Superman acusa Partido Novo de ameaça e tentativa de barrar candidatura em Minas

Marco Antônio Superman relata pressão e tentativa de destituição de suplentes em meio a atritos por apoios a Nikolas Ferreira; partido nega

Da
Redação
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O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman afirmou ter sofrido ameaças de dirigentes do Partido Novo.
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A corrida eleitoral ao Senado por Minas Gerais ganhou novos contornos de tensão após graves acusações públicas feitas pelo candidato Marco Antônio Costa, amplamente conhecido como Superman (Novo). Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, o postulante à vaga na Câmara Alta afirmou ter sido alvo de ameaças por parte de dirigentes de sua própria legenda, que estariam articulando manobras para derrubar e inviabilizar a sua chapa na reta decisiva do pleito.

Segundo o relato divulgado pelo candidato, a ofensiva interna teria se intensificado depois que sua campanha ganhou tração e visibilidade no estado. , declarou Superman ao público, apontando diretamente para desentendimentos profundos com a cúpula do diretório estadual do Partido Novo em território mineiro.

O atrito central envolve a tentativa de desestruturar o registro oficial junto à Justiça Eleitoral. Conforme a denúncia apresentada, um dos suplentes da chapa teria sido procurado com o objetivo de exigir a renúncia do posto, manobra que colocaria em risco a continuidade legal da candidatura de Superman, registrada com Diego Moreira e Bruno Lopes.

Atritos por apoios políticos

A deterioração das relações entre o candidato e a direção estadual do Partido Novo não ocorreu de forma isolada, estando diretamente ligada aos palanques e alianças firmados ao longo da campanha. Oficialmente vinculado ao arranjo político que apoia a chapa governista local, Superman optou por caminhar ao lado de nomes de destaque da direita mineira que estão fora do guarda-chuva oficial da legenda.

Ao longo dos últimos meses, a campanha aproximou-se de figuras influentes como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Essa movimentação acabou por romper os acordos pré-estabelecidos com os caciques partidários estaduais, que esperavam um alinhamento estrito com os candidatos indicados pelo grupo do Novo e aliados próximos.

Eu fui ameaçado essa semana. E não foi pela esquerda”

Marco Antônio Superman

As divergências públicas sobre a estratégia eleitoral culminaram em cobranças por parte da cúpula partidária. O presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, criticou publicamente a postura do candidato e a falta de fidelidade aos compromissos firmados no momento da viabilização de seu lançamento à disputa majoritária.

Acusações de isolamento partidário

Em seu desabafo nas redes sociais, Superman também jogou luz sobre os bastidores da formação de sua candidatura, alegando ter enfrentado resistência e falta de suporte financeiro e estrutural desde o início da pré-campanha. O advogado afirmou que a cúpula estadual teria apostado em seu fracasso político.

De acordo com o relato do candidato, a legenda mineira o tratou como um postulante independente e isolado, destinando um montante inicial considerado insuficiente para viabilizar uma disputa competitiva ao Senado. Para Superman, o avanço de sua campanha ocorreu graças à base própria de apoiadores e ao respaldo político conquistado junto a lideranças externas.

Diante do cenário de confronto aberto com o diretório estadual, o postulante ao Senado garantiu que não pretende recuar de sua empreitada eleitoral. A chapa permanece com o registro formalizado e a situação jurídica deferida pela Justiça Eleitoral mineira para o pleito em andamento.

Defesa e negativas da legenda

Do outro lado do espectro da crise, a direção estadual do Partido Novo refutou as acusações de coação e intimidação levantadas pelo candidato. Os dirigentes do diretório mineiro negam a existência de qualquer ameaça institucional ou tentativa de sabotagem direcionada aos suplentes da chapa majoritária.

A posição oficial da legenda sustenta que o desgaste decorre exclusivamente do descumprimento, por parte de Superman, dos acordos políticos que viabilizaram juridicamente e estruturalmente sua indicação ao Senado Federal. Para a cúpula partidária, a quebra de compromissos coletivos prejudica o projeto eleitoral do partido no estado.

Enquanto os desdobramentos da crise seguem movimentando os bastidores da política em Minas Gerais, a reportagem buscou contato com o presidente estadual do partido, Christopher Laguna, para obter novos esclarecimentos, mas o diretório ainda não havia emitido um novo posicionamento oficial sobre o caso.

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