Candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) registrou 0,8% das intenções de voto em Minas Gerais, estado que governou por dois mandatos consecutivos. O dado consta na pesquisa Atlas/Estadão divulgada em 23 de setembro de 2026, posicionando o ex-governador na quinta colocação do cenário estimulado de primeiro turno entre os eleitores mineiros.
O levantamento aponta a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,8% das intenções de voto no estado, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43,4%. Na sequência, Renan Santos (Missão) registra 3,6% e Augusto Cury (Avante) marca 1,6%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) pontua com 0,5% logo atrás de Zema.
Sequência de baixos índices
O número da Atlas reforça uma sequência de resultados modestos obtidos pelo ex-governador na corrida ao Palácio do Planalto, mesmo dentro de sua principal vitrine política. Em levantamento anterior do Datafolha divulgado no mesmo mês, o candidato havia recuado de 10% para 5% entre o eleitorado mineiro, enquanto uma pesquisa Quaest apontou 1% no cenário nacional.
Apesar da retração nos indicadores estaduais e nacionais, a equipe de campanha do partido Novo tem tentado intensificar a presença do candidato em debates e agendas públicas. A estratégia recente envolveu o posicionamento sobre temas de repercussão nacional para ampliar a identificação com o eleitorado de direita.
Vai votar e vai olhar na véspera, vai abrir o cardápio e falar: quem são esses candidatos aqui?”
Romeu Zema
Minimização dos levantamentos
Questionado sobre os índices registrados nas sondagens eleitorais, Zema costuma minimizar os números apresentados neste período da campanha. O candidato argumenta reiteradamente que boa parte da população brasileira ainda não está focada na disputa sucessória e tende a definir o voto apenas na reta final.
Durante agenda pública realizada em São Paulo, o ex-governador argumentou que o cidadão enfrenta dificuldades financeiras cotidianas e só deve avaliar as opções disponíveis nos momentos mais próximos ao pleito. Na avaliação do candidato, o eleitor abrirá o cardápio de alternativas somente na véspera da votação.
Estratégia e segundo turno
Para tentar reverter o cenário desfavorável, a campanha adotou medidas focadas na polarização, incluindo críticas públicas a ministros do Supremo Tribunal Federal e a defesa de propostas como mandatos fixos para magistrados. As declarações ocorreram tanto em sabatinas quanto em debates transmitidos por veículos de comunicação.
Apesar do desempenho reduzido no primeiro turno em Minas Gerais, o candidato do Novo apresenta um patamar distinto em simulação de eventual segundo turno contra o petista. No confronto direto testado pela pesquisa Atlas/Estadão no estado, Lula registra 49,9% contra 41,4% de Zema, com 8,7% de brancos, nulos ou indecisos.
Metodologia do levantamento
A pesquisa Atlas/Estadão responsável pelos dados consultou 1,799 eleitores no estado de Minas Gerais entre os dias 15 e 20 de setembro de 2026. A coleta das informações foi realizada por meio de recrutamento digital aleatório junto à base de entrevistados.
O levantamento possui margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança estatística de 95%. A sondagem está devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob os números de identificação MG-03290/2026 e BR-06996/2026.


