Uma operação conduzida por agentes da Vigésima Quarta Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro resultou na captura de dois homens suspeitos de cometerem crimes de violência sexual contra uma adolescente de 12 anos. A ação policial ocorreu nesta quarta-feira e teve como alvos o companheiro da avó e o tio materno da vítima, localizados no bairro de Vigário Geral, situado na Zona Norte da capital fluminense. Os mandados de prisão foram cumpridos após uma investigação rigorosa conduzida pelas autoridades locais.
O caso veio à tona de maneira dramática quando a menina conseguiu escapar da residência onde morava e buscou ajuda diretamente com uma equipe da Polícia Militar que realizava patrulhamento ostensivo na região. Na ocasião, a jovem relatou que vinha sendo vítima de contínuos abusos sexuais dentro do próprio ambiente familiar e apontou os parentes como os autores das agressões.
Fuga da vítima revela crimes
Com o relato inicial obtido pelos policiais militares, a delegacia distrital assumiu as investigações e deu início a uma série de diligências técnicas para esclarecer os fatos. A adolescente passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal e prestou depoimento especializado em ambiente protegido. A equipe policial também fez levantamentos junto às unidades de acolhimento institucional pelas quais a menor transitou, além de colher o depoimento de profissionais que participaram do atendimento.
Segundo a apuração policial, as investidas criminosas por parte do companheiro da avó teriam começado com toques íntimos e evoluído para outros atos de violência sexual. A jovem informou aos investigadores que chegou a relatar os abusos à avó, mas a mulher não deu crédito às denúncias feitas pela neta, o que manteve a adolescente em situação de vulnerabilidade contínua dentro da residência.
Escalada da violência familiar
A situação de risco se intensificou de maneira drástica quando o tio materno passou a residir no mesmo imóvel onde a menina morava. A vítima relatou episódios sucessivos de agressão sexual praticados também por ele. O último abuso registrado ocorreu no dia 14 de setembro, poucos dias antes de a adolescente tomar a decisão de fugir para buscar socorro definitivo nas ruas.
Após o acolhimento emergencial e o direcionamento da menor para a rede de assistência especializada, os agentes da Polícia Civil identificaram a rotina dos suspeitos e passaram a monitorá-los. Com base no conjunto probatório reunido no inquérito policial, a autoridade responsável representou pela prisão temporária dos envolvidos junto ao Poder Judiciário da capital.
Cumprimento de mandados
Com o deferimento das ordens de prisão pela Justiça, os policiais civis da vigésima quarta delegacia desencadearam a operação no bairro de Vigário Geral e efetuaram as capturas. A ação transcorreu sem registro de novos incidentes na localidade e os suspeitos foram conduzidos imediatamente para a sede policial.
Os dois homens permanecerão reidos nasdependências da carceragem à disposição do Poder Judiciário para o prosseguimento dos trâmites processuais penais. O inquérito policial segue emandamento para a conclusão da peça acusatória que será encaminhada ao Ministério Público estadual.
Assistência e suporte à menor
A rede de proteção à infância e à juventude do estado manteve o acompanhamento psicológico e social da adolescente após o resgate. Órgãos de assistência social garantiram que a menina recebesse todo o suporte necessário para superar os traumas decorrentes das agressões prolongadas sofridas no ambiente doméstico.
As autoridades reforçam que denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas por meio dos canais oficiais de atendimento, garantindo o sigilo absoluto para os informantes e a pronta resposta das forças de segurança pública em todo o território nacional.


