Confronto em praça rende punição severa a deputado no RJ

Tribunal Eleitoral determinou entrega de armas e afastamento de comitê adversário após tumulto na campanha

Da
Redação
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Plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro referendou medidas cautelares contra parlamentar.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a suspensão do porte, transporte e condução de armas de fogo do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), candidato à reeleição. A medida cautelar foi referendada por maioria no plenário do tribunal e vale até o final do dia 5 de outubro de 2026. A decisão decorre de um confronto registrado durante atos de campanha na Zona Norte da capital fluminense.

Além da restrição ao armamento, a corte eleitoral autorizou a instauração de um inquérito policial pela Polícia Federal para apurar os fatos sob supervisão judicial. O parlamentar também foi obrigado a entregar à corporação todas as armas registradas em seu nome, cumprindo prazos estabelecidos nas determinações expedidas pela Justiça Eleitoral no estado.

Tribunal impõe restrições severas

A decisão do TRE-RJ estabelece que Alexandre Knoploch está proibido de acessar ou frequentar o comitê de campanha do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), seu adversário na disputa eleitoral. O parlamentar também não pode participar de atos de propaganda política do grupo rival até o término do período estipulado pelo plenário.

Ficaram proibidas ainda quaisquer formas de contato direto ou indireto, inclusive por meio de redes sociais ou de terceiros, com Flávio Serafini e com a candidata a suplente ao Senado Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs. A ordem de afastamento estende-se aos integrantes das respectivas equipes de campanha dos candidatos afetados pelo episódio.

Apesar das restrições impostas em razão da campanha, o tribunal preservou expressamente a livre circulação de Knoploch pelas dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A salvaguarda tem como objetivo garantir o pleno exercício do mandato parlamentar enquanto as investigações seguem em curso.

Tumulto na Praça Saens Peña

O procedimento na Justiça Eleitoral teve início após uma representação protocolada por meio de notícia-crime e petição cível apresentada pela campanha de Flávio Serafini, com endosso da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/MPF). O caso ocorreu na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, na Praça Saens Peña, localizada no bairro da Tijuca.

De acordo com os relatos anexados à investigação, o tumulto começou durante uma ação de propaganda eleitoral na região. Houve bate-boca e troca de provocações envolvendo simpatizantes e cabos eleitorais das duas candidaturas presentes no local de grande circulação de transeuntes e pedestres.

Os documentos entregues ao tribunal apontam que, durante o acirramento dos ânimos, Knoploch sacou um recipiente de spray de pimenta e realizou disparos do produto contra pessoas na calçada, atingindo inclusive idosos. Em seguida, o deputado teria exibido uma arma de fogo que portava na cintura, gerando forte tensão e acionamento policial imediato.

Defesa e repercussão política

A defesa do deputado estadual sustentou que a confusão teve início após provocações e divergências relacionadas a músicas de campanha executadas no espaço público da praça. O episódio insere-se no cenário de acirramento da disputa eleitoral de 2026 no estado, marcado por disputas acirradas por visibilidade nas ruas.

Procurado pela reportagem, Alexandre Knoploch declarou que já havia se pronunciado publicamente sobre o ocorrido por meio de suas redes sociais. Em um vídeo publicado na internet, o parlamentar afirmou que entregou o armamento à Polícia Federal e assegurou que cumprirá todas as determinações de afastamento e distanciamento do comitê adversário.

As medidas cautelares adotadas pelo TRE-RJ possuem natureza estritamente processual e urgente, destinadas a preservar a ordem pública e a lisura do processo eleitoral. A decisão não representa, portanto, um julgamento definitivo de mérito ou condenação sobre a culpa do investigado nos fatos apurados.

Justiça mantém investigação ativa

O inquérito autorizado pela Justiça Eleitoral tem prazo inicial de trinta dias para ser concluído pela Polícia Federal, sob supervisão direta do tribunal. A apuração busca esclarecer todas as responsabilidades criminais decorrentes do confronto ocorrido na Zona Norte da capital.

A atuação da Procuradoria Regional Eleitoral foi determinante para que o plenário avaliasse a gravidade das denúncias e adotasse as medidas acautelatórias de urgência. O objetivo principal do colegiado é blindar o pleito contra episódios de violência política e garantir a segurança dos eleitores e candidatos nas ruas.

Novas diligências poderão ser determinadas à medida que os depoimentos de testemunhas e envolvidos forem colhidos pela autoridade policial. O andamento do processo seguirá monitorado de perto pelos magistrados eleitorais até o encerramento do calendário de votação.

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