Urnas abertas para 158 milhões de eleitores no primeiro turno

Mais de 158 milhões de cidadãos participam do primeiro turno das eleições gerais, com votação aberta até as 17h.

Da
Redação
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Urnas eletrônicas recebem eleitores em todo o país no primeiro turno das eleições gerais.
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Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo para o primeiro turno das eleições gerais. A votação ocorre em todo o país das 8h às 17h, no horário de Brasília, definindo os ocupantes de cargos no Executivo e no Legislativo para os próximos anos.

O pleito reúne o maior eleitorado da história do país. Do total de cidadãos aptos a participar da escolha, 141,3 milhões possuem biometria cadastrada, o que representa 89,01% da base total registrada pela Justiça Eleitoral.

As escolhas feitas nas urnas determinam os representantes responsáveis por decisões em áreas fundamentais como saúde, educação, segurança pública, transporte e economia. A disputa abrange os cargos de presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Ordem de votação na urna

Para agilizar o processo na cabine de votação, a Justiça Eleitoral estabeleceu uma sequência fixa para digitação dos números dos candidatos. O eleitor vota primeiro para deputado federal, com quatro dígitos, seguido por deputado estadual ou distrital, que exige cinco dígitos.

Na sequência, o sistema solicita a escolha dos dois senadores, ambos com três dígitos. Por fim, os eleitores votam para governador, com dois números, e encerram a participação na urna eletrônica escolhendo o presidente da República, também com dois dígitos.

O Tribunal Superior Eleitoral recomenda que os eleitores levem anotados em um papel os números dos candidatos escolhidos. O uso de telefone celular na cabine de votação continua proibido por norma de segurança eleitoral.

Regras e orientações gerais

Antes de confirmar cada voto na tela, o eleitor deve conferir atentamente a fotografia, o nome e o partido do candidato exibidos pelo equipamento. Caso perceba algum equívoco na digitação, basta apertar a tecla vermelha de correção e refazer o procedimento.

A Justiça Eleitoral também orienta a consulta prévia do local exato de votação e da situação cadastral por meio do aplicativo e-Título. Jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, somam mais de 1,6 milhão de eleitores aptos neste pleito.

Caso nenhum dos candidatos a presidente ou a governadores alcance a maioria absoluta dos votos válidos, um eventual segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro. A disputa conta com cerca de 21 mil pedidos de candidatura registrados em todo o território nacional.

Conquista do sufrágio universal

O atual sufrágio universal é resultado de um longo processo de conquistas institucionais no país. Em diferentes períodos da história brasileira, grupos como mulheres, analfabetos, populações indígenas e cidadãos de baixa renda foram excluídos do processo político.

Durante o regime militar instaurado em 1964, direitos políticos sofreram restrições severas e diversas candidaturas foram cassadas. Os analfabetos recuperaram o direito ao voto apenas em 1985, pouco antes da redemocratização.

A consolidação definitiva dos direitos políticos atuais ocorreu com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Desde então, cabe à Justiça Eleitoral organizar e assegurar a lisura de todas as etapas do processo democrático.

O Tribunal Superior Eleitoral destaca em materiais institucionais que o voto representa a maior expressão da cidadania. A participação nas urnas assegura à população o poder de influenciar os rumos políticos e administrativos do país.

O comparecimento às urnas é obrigatório para os eleitores maiores de 18 anos e menores de 70 anos. O voto facultativo aplica-se aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e aos analfabetos.

A apuração dos votos começa imediatamente após o encerramento da votação às 17h e pode ser acompanhada em tempo real pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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