A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em Minas Gerais apresenta cenário de empate técnico na liderança e grande pulverização de votos, conforme nova pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9). O levantamento aponta a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), na frente da corrida na soma dos votos totais, com 13% das intenções de voto.
Logo atrás, três nomes aparecem empatados dentro da margem de erro, registrando 10% cada: o ex-governador Aécio Neves (PSDB), o senador Carlos Viana (PSD) e o deputado federal Domingos Sávio (PL). Como cada eleitor mineiro precisará escolher dois nomes para representar o estado no Congresso Nacional, o quadro reflete uma disputa aberta e altamente competitiva entre diferentes correntes políticas tradicionais da região.
A pesquisa também mediu o desempenho de outros postulantes ao cargo legislativo. Marcelo Aro (PP) aparece com 6% da preferência do eleitorado, enquanto Áurea Carolina (PSOL) registra 3%. Outros nomes somam pontuações menores, e parcela significativa do eleitorado ainda demonstra incerteza sobre as escolhas que fará na urna eletrônica.
Candidatos embolam disputa técnica
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, o bloco que persegue a liderança numérica de Marília Campos forma um embolado técnico expressivo. A estabilidade em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado no início do mês, demonstra pouca oscilação nos percentuais principais, mantendo a dinâmica regional da corrida eleitoral.
Carlos Viana apresentou variação positiva dentro do período, subindo de 8% para 10%, enquanto Domingos Sávio avançou de 6% para o mesmo patamar de dois dígitos. Aécio Neves manteve os mesmos 10% aferidos na medição prévia, consolidando o pelotão principal que disputa o voto conservador e moderado no estado.
A disputa pelo Senado em Minas Gerais atrai atenção nacional devido ao peso do colégio eleitoral mineiro, considerado um dos termômetros mais importantes para as eleições gerais. A capilaridade dos candidatos e o sistema de voto duplo exigem estratégias complexas de alianças partidárias e composição de palanques.
Eleitores mantêm alta indecisão
O levantamento da Quaest reforça o alto grau de indefinição do eleitorado mineiro na fase atual da campanha. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o índice de indecisão alcança expressivos 74%, sinalizando que a maior parte da população ainda não consolidou suas preferências.
Na estimulada, considerando a totalidade dos entrevistados, os eleitores que se dizem indecisos somam 29%, enquanto aqueles que pretendem votar em branco, nulo ou que afirmam não comparecer às urnas representam 15% do total apurado pelo instituto de pesquisa.
Especialistas em campanhas eleitorais apontam que a definição das duas vagas ao Senado costuma ocorrer nas semanas finais, impulsionada pelo horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio, além da consolidação das alianças majoritárias encabeçadas pelos candidatos ao governo estadual.
Instituto detalha metodologia oficial
A pesquisa da Quaest foi encomendada pela Rede Globo e ouviu presencialmente 1.506 eleitores com 16 anos ou mais em diversas regiões de Minas Gerais. As entrevistas de campo foram realizadas entre os dias 19 e 22 de setembro de 2026, capturando o humor recente do eleitorado mineiro.
O levantamento possui nível de confiança estimado em 95%, o que significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem fielmente a realidade do eleitorado no momento da consulta, respeitada a margem de erro estatística.
A coleta de dados e os parâmetros técnicos foram devidamente formalizados junto à Justiça Eleitoral. O processo está registrado oficialmente sob o número MG-03276/2026, exigência legal para a divulgação pública de pesquisas de intenção de voto no país.


