Uma nova pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a agência Bloomberg aponta que 36% dos eleitores brasileiros consideram o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o principal responsável pela expansão e disseminação das apostas online, conhecidas como bets, no país. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e traz um panorama detalhado sobre como a população enxerga a responsabilidade política pelo fenômeno e os reflexos sociais da atividade.
Além da gestão petista, o estudo mediu a percepção sobre outras instâncias de poder e administrações passadas. De acordo com os dados coletados, 25,4% dos entrevistados apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal vetor do crescimento das plataformas de apostas. Outros 16,5% direcionam a responsabilidade principal ao Congresso Nacional, enquanto apenas 0,7% creditam o avanço ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O levantamento também registrou parcelas menores de opiniões sobre o tema: 6,4% dos participantes afirmaram que nenhuma das alternativas apresentadas seria a maior responsável, ao passo que 15% declararam não saber responder à questão. A amplitude das respostas reflete a complexidade do debate regulatório e econômico em torno dos jogos virtuais no cenário nacional.
População rejeita impactos sociais
O estudo aprofundou a análise ao questionar os cidadãos sobre os efeitos provocados pelas bets no cotidiano da sociedade brasileira. Para a esmagadora maioria dos entrevistados, as consequências geradas pelas plataformas são predominantemente negativas, levantando alertas sobre o endividamento e o impacto na economia familiar.
Os números demonstram que 59,9% da população avaliam que as apostas online trazem somente prejuízos para o país. Outros 28,6% afirmam que a modalidade traz mais prejuízos do que benefícios, consolidando um índice superior a 88% de reprovação direta aos efeitos práticos do setor.
Em contrapartida, os índices favoráveis às plataformas registraram patamares residuais na pesquisa. Apenas 5,7% disseram que as bets trazem benefícios e prejuízos em igual proporção, enquanto a parcela dos que enxergam apenas vantagens ficou em 0,7%, somada a 0,2% que apontaram haver mais benefícios. Os que não souberam opinar representam 4,9%.
Instituto detalha metodologia própria
Para mapear o cenário político e social, a pesquisa ouviu um total de 5.015 eleitores em todo o território nacional. A coleta de dados ocorreu entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026, utilizando o método de recrutamento digital aleatório, conhecido como Atlas RDR.
O instituto informou que o levantamento possui margem de erro estimada em um ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança estatística fixado em 95%. A iniciativa foi conduzida com recursos próprios da empresa de pesquisas.
A investigação de opinião pública está devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O protocolo de formalização e acompanhamento da pesquisa na Justiça Eleitoral é o BR-04739/2026.
Tabela consolida dados quantitativos
Abaixo estão os principais dados quantitativos sobre a responsabilidade apontada pelos eleitores em relação à disseminação das apostas esportivas e jogos virtuais no Brasil.
Confira os principais dados da pesquisa AtlasIntel e Bloomberg sobre os responsáveis pela expansão das bets:
| Responsabilidade pela expansão das bets | |
|---|---|
| Esfera ou governo | Percentual |
| Governo Lula | 36,0% |
| Governo Jair Bolsonaro | 25,4% |
| Congresso Nacional | 16,5% |
| Não sabe | 15,0% |
| Nenhuma das opções | 6,4% |
| Supremo Tribunal Federal | 0,7% |
Fonte: AtlasIntel
A distribuição das opiniões demonstra que o debate político em torno da regulamentação e do controle das plataformas de apostas divide a opinião pública, embora exista um forte consenso negativo a respeito das consequências sociais geradas pelo mercado de jogos online.
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