Ursula von der Leyen – Jornal Maior https://jornalmaior.com Muito mais notícia Wed, 16 Sep 2026 20:24:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://jornalmaior.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-icon_jm_square-1-32x32.jpg Ursula von der Leyen – Jornal Maior https://jornalmaior.com 32 32 União Europeia cria aliança de seguros para conter rombo de desastres climáticos https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-alianca-seguros-climaticos/ https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-alianca-seguros-climaticos/#respond Wed, 16 Sep 2026 20:23:58 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-alianca-seguros-climaticos/ A União Europeia anunciou nesta quarta-feira (16) a criação de uma aliança voltada a ampliar a cobertura financeira contra eventos climáticos extremos. O plano foi detalhado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Parlamento Europeu, em meio ao balanço de um verão severo que castigou o continente com secas prolongadas, ondas de calor intenso e incêndios florestais devastadores.

Dados compilados pelo próprio bloco apontam que apenas um quarto das perdas econômicas associadas a desastres climáticos na Europa conta atualmente com algum tipo de cobertura de seguros. Diante dessa lacuna de proteção, os orçamentos nacionais dos países membros frequentemente acabam arcando com os custos de reparação como seguradores de última instância.

A nova iniciativa pretende conectar seguradoras, investidores, autoridades públicas, modeladores de risco e tomadores de seguro para estimular a adesão a contratos de proteção. Entre as ferramentas priorizadas pela aliança estão modelos de seguro coletivo e o formato paramétrico, cujos pagamentos são liberados de forma automática assim que limites preestabelecidos de temperatura ou volume de chuvas são atingidos.

Aquecimento acelerado no continente

Especialistas e relatórios independentes apontam a Europa como o continente que apresenta o ritmo mais acelerado de aquecimento em todo o planeta. As taxas de elevação da temperatura na região chegam a registrar o dobro da média observada globalmente, intensificando a vulnerabilidade dos territórios locais a fenômenos extremos.

A última temporada de incêndios florestais figurou entre as piores da história recente europeia. Paralelamente, sucessivas ondas de calor provocaram dezenas de mortes, comprometeram a produtividade econômica, causaram interrupções no fornecimento de energia e forçaram o fechamento temporário de escolas em diversos países.

Apesar de manter metas rígidas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, o bloco tem enfrentado críticas por avançar de maneira lenta na adaptação estrutural ao aquecimento global. Relatórios recentes de consultores climáticos indicavam investimentos insuficientes do bloco na preparação prévia contra esses impactos.

Nova estratégia de resiliência

Para mitigar a vulnerabilidade estrutural, a Comissão Europeia planeja oficializar em outubro uma estratégia abrangente voltada à resiliência climática. O programa inicial deve concentrar esforços e investimentos em cem territórios considerados altamente vulneráveis dentro do território europeu.

O pacote de ações institucionais também engloba diretrizes específicas para o enfrentamento de ondas de calor, com foco no aprimoramento de sistemas de alerta precoce para a população. Um novo plano hídrico do bloco passará a coordenar estratégias mais rigorosas para a gestão de riscos associados a períodos de seca severa.

No setor de combate a emergências, autoridades europeias solicitaram propostas a chefes de corpos de bombeiros para otimizar a resposta a incêndios. Entre as ideias em estudo está a estruturação de uma frota própria de combate a incêndios florestais gerida diretamente pela União Europeia.

Proteção financeira ampliada

A estruturação da nova aliança busca solucionar um problema histórico de desequilíbrio fiscal enfrentado pelos governos nacionais diante de crises recorrentes. Com a participação de diversos setores econômicos, a medida pretende consolidar um mercado mais robusto para a gestão de riscos climáticos futuros.

Estratégias de prevenção e mitigação também ganham destaque nas diretrizes apontadas pelo bloco para os próximos meses, exigindo maior rigor no planejamento urbano e na restrição de construções em áreas consideradas de alto risco para inundações e temporais.

As autoridades reforçam que a transição para um modelo preventivo exige investimentos contínuos e cooperação estreita entre governos locais e o setor privado, garantindo que a população esteja mais protegida contra os choques térmicos e meteorológicos previstos para os próximos anos.

Desafios na adaptação

A lentidão na implementação de medidas estruturais de adaptação continua a ser um dos principais pontos de debate entre os líderes europeus e os órgãos consultivos independentes. A necessidade de superar barreiras burocráticas e financeiras é vista como urgente para assegurar a sustentabilidade das regiões mais afetadas.

