O influenciador digital e candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo-DF) foi preso em flagrante pela Polícia Federal no domingo (27 de setembro de 2026) após uma intervenção não autorizada no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Durante a ação no campus, paredes e muros do local foram pintados e pinturas anteriores acabaram apagadas pelo grupo.
O episódio gerou forte reação da comunidade acadêmica e mobilizou os protocolos de segurança da instituição de ensino. Além da depredação do patrimônio público, estudantes relataram agressões físicas praticadas por pessoas que acompanhavam o candidato, o que motivou o encaminhamento das vítimas para exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal.
A reitora da UnB, Rozana Naves, classificou a intervenção e os ataques como inadmissíveis em pronunciamento oficial divulgado na segunda-feira (28). O Ministério Público Federal passou a atuar na ocorrência e requereu a soltura do candidato mediante o pagamento de fiança, enquanto a defesa ainda não apresentou manifestação detalhada sobre as acusações.
Universidade repudia ataques violentos
A administração da universidade emitiu uma nota oficial dura associando o episódio a métodos violentos. A instituição apontou que as condutas ilegais refletem uma postura que se viabiliza apenas na ausência de debate qualificado dentro do ambiente acadêmico.
A nota institucional ressaltou ainda que a união da comunidade se tornou fundamental para a defesa do espaço público e da convivência democrática. Diante da gravidade da ocorrência, a universidade confirmou que adotará todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis.
A instituição prestou solidariedade aos estudantes afetados e garantiu suporte completo aos jovens que sofreram violência durante o tumulto. As autoridades policiais agiram rapidamente para conter os ânimos e efetuar a prisão em flagrante no campus.
Histórico registra antigos conflitos
O investigado possui um longo histórico de desentendimentos com alunos e professores da instituição de ensino superior. Anteriormente, ele acumulou registros de gravações não autorizadas de aulas e perseguição a membros da comunidade acadêmica.
Em razão dessas condutas recorrentes, o influenciador digital acabou alvo de processos disciplinares e enfrentou decisões que resultaram em seu desligamento formal da graduação em História que cursava na universidade.
Mesmo após o afastamento oficial, episódios de tensão continuaram a ser registrados. Em abril, militantes aliados chegaram a convocar atos públicos no campus com termos de confronto voltados contra estudantes da instituição.
Candidato invade Instituto de Artes
No domingo, o candidato retornou às dependências do campus para realizar pinturas nas paredes externas do Instituto de Artes. A atitude acionou imediatamente os esquemas internos de segurança e vigilância da universidade.
Com a confirmação da depredação e o início das discussões com os alunos presentes, a administração acionou as forças policiais federais. A intervenção rápida garantiu a detenção do político no local dos fatos.
Imagens da confusão circularam rapidamente pelas plataformas digitais, registrando os momentos de tensão e os confrontos verbais entre os acompanhantes do candidato e os estudantes que tentavam impedir a alteração do espaço.
Justiça avalia novos desdobramentos
Após a autuação em flagrante na delegacia da Polícia Federal, o procedimento foi encaminhado para a análise dos órgãos de persecução penal. O Ministério Público Federal avaliou o caso e estabeleceu as condições para a liberação do suspeito.
A soltura do candidato foi condicionada ao pagamento de fiança estipulada pelas autoridades competentes. A defesa técnica segue acompanhando os trâmites do inquérito policial instaurado para esclarecer todas as responsabilidades criminais.
Enquanto os trâmites judiciais avançam, a comunidade acadêmica permanece em alerta e cobra punições rigorosas para coibir novos episódios de violência e depredação do patrimônio público na instituição federal.


