O PSD do Distrito Federal oficializou nesta segunda-feira (28) o apoio à candidatura à reeleição da governadora Celina Leão (PP) ao Palácio do Buriti. A formalização da aliança aconteceu na sede regional do partido, em Brasília, durante encontro com dirigentes e a presença da chefe do Executivo distrital.
A mudança de rumo da legenda ocorreu em decorrência da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu o registro de candidatura de José Roberto Arruda na disputa eleitoral. Com o veto da Justiça, o partido reorganizou sua estratégia na reta final da campanha pelo governo local.
PSD formaliza nova aliança
Durante o evento na sede regional, Celina Leão afirmou que a aproximação com os novos aliados é natural por unir forças de campos ideológicos próximos. A governadora destacou que a união fortalece o projeto político para a administração distrital e ressaltou que a construção do acordo ocorreu de forma republicana.
O presidente regional do PSD, Paulo Octávio, confirmou a adesão unânime aprovada pela Executiva da legenda. A legenda integrará um eventual novo mandato para garantir a sustentabilidade da governança local e contribuir com a gestão administrativa nos próximos anos.
Em nota oficial, a cúpula partidária agradeceu a dedicação de Arruda durante a pré-campanha e o período de debates. A direção ressaltou o respeito às decisões do Judiciário, mesmo lamentando o desfecho jurídico que tirou o ex-governador do pleito.
TSE barra candidatura anterior
A exclusão de José Roberto Arruda da corrida eleitoral decorreu de condenações colegiadas por atos dolosos de improbidade administrativa. Os processos apontaram dano ao erário e enriquecimento ilícito, fundamentos que pesaram na decisão desfavorável da Corte eleitoral.
Com a impugnação definitiva do registro, o político perdeu a condição de candidato sub judice e encerrou formalmente as atividades de rua. A legenda também ficou impedida de destinar novos recursos públicos dos fundos eleitoral e partidário para aquela chapa.
A reviravolta jurídica alterou o cenário político do Distrito Federal a poucos dias da votação em turno único. A movimentação concentrou as atenções sobre o destino dos votos e a reorganização das bases partidárias na reta final.
Arruda rejeita orientação partidária
Apesar da decisão da Executiva Regional, José Roberto Arruda declarou publicamente que não seguirá a diretriz do PSD. Em gravação divulgada em suas redes sociais, o ex-governador afirmou que respeita os colegas de partido, mas recusou qualquer envolvimento com a campanha da atual governadora.
Arruda pontuou que não votará em Celina Leão e estendeu a recusa ao candidato a vice da chapa, Gustavo Rocha. O ex-governador criticou duramente a gestão e classificou a administração atual de forma severa perante seus eleitores, descartando qualquer reaproximação com o grupo político no pleito.
Todo respeito a quem desejar tomar essa posição, mas sem meu voto, sem o meu apoio. Esse é o pior governo da história de Brasília.”
José Roberto Arruda
Eleitorado avalia divisão política
A fratura na cúpula do PSD evidencia os desafios de coesão partidária em momentos de transição jurídica na reta final das eleições. Enquanto a direção aposta na coalizão governista para assegurar espaço na futura administração, a ala ligada ao ex-candidato mantém oposição frontal.
Analistas políticos acompanham o impacto da divisão sobre o eleitorado conservador e os candidatos proporcionais da legenda. A transferência de votos da base de Arruda permanece como uma das incógnitas centrais para definir o resultado das urnas no Distrito Federal.
As repercussões do racha continuam mobilizando as bases partidárias e os diretórios locais nos dias seguintes ao anúncio oficial. A disputa pelo espólio político do ex-governador ganhou novos contornos com a formalização da aliança governista.


