Gestão Lula é apontada por 36% como principal vetor das bets, diz Atlas

Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que a quase totalidade dos eleitores vê impactos negativos das apostas online na sociedade.

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Redação
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Pesquisa divulgada em setembro de 2026 aponta que parcela significativa dos eleitores responsabiliza o governo federal pelo avanço das apostas.Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Uma nova pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a agência Bloomberg aponta que 36% dos eleitores brasileiros consideram o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o principal responsável pela expansão e disseminação das apostas online, conhecidas como bets, no país. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e traz um panorama detalhado sobre como a população enxerga a responsabilidade política pelo fenômeno e os reflexos sociais da atividade.

Além da gestão petista, o estudo mediu a percepção sobre outras instâncias de poder e administrações passadas. De acordo com os dados coletados, 25,4% dos entrevistados apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal vetor do crescimento das plataformas de apostas. Outros 16,5% direcionam a responsabilidade principal ao Congresso Nacional, enquanto apenas 0,7% creditam o avanço ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O levantamento também registrou parcelas menores de opiniões sobre o tema: 6,4% dos participantes afirmaram que nenhuma das alternativas apresentadas seria a maior responsável, ao passo que 15% declararam não saber responder à questão. A amplitude das respostas reflete a complexidade do debate regulatório e econômico em torno dos jogos virtuais no cenário nacional.

População rejeita impactos sociais

O estudo aprofundou a análise ao questionar os cidadãos sobre os efeitos provocados pelas bets no cotidiano da sociedade brasileira. Para a esmagadora maioria dos entrevistados, as consequências geradas pelas plataformas são predominantemente negativas, levantando alertas sobre o endividamento e o impacto na economia familiar.

Os números demonstram que 59,9% da população avaliam que as apostas online trazem somente prejuízos para o país. Outros 28,6% afirmam que a modalidade traz mais prejuízos do que benefícios, consolidando um índice superior a 88% de reprovação direta aos efeitos práticos do setor.

Em contrapartida, os índices favoráveis às plataformas registraram patamares residuais na pesquisa. Apenas 5,7% disseram que as bets trazem benefícios e prejuízos em igual proporção, enquanto a parcela dos que enxergam apenas vantagens ficou em 0,7%, somada a 0,2% que apontaram haver mais benefícios. Os que não souberam opinar representam 4,9%.

Instituto detalha metodologia própria

Para mapear o cenário político e social, a pesquisa ouviu um total de 5.015 eleitores em todo o território nacional. A coleta de dados ocorreu entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026, utilizando o método de recrutamento digital aleatório, conhecido como Atlas RDR.

O instituto informou que o levantamento possui margem de erro estimada em um ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança estatística fixado em 95%. A iniciativa foi conduzida com recursos próprios da empresa de pesquisas.

A investigação de opinião pública está devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O protocolo de formalização e acompanhamento da pesquisa na Justiça Eleitoral é o BR-04739/2026.

Tabela consolida dados quantitativos

Abaixo estão os principais dados quantitativos sobre a responsabilidade apontada pelos eleitores em relação à disseminação das apostas esportivas e jogos virtuais no Brasil.

Confira os principais dados da pesquisa AtlasIntel e Bloomberg sobre os responsáveis pela expansão das bets:

Responsabilidade pela expansão das bets
Esfera ou governo Percentual
Governo Lula 36,0%
Governo Jair Bolsonaro 25,4%
Congresso Nacional 16,5%
Não sabe 15,0%
Nenhuma das opções 6,4%
Supremo Tribunal Federal 0,7%

Fonte: AtlasIntel

A distribuição das opiniões demonstra que o debate político em torno da regulamentação e do controle das plataformas de apostas divide a opinião pública, embora exista um forte consenso negativo a respeito das consequências sociais geradas pelo mercado de jogos online.

Especialistas em políticas públicas e parlamentares utilizam esses indicadores para calibrar propostas legislativas mais duras de controle publicitário e tributação do setor. A pressão popular por limites mais rígidos tem crescido à medida que o impacto econômico nas famílias ganha visibilidade na imprensa.

O monitoramento contínuo da opinião pública por institutos independentes segue servindo de termômetro para medir o desgaste político dos diferentes poderes da República diante de crises de repercussão nacional.

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