Uma nova pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026), revela que o eleitorado brasileiro está dividido sobre a responsabilidade no chamado Caso Master. O levantamento busca mapear como a opinião pública enxerga o envolvimento de diferentes correntes políticas no escândalo que movimenta o debate nacional.
Divisão entre apoiadores
Conforme aponta o levantamento, 43,8% dos eleitores atribuem o escândalo principalmente aos aliados da família Bolsonaro. Por outro lado, 43,4% dos entrevistados apontam os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como os principais envolvidos no episódio.
A margem estreita entre as duas principais respostas demonstra um cenário de polarização na percepção popular. A proximidade numérica coloca os dois grupos políticos em empate técnico dentro do universo analisado pela pesquisa.
Outras correntes políticas
Além dos blocos liderados por petistas e bolsonaristas, a pesquisa mapeou outras avaliações sobre o caso. Os participantes que consideram que todos os grupos estão igualmente implicados no esquema somam 10,6% do total.
Outro percentual menor aponta o Centrão como o principal envolvido, representando 1,6% das respostas obtidas. Os eleitores que se declararam indecisos sobre a responsabilidade política no caso alcançam 0,6%.
Metodologia do estudo
Para a realização do levantamento, foram ouvidas 5.015 pessoas em todo o país. A coleta de dados ocorreu entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026, utilizando o método de recrutamento digital aleatório, conhecido como Atlas RDR.
A pesquisa apresenta margem de erro estimada em um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança estabelecido em 95%. O estudo foi financiado pela Bloomberg e recebeu o registro oficial sob o protocolo BR-04739/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.