Enquanto novas frotas de combate a incêndios e planos hídricos são desenhados, a União Europeia tenta equilibrar a ambição de suas metas ambientais globais com a urgência de proteger comunidades inteiras contra eventos meteorológicos cada vez mais frequentes e destrutivos.

O sucesso das próximas etapas dependerá da capacidade de mobilizar recursos financeiros adequados e de coordenar ações conjuntas entre os 27 estados-membros para enfrentar uma crise climática que já afeta diretamente a economia e o cotidiano da população europeia.

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União Europeia propõe restrições rígidas no acesso de menores às redes sociais https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-restricoes-redes-sociais-criancas/ https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-restricoes-redes-sociais-criancas/#respond Wed, 16 Sep 2026 12:41:58 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-restricoes-redes-sociais-criancas/ A Comissão da União Europeia anunciou um pacote de propostas para restringir e regulamentar o acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais. A iniciativa, denominada Lei das Crianças da UE (EU Kids Act), busca impor barreiras severas e estabelecer diretrizes rígidas de verificação de idade para o ecossistema online no bloco.

A elaboração do texto normativo fundamenta-se nas conclusões de um levantamento entregue em julho por um grupo multidisciplinar. O comitê técnico incluiu especialistas em proteção da infância, cientistas e psiquiatras infantis, cujas análises serviram de base para as restrições operacionais sugeridas ao ecossistema digital.

A proposta oficial detalha exigências que envolvem limites por faixa etária, controle parental obrigatório e responsabilidades diretas para as empresas de tecnologia. O projeto agora dependerá de validação política perante governos do bloco e o Parlamento Europeu.

Comissão estabelece limites por faixa etária

O conjunto normativo apresentado pela Comissão Europeia estabelece critérios específicos de restrição conforme a idade do usuário. Para crianças com menos de 13 anos, a criação de perfis em redes sociais fica totalmente proibida pelo texto do projeto.

Para os adolescentes na faixa entre 13 e 15 anos, o acesso às plataformas não será livre. As regras preveem que essa faixa etária utilize exclusivamente contas limitadas sob a supervisão direta de seus responsáveis legais.

Essas chamadas minicontas deverão ser instaladas pelos pais e contar com funcionalidades restritas, além de operarem sob limitação de tempo de uso. Para os jovens entre 15 e 18 anos, a exigência recai sobre a obrigação de que as plataformas adotem um design nativamente seguro.

Regras alcançam jogos e inteligência artificial

As exigências do pacote legislativo não se aplicam apenas às plataformas tradicionais de redes sociais ou serviços de compartilhamento de vídeos. O escopo da proposta estende as obrigações para lojas de aplicativos e jogos online.

Além disso, o texto submete sistemas emergentes de tecnologia a parâmetros rigorosos de proteção. Ferramentas interativas, como companheiros virtuais de inteligência artificial e chatbots de IA conversacional, também deverão aplicar métodos eficazes de controle e verificação de idade.

A intenção é assegurar que o ecossistema digital como um todo adapte suas interfaces para evitar a exposição indevida do público infantojuvenil. As empresas que operam tais serviços terão de ajustar suas arquiteturas para cumprir os novos requisitos.

Empresas enfrentam multas por descumprimento

Para garantir a eficácia do EU Kids Act, o projeto prevê sanções financeiras severas aplicáveis às plataformas que descumprirem as diretrizes estabelecidas. A fiscalização e a punição das empresas constituem pontos centrais da proposta da Comissão Europeia.

As companhias de tecnologia que falharem na implementação dos sistemas de controle e verificação de idade estarão sujeitas a penalidades administrativas relevantes. As multas estipuladas no texto podem atingir até 6% do faturamento anual das empresas infratoras.

Esse mecanismo de penalização busca forçar a adequação imediata das Big Techs e desenvolvedoras de softwares aos novos parâmetros de segurança infantil, estabelecendo um teto sancionatório alinhado a outras legislações europeias de mercado digital.

Projeto depende de aprovação política

Apesar da apresentação formal feita pelo Executivo do bloco, o conjunto de propostas ainda precisará tramitar pelos canais legislativos da União Europeia. O pacote normativo necessita passar pelo crivo das instâncias comunitárias para ter eficácia jurídica plena.

Para que as medidas entrem em vigor, o texto precisa obter o aval dos governos dos países-membros e dos legisladores do Parlamento Europeu. Durante o processo de votação, as propostas poderão passar por debates técnicos e eventuais adaptações.

Caso seja aprovado sem alterações substanciais na estrutura de restrições, o EU Kids Act padronizará a proteção e o acesso de menores às tecnologias interativas em todos os países integrantes da União Europeia.

