional não foi apresentada como substituição permanente da produção americana. O presidente vinculou o uso da cota ao período de recuperação da oferta interna.
Governo exige origem no rótulo
No mesmo evento, Trump anunciou uma ordem executiva para ampliar a identificação da origem da carne bovina importada e comercializada nos Estados Unidos.
Segundo o presidente, o governo passará a exigir a indicação do país de origem em toda carne bovina estrangeira vendida no país. O material disponível não detalha o cronograma de implementação da exigência.
Vamos simplificar todas as regulamentações de saúde e segurança para tornar isso fácil e seguro.”
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
A medida integra um pacote voltado à pecuária americana. Dessa forma, o governo associa a abertura temporária para importações a regras de informação ao consumidor sobre a procedência do produto.
Pacote libera processamento direto
Trump anunciou ainda um programa para permitir que pecuaristas de pequeno, médio e grande porte processem e vendam carne diretamente aos consumidores, sem depender das grandes empresas de processamento.
O presidente afirmou que pretende simplificar regras de saúde e segurança para tornar essa atividade mais acessível aos produtores. Ao mesmo tempo, disse que as inspeções federais serão mantidas.
Segundo Trump, a iniciativa busca ampliar a concorrência no mercado de carne bovina e diminuir a dependência dos frigoríficos de grande porte. Ele também atribuiu ao governo de Joe Biden a redução do rebanho americano.
O presidente declarou que os pecuaristas estão aumentando seus plantéis e que a recuperação da produção doméstica poderá reduzir a necessidade de importações no futuro.


