Ataques israelenses no Líbano deixam ao menos nove mortos, dizem autoridades

Israel atribui a escalada a drones lançados pelo Hezbollah; agência estatal libanesa registra número maior de vítimas desde o fim de semana.

Da
Redação
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Ataques israelenses no sul do Líbano ocorreram após Israel atribuir ao Hezbollah o lançamento de drones contra suas tropas.REUTERS
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Ataques israelenses no sul do Líbano deixaram ao menos nove mortos, entre eles uma criança e um socorrista, segundo o Ministério da Saúde Pública libanês. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que a ofensiva ocorreu após o lançamento de dois drones explosivos pelo Hezbollah contra tropas israelenses na madrugada de segunda-feira (7).

A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), estatal, informou que os bombardeios atingiram, entre outros pontos, um prédio residencial de três andares em Kfar Roummane. Enquanto isso, a agência relatou ao menos 11 mortes causadas por ataques desde o fim de semana; não está clara a razão da diferença em relação ao balanço de nove vítimas divulgado pelo Ministério da Saúde.

Israel atribui ofensiva a drones

Segundo as FDI, os drones foram lançados contra militares israelenses posicionados no sul do Líbano. O Exército disse que realizou ataques na área em resposta a essa ação atribuída ao Hezbollah.

Os militares israelenses declararam que suas tropas operavam ao longo da crista de Ali al-Taher. Na semana anterior, as FDI haviam anunciado a conclusão da eliminação de estruturas subterrâneas que atribuíram ao Hezbollah naquele local.

Israel também informou ter atingido um depósito de armas e outros pontos classificados pelo Exército como infraestrutura do grupo. As FDI disseram ter tomado medidas para reduzir danos a pessoas não envolvidas e afirmaram analisar os relatos de civis atingidos.

Bombardeios atingem áreas do sul

A NNA informou que um dos ataques alcançou o edifício residencial em Kfar Roummane. Além disso, a agência relatou bombardeios israelenses em outras áreas do sul libanês, incluindo Arab Salim e Nabatieh al-Fawqa.

Os ataques ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano e de negociações diplomáticas em curso, segundo o material disponível. As hostilidades recentes elevaram a tensão na região.

Um padrão persistente de ataques que vai além dos supostos alvos militares e atinge administrações civis e centros de saúde”

Joseph Aoun, presidente do Líbano

Desde o fim de semana, as FDI emitiram dois alertas de evacuação para localidades do sul do Líbano. Esse tipo de aviso havia se tornado raro desde a assinatura do cessar-fogo, no fim de junho, sob mediação do governo dos Estados Unidos.

Um dos alertas abrangeu Arab Salim, depois que Israel afirmou que um drone explosivo do Hezbollah havia sido disparado contra tropas no sul libanês. Na manhã de segunda-feira, as FDI emitiram outro aviso para Deir Azharani após relatarem novo lançamento de drone.

Presidente do Líbano cobra reação

No domingo (6), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou a continuidade dos ataques israelenses. Em declaração, ele sustentou que as ações atingiam não apenas alvos militares alegados, mas também administrações civis e centros de saúde.

Aoun pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que responsabilizem Israel pelos ataques. A manifestação ocorreu antes dos bombardeios relatados na segunda-feira.

O governo israelense, por sua vez, apresentou os ataques como resposta a ações do Hezbollah contra seus militares. As versões expõem a disputa sobre os alvos e os efeitos da ofensiva no território libanês.

Gaza registra novas mortes

No domingo, outros ataques israelenses deixaram quatro mortos na Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde do território. Um bombardeio atingiu um veículo no oeste da Cidade de Gaza e matou um homem e sua filha de 8 anos, além de ferir seis pessoas, conforme Mohamed Abu Selmia, diretor do Hospital Al Shifa.

Um porta-voz do Exército israelense declarou que as forças miravam um integrante do Hamas e que ainda avaliavam o resultado da operação. Mais tarde, dois ataques separados mataram outras duas pessoas na Cidade de Gaza, incluindo uma criança, segundo as informações apresentadas.

As autoridades de saúde relataram a morte de um homem perto de uma empresa de telecomunicações a leste da cidade. Também informaram que um tanque israelense atingiu uma escola que abrigava famílias deslocadas e matou um menino de 3 anos.

Um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 interrompeu os principais combates em Gaza, mas não encerrou os ataques israelenses. Autoridades de saúde do território contabilizam mais de 1.300 palestinos mortos desde então, em sua maioria civis, enquanto o Exército de Israel diz que quatro de seus soldados morreram no período.

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