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União Europeia propõe conceder ao Canadá o status de membro associado https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-canada-como-membro-associado/ https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-canada-como-membro-associado/#comments Wed, 16 Sep 2026 11:32:00 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-canada-como-membro-associado/ A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia. O anúncio foi feito durante o discurso anual sobre o Estado da União, realizado no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, acompanhou a declaração no plenário e recebeu uma ovação de pé dos parlamentares europeus. A iniciativa ocorre em um momento em que ambos os lados buscam diversificar alianças econômicas e reforçar parcerias estratégicas globais.

A proposta visa elevar a relação bilateral ao nível mais integrado da história do bloco com um país de fora do continente europeu. No entanto, os detalhes formais sobre o funcionamento desse novo modelo de associação ainda serão delineados e dependem da aprovação dos estados-membros.

Proposta busca fortalecer cooperação em meio a disputas comerciais

Durante sua fala, Von der Leyen destacou que a parceria abrangente deve cobrir setores cruciais, como manufatura inteligente, tecnologia, defesa, segurança cibernética e inteligência artificial. O plano inclui também ações conjuntas em energia, baterias e exploração de minerais críticos.

O estreitamento das relações se dá em meio a atritos comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, adotou políticas tarifárias contra aliados e fez declarações recorrentes sugerindo que o Canadá se tornasse o 51º estado norte-americano, ideia rejeitada categoricamente pelo governo canadense.

Apesar do cenário de atrito tarifário global, a líder da Comissão Europeia ressaltou que a aproximação com Ottawa não é direcionada contra nenhum outro país, mas sim voltada para a resiliência democrática e econômica das nações envolvidas.

Iniciativa engloba acordos em infraestrutura e mobilidade

Embora o modelo de membro associado ainda não tenha sido totalmente definido, tratativas internas entre autoridades europeias e canadenses abordam frentes como a redução de barreiras comerciais e a instalação de cabos submarinos diretos entre a Europa e o Canadá.

Nós JAMAIS seremos o 51º estado dos EUA. E JAMAIS seremos o 28º estado da UE.”

Pierre Poilievre

As conversas incluem também investimentos conjuntos em infraestrutura tecnológica e a possibilidade de redirecionar fluxos de gás para suprir demandas europeias. Outro ponto em discussão é a simplificação de regras para permitir que cidadãos canadenses vivam e trabalhem em países europeus sem a necessidade de visto.

Como sinal do compromisso de longo prazo, o Parlamento Europeu anunciou a abertura de um escritório-antena em Ottawa. A nova estrutura foi planejada para intensificar a cooperação institucional e o diálogo político contínuo entre as autoridades europeias e o governo canadense.

Pesquisas mostram apoio público e divergências políticas no Canadá

A aproximação com a Europa encontra respaldos significativos na opinião pública canadense. Um levantamento recente conduzido pela empresa Abacus Data revelou que 80% dos entrevistados apoiam o aprofundamento da cooperação em defesa, política externa e economia com o bloco europeu.

Além disso, 56% dos canadenses disseram identificar maior afinidade do país com as nações europeias do que com os Estados Unidos. Quase metade da população consultada afirmou ser favorável a uma integração ainda maior com a União Europeia.

Por outro lado, o movimento enfrenta resistência da oposição política no Canadá. Líderes do Partido Conservador expressaram ceticismo em relação à proposta, argumentando que o foco deve permanecer no comércio interno e criticando o que consideram um risco potencial à soberania canadense.

Desafios geográficos e regras de adesão ao bloco europeu

Historicamente, o Canadá mantém laços culturais e institucionais profundos com a Europa, compartilhando modelos de democracia parlamentar e bem-estar social. O país possui inclusive uma fronteira terrestre simbólica com o continente europeu na Ilha Hans, gerida conjuntamente com a Dinamarca.

Contudo, a localização geográfica fora da Europa impede o ingresso formal do Canadá como membro pleno, processo regulado por rígidas etapas de adesão e aprovação unânime dos 27 países integrantes do bloco.

Diante dessas barreiras estruturais, acordos vigentes da UE com países não membros, como Noruega e Suíça, servem de inspiração técnica para formatar um status inédito que atenda às características do Canadá sem exigir a adesão plena.

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União Europeia propõe Conselho de Segurança com Reino Unido, Canadá e Noruega https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-conselho-seguranca/ https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-conselho-seguranca/#comments Wed, 16 Sep 2026 09:50:04 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-conselho-seguranca/ A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs a criação de um Conselho de Segurança Europeu para reunir a União Europeia e parceiros estratégicos como Reino Unido, Canadá e Noruega. O anúncio foi feito durante seu discurso anual sobre o Estado da União no Parlamento Europeu, com o objetivo de fortalecer a resposta do bloco diante do aumento das tensões geopolíticas e riscos externos.

