O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por cinco votos a dois, o indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal (GDF). A decisão que barrou o ex-governador foi tomada a apenas dez dias do primeiro turno das eleições, considerando a inelegibilidade decorrente de condenações anteriores.
Logo após o encerramento do julgamento pela Corte eleitoral, Arruda convocou uma entrevista coletiva para declarar publicamente que não vai recorrer da decisão. O cenário político brasiliense entrou em rápida reconfiguração, com concorrentes avaliando a redistribuição da base eleitoral na reta final da disputa.
Arruda aceita a decisão
Horas depois de o julgamento ser encerrado pela Corte eleitoral, José Roberto Arruda convocou uma entrevista coletiva para anunciar os próximos passos de seu grupo político. O ex-governador declarou publicamente que não tem a intenção de apresentar novos recursos contra o entendimento adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Durante o pronunciamento, Arruda enfatizou que mantém respeito pelas instituições e pelas determinações da Justiça, mesmo quando os vereditos contrariam seus interesses políticos pessoais. O político do PSD destacou que a postura institucional deve prevalecer diante do cenário jurídico enfrentado na reta final da campanha.
Questionado sobre um eventual direcionamento de sua base eleitoral para outros concorrentes ao Palácio do Buriti, Arruda descartou fechar acordos neste momento. O ex-governador pontuou que respeita todos os demais postulantes ao cargo, mas optou por não declarar apoio a nenhum nome na disputa imediata.
Leandro Grass cobra mudanças
Entre os concorrentes, o candidato Leandro Grass (PT) adotou um tom de respeito à decisão da Justiça Eleitoral, evitando prolongar julgamentos sobre o mérito da questão. O petista afirmou que o adversário teve uma postura correta durante os debates e que a participação qualificou a discussão sobre os grandes temas da capital federal.
Grass aproveitou o novo desenho da corrida eleitoral para direcionar suas críticas ao grupo político que atualmente comanda o Palácio do Buriti. Para o candidato do Partido dos Trabalhadores, o episódio torna a escolha do eleitorado ainda mais evidente na reta final da campanha.
O postulante também reforçou que sua campanha continuará centrada em propostas de transparência e justiça social, ressaltando que o pleito ganhou uma nova dinâmica a poucos dias da abertura das urnas para o primeiro turno.
Paula Belmonte busca diálogo
A candidata Paula Belmonte (PSDB) sinalizou imediatamente a intenção de atrair o apoio do grupo liderado pelo ex-governador cassado. Em nota oficial, a tucana afirmou que pretende procurar Arruda pessoalmente nos próximos dias para iniciar conversas formais e costurar uma aliança estratégica.
A postulante também demonstrou solidariedade ao momento vivido pelo ex-governador e posicionou seu nome como a alternativa viável de centro-direita para enfrentar a base governista nas urnas. No comunicado oficial, ela destacou que conhece a cidade e possui experiência administrativa para liderar uma frente ampla.
A tucana reforçou que a união de forças é o caminho para promover mudanças concretas na gestão pública do Distrito Federal, buscando dialogar diretamente com as lideranças que caminhavam ao lado do candidato do PSD.
Ricardo Cappelli critica prazo
Pelo PSB, o candidato Ricardo Cappelli avaliou o impedimento de Arruda como um fator que altera profundamente as forças na disputa majoritária. Na visão do socialista, o processo eleitoral sofreu forte interferência com a exclusão de concorrentes expressivos do pleito.
O candidato do PSB também manifestou solidariedade ao ex-governador e criticou o período de inelegibilidade decorrente das condenações, argumentando que as punições prolongadas geram distorções no sistema político local.
Condenação vitalícia não é razoável.
Ricardo Cappelli, candidato ao GDF pelo PSB
Encerrando as manifestações dos principais nomes da disputa, o candidato Kiko Caputo (Novo) também comentou o caso e afirmou respeitar a decisão judicial. O postulante destacou que a prioridade de sua campanha é dialogar com o eleitorado que ficou sem representação após o veto do tribunal.
Apoio não se nega.
Kiko Caputo, candidato ao GDF pelo Novo
Caputo reforçou o apelo para atrair os votos dos apoiadores de Arruda, posicionando sua legenda como alternativa viável para a composição de um novo cenário político no Distrito Federal.


