Preço dos alimentos é o maior peso no orçamento de 44% dos brasileiros

Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg detalha os principais impactos negativos na economia das famílias, incluindo contas básicas e juros.

Da
Redação
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O aumento no preço dos alimentos lidera as preocupações financeiras das famílias brasileiras, segundo pesquisa da AtlasIntel e Bloomberg.
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O encarecimento da comida e dos produtos essenciais nos supermercados tornou-se o principal peso no orçamento doméstico dos brasileiros. É o que aponta o levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quarta-feira (23), que mapeou as maiores pressões financeiras sobre a população do país.

De acordo com os dados obtidos pela investigação estatística, o aumento no preço dos alimentos foi apontado por 44,2% do eleitorado como o fator de maior impacto negativo na situação financeira de sua família. O estudo permitiu que os participantes selecionassem mais de uma opção no questionário aplicado.

A pesquisa detalha ainda que outras despesas do cotidiano exercem forte pressão sobre as finanças domésticas. Entre os entrevistados, 32,1% destacaram que o aumento das contas básicas, como luz, água, gás e internet, representa o principal problema para o orçamento.

Dívidas e juros pesam

Além das despesas essenciais com alimentação e contas de consumo, o endividamento e os juros elevados aparecem como o principal obstáculo financeiro para 25% dos participantes do levantamento realizado pelo instituto.

O cenário econômico percebido pelas famílias também é influenciado pela carga tributária. Para 23,9% dos eleitores ouvidos pela pesquisa, os impostos representam o fator de maior impacto negativo em suas finanças pessoais no período avaliado.

Outros aspectos mencionados incluem os gastos com saúde, citados por 11,1% dos entrevistados, e o aumento no custo do transporte ou de combustíveis, apontado por 9,5% da população consultada pela sondagem.

Serviços e emprego

As variações nos preços de serviços gerais foram apontadas por 5,5% dos entrevistados como a principal preocupação financeira. Logo atrás, a falta de emprego atinge diretamente 5,3% daqueles que responderam ao questionário da AtlasIntel.

Os gastos com educação e o aumento com aluguel ou condomínio aparecem com menores proporções na lista de maiores impactos financeiros. As despesas educacionais foram o principal peso para 4,3% dos consultados, enquanto a habitação ficou em 3,9%.

Outros fatores não especificados individualmente nas categorias principais foram apontados por 10,1% do total de eleitores participantes do levantamento econômico conduzido em âmbito nacional.

Metodologia do estudo

Para a realização do levantamento, a AtlasIntel e a Bloomberg ouviram 5.015 eleitores em todo o território nacional. A coleta de dados ocorreu entre os dias 17 e 22 de setembro, utilizando o método de recrutamento digital aleatório.

A margem de erro estimada para os resultados totais da pesquisa é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança estatística utilizado no estudo é de 95%.

O levantamento foi conduzido com recursos próprios da instituição de pesquisa e possui registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.

Contexto da inflação

A percepção da população sobre o custo de vida reflete diretamente os movimentos recentes da inflação no país, especialmente nos itens que compõem a cesta básica e as tarifas públicas essenciais para o funcionamento dos lares.

Especialistas apontam que a alta continuada nesses setores corrói o poder de compra, forçando as famílias a redobrar o controle sobre os gastos mensais para evitar o endividamento e o crédito rotativo com juros altos.

A divulgação de estudos estatísticos regulares permite monitorar a sensibilidade do eleitorado em relação à economia real, fornecendo um panorama detalhado sobre quais áreas exigem maior atenção das políticas públicas.

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