A iniciativa pretende integrar parceiros internacionais em um fórum de coordenação direta para enfrentar cenários complexos no continente. A estrutura busca preencher lacunas operacionais na gestão de crises de grande escala e alinhar ações diplomáticas e estratégicas entre países que compartilham interesses de segurança na Europa.

O projeto surge em meio às limitações de organismos globais, onde a presença de potências rivais impede o consenso em momentos críticos. Ao estruturar um fórum regional com aliados de confiança, a liderança europeia tenta assegurar autonomia decisória em situações de urgência.

Proposta prevê protocolo de emergência

A estrutura sugerida pela Comissão Europeia inclui o estabelecimento de um protocolo de segurança de emergência. O mecanismo foi desenhado para permitir que qualquer país-membro acione discussões imediatas assim que uma crise ou ameaça for detectada em seu território.

Segundo a proposta, o acionamento garantirá a convocação de todos os integrantes do grupo para alinhar procedimentos comuns. A intenção é impedir o avanço de escaladas conflituosas e conter os impactos diretos das crises sobre a população e a infraestrutura dos países afetados.

A Europa precisa de seu próprio manual para combater ameaças híbridas”

Ursula von der Leyen

O modelo visa padronizar as respostas diante de incidentes que ultrapassam as fronteiras nacionais. O protocolo funcionará como uma ferramenta de coordenação rápida entre os governos europeus e seus parceiros externos.

Bloco reage a ameaças e ataques híbridos

A criação do conselho responde diretamente às preocupações com o avanço de guerras híbridas atribuídas à Rússia. Como o governo russo possui assento permanente e poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, a União Europeia busca alternativas regionais para agir sem bloqueios institucionais.

O discurso de von der Leyen destacou incidentes registrados em países como Lituânia, Dinamarca e Polônia, além de tentativas de ataques com drones em Leipzig. A presidente classificou esses episódios como ações com uso de material de grau militar realizadas por agentes russos em solo europeu.

A justificativa da proposta enfatiza que a Europa necessita de ferramentas próprias para conter sabotagens, agressões cibernéticas e interferências veladas. A prioridade declarada é garantir a proteção das infraestruturas críticas e a estabilidade territorial do bloco.

Liderança aponta cenário hostil

Durante a apresentação no Parlamento Europeu, von der Leyen avaliou que a União Europeia atravessa um momento marcado por um ambiente internacional abertamente adverso. Ela citou a continuidade da guerra de agressão contra a Ucrânia e o surgimento de novos focos de conflito nas proximidades do continente.

Quando acionado por um Estado-membro, todos os países-membros se reuniriam para coordenar uma resposta europeia, impedir uma escalada adicional e reduzir os impactos”

Ursula von der Leyen

Além dos confrontos militares diretos, a avaliação do executivo europeu aponta para uma intensa disputa global por capacidades industriais. Outro ponto enfatizado foi a batalha de narrativas promovida por atores externos para enfraquecer a confiança nas instituições europeias.

Diante desse panorama, defendeu-se a consolidação de uma Europa independente e apta a tomar decisões estratégicas de forma autônoma. O objetivo central é manter os rumos da segurança do continente sob o controle direto dos países da região.

Comissão projeta controle de fronteiras

Junto ao debate de segurança, a Comissão Europeia anunciou que proporá um mecanismo de emergência voltado para conter fluxos migratórios repentinos e massivos. A medida foi desenhada para atuar em situações específicas onde a migração é orquestrada por agentes externos e utilizada como forma de pressão geopolítica.

A nova ferramenta pretende conceder flexibilidade limitada no tempo e procedimentos diferenciados em circunstâncias excepcionais, sem afastar o respeito aos direitos fundamentais. O instrumento responderá a eventos observados recentemente na gestão das fronteiras externas do bloco.

Com essa proposta, a liderança europeia busca reforçar a capacidade de resposta contra manobras que instrumentalizam os deslocamentos de pessoas. O mecanismo de emergência deve ser acionado mediante critérios rígidos para conter crises operacionais nas zonas de fronteira.

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União Europeia propõe proibir redes sociais para menores de 15 anos https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-proibir-redes-sociais-para-menores-de-15-anos/ https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-proibir-redes-sociais-para-menores-de-15-anos/#comments Wed, 16 Sep 2026 09:17:27 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/16/uniao-europeia-propoe-proibir-redes-sociais-para-menores-de-15-anos/ A União Europeia prepara um plano abrangente para restringir o acesso de crianças e adolescentes aos ambientes digitais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, exigindo que as plataformas comprovem que são seguras para o público infantil. A medida foi detalhada nesta quarta-feira (16) durante seu discurso anual ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França.

