Ataques israelenses deixaram pelo menos 15 mortos no sul do Líbano e na Faixa de Gaza entre domingo (6) e segunda-feira (7), segundo autoridades locais, equipes médicas e socorristas. O balanço reúne 11 mortes relatadas no território libanês e quatro na Cidade de Gaza.
Os episódios ocorreram apesar de cessar-fogos que interromperam os principais combates nas duas frentes. Israel atribui suas ações à prevenção de ofensivas do Hezbollah e do Hamas, enquanto autoridades palestinas e libanesas relatam vítimas em locais civis.
Ataques atingem cidades do sul libanês
No sul do Líbano, uma agência estatal de notícias informou que ataques israelenses mataram ao menos 11 pessoas na segunda-feira (7). Entre os mortos, segundo esse relato, estavam duas crianças e dois socorristas.
Durante a madrugada, aeronaves israelenses atingiram um prédio residencial em Kfar Rumman. Nove pessoas morreram, incluindo duas crianças, e outras cinco ficaram feridas, de acordo com as informações divulgadas por autoridades locais.
Em outra ocorrência na cidade, um drone atingiu um veículo civil e matou dois socorristas que estavam no carro. O material disponível não identifica as vítimas nem informa a que organização os socorristas estavam vinculados.
Bombardeios ocorrem sem alerta de evacuação
Segundo os relatos sobre os ataques em Kfar Rumman, o Exército israelense não havia emitido um alerta de evacuação antes das explosões. A ausência de aviso foi apontada no contexto de mortes de moradores e socorristas.
As Forças Armadas de Israel não responderam de imediato a questionamentos sobre os ataques no Líbano. As perguntas incluíam se os militares sabiam da presença de crianças e socorristas nos locais atingidos e por que não houve alerta prévio.
Nos últimos dias, Israel intensificou os bombardeios no sul libanês, conforme o material que originou a reportagem. A escalada ocorre apesar do cessar-fogo de junho, que deveria encerrar os confrontos com o Hezbollah.
Gaza registra quatro mortes em um dia
Na Faixa de Gaza, autoridades de saúde informaram que um ataque israelense matou um homem e sua filha de 8 anos no domingo (6). O bombardeio atingiu um veículo no oeste da Cidade de Gaza.
Mohamed Abu Selmia, diretor do Hospital Al Shifa, identificou as vítimas como Youssef Akila e Wafaa Akila. Além disso, seis pessoas ficaram feridas no ataque, segundo o diretor da unidade médica.
Um porta-voz do Exército israelense afirmou que a operação tinha como alvo um integrante do Hamas e que os militares ainda avaliavam o resultado da ação. Essa é uma versão diferente da apresentada pelas autoridades de saúde sobre as vítimas atingidas.
Mais tarde, socorristas relataram outras duas mortes em ataques separados na Cidade de Gaza. Um homem morreu perto de uma empresa de telecomunicações no leste da cidade, enquanto um menino de 3 anos morreu após um tanque atingir uma escola que abrigava famílias deslocadas.
Cessar-fogos não interrompem as mortes
O cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 interrompeu os principais combates na Faixa de Gaza, mas não encerrou os ataques israelenses. Israel afirma que mantém ações para impedir ofensivas do Hamas e de outros grupos armados no território.
O Hamas acusa Israel de violar a trégua e de prejudicar a execução de um plano mais amplo defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o material disponível, o plano prevê a retirada de tropas israelenses e o desarmamento do Hamas.
Autoridades de saúde de Gaza afirmam que mais de 1.300 palestinos, em sua maioria civis, morreram desde o início do cessar-fogo. Já o Exército israelense informa que quatro soldados israelenses morreram no mesmo período.
No Líbano, autoridades locais contabilizam mais de 4.300 mortos desde 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel e desencadeou uma ofensiva aérea e terrestre israelense. Os números refletem balanços de lados envolvidos no conflito e não foram detalhados de forma independente no material fornecido.