O conjunto de diretrizes faz parte da futura Lei Europeia sobre Crianças na Internet, que será apresentada oficialmente em conjunto com a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen. Os detalhes completos sobre a implementação do projeto devem ser anunciados nesta quinta-feira (17).

A iniciativa surge em meio ao aumento global de preocupações relacionadas ao impacto de grandes plataformas digitais sobre a saúde mental e a segurança dos jovens. O movimento europeu busca estabelecer parâmetros mais rigorosos para o funcionamento do setor tecnológico em todo o continente.

Proposta alcança redes sociais, jogos e inteligência artificial

De acordo com um documento da Comissão Europeia obtido pela agência Reuters, a proibição planejada pelo bloco não se limitará apenas às redes tradicionais. A restrição abrange plataformas de compartilhamento de vídeos, chatbots de inteligência artificial e jogos on-line operando na região.

A pressão regulatória atinge serviços populares mantidos por grandes empresas globais de tecnologia. Entre as plataformas sob escrutínio estão o Facebook e o Instagram, pertencentes à Meta, o TikTok, o YouTube, controlado pelo Google, e o sistema ChatGPT.

A Lei de IA é, obviamente, uma peça fundamental para estabelecer limites. Ela coloca a Europa em uma posição para moldar os esforços globais de enfrentamento desse desafio.”

Ursula von der Leyen

As novas regras exigirão que os mantenedores desses serviços demonstrem de forma concreta que seus ambientes digitais não oferecem riscos aos menores de idade. O objetivo é criar o plano de proteção infantil mais abrangente já implementado no bloco.

Bloco busca liderar regulamentação global de inteligência artificial

Além da proteção a menores, a liderança europeia destacou a necessidade de conter os riscos associados ao avanço rápido da tecnologia. Von der Leyen anunciou que convidará os principais laboratórios de IA de fronteira para discutir ações conjuntas de mitigação de ameaças tecnológicas.

Laboratórios como Anthropic e OpenAI estão entre os principais desenvolvedores dos modelos mais avançados do mundo. Enquanto parte da comunidade científica defende uma desaceleração no ritmo de inovações, a União Europeia aposta no fortalecimento de regras jurídicas para orientar o setor.

A estratégia europeia envolve ainda a ampliação da cooperação com parceiros internacionais, incluindo o Canadá e o Reino Unido. Os trabalhos conjuntos focarão em sistemas de alerta precoce, verificação de parâmetros de segurança e avaliação rigorosa de novos modelos tecnológicos.

Comissão Europeia cria mecanismo de emergência para conter migração

No campo da segurança de fronteiras, o Executivo europeu planeja introduzir um mecanismo de emergência voltado a conter fluxos repentinos de migrantes. A ferramenta jurídica visa proteger o bloco em situações específicas de movimentos em massa considerados orquestrados ou utilizados como pressão política.

Sempre respeitaremos nossos valores e os direitos fundamentais. Mas nunca abriremos mão da proteção de nossas fronteiras.”

Ursula von der Leyen

Segundo a presidência da Comissão, acontecimentos recentes demonstraram a necessidade de atualizar os instrumentos de controle comunitário. O novo mecanismo europeu será acionado exclusivamente sob critérios estritamente delimitados e operará com flexibilidade procedimentos em momentos excepcionais.

Apesar do endurecimento das medidas de controle fronteiriço, a liderança do bloco assegurou que o respeito aos valores democráticos e aos direitos fundamentais permanecerá garantido em todas as ações operacionais da União Europeia.

Ursula von der Leyen classifica cenário internacional como hostil

Em seu pronunciamento perante os parlamentares, Ursula von der Leyen caracterizou o atual panorama geopolítico como um ambiente abertamente adverso. A dirigente enfatizou a existência de conflitos territoriais no continente europeu e em regiões próximas, acompanhados por disputas intensas por capacidade industrial.

A presidente também alertou para batalhas de narrativas estruturadas para comprometer a confiança pública nas instituições comunitárias. Diante desses desafios simultâneos, defendeu o fortalecimento da autonomia estratégica do bloco para assegurar sua capacidade de ação independente.

Para a representante europeia, a condução do futuro do continente precisa permanecer sob o controle exclusivo das nações que integram o bloco, independentemente das pressões externas decorrentes da competição econômica e tecnológica global.

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