Um levantamento divulgado nesta terça-feira (22) pelo instituto Nexus em parceria com o banco BTG Pactual detalha o perfil do eleitorado brasileiro que ainda sinaliza a possibilidade de mudar de voto até outubro, mês em que ocorrem as eleições gerais de 2026. Os dados indicam que 15% do total de entrevistados admitem alterar a escolha atual na corrida eleitoral.
A pesquisa aponta que a parcela dos eleitores que se mantêm em dúvida é composta majoritariamente por mulheres, que representam 60% desse grupo, enquanto os homens somam 40%. No recorte por idade, a concentração de indecisos também é expressiva entre os mais jovens, indicando que a maioria das pessoas que admitem trocar de candidato está na faixa etária inicial analisada.
Em relação ao aspecto religioso, os católicos formam a maioria entre os eleitores que ainda avaliam a decisão, alcançando 44% do total apurado. Sob a ótica geográfica, 37% dos votantes que relatam indecisão residem na região Sudeste, e mais da metade estão concentrados em municípios localizados no interior do país, longe das capitais.
Certeza de voto nos principais candidatos
O estudo também mensurou o grau de consolidação da escolha para a Presidência da República no primeiro turno entre o eleitorado consultado. Entre os eleitores que declaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro (PL), a esmagadora maioria afirma ter total certeza da escolha, ao passo que uma pequena fração admite a possibilidade de mudança.
No cenário envolvendo a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a grande maioria dos simpatizantes relata convicção absoluta no voto depositado. Outros poucos entrevistados ponderam que ainda podem alterar o direcionamento até o dia oficial da votação nas urnas.
A sondagem avaliou ainda o índice de fidelidade e margem de flutuação para os demais pré-candidatos ao Palácio do Planalto citados no levantamento, incluindo Renan Santos, Samara, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.
Metodologia e registro oficial
Para a realização do levantamento estatístico, a pesquisa BTG/Nexus ouviu por telefone exatos 2.006 eleitores em diferentes estados brasileiros entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. O nível de confiança estatística utilizado é de 95%, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A coleta de dados foi contratada pelo BTG Pactual e devidamente registrada na Justiça Eleitoral brasileira para garantir a transparência das informações. O protocolo de formalização junto ao Tribunal Superior Eleitoral está catalogado sob o número oficial BR-00485/2026.
Fidelidade partidária e cenário
Os números detalhados pela sondagem demonstram que a base de apoio dos principais nomes na disputa presidencial apresenta alta solidez neste momento da pré-campanha. A retenção de votos consolidados é um dos fatores que dificultam mudanças abruptas no quadro geral de preferências.
Apesar da rigidez em grande parte do eleitorado consolidado, o grupo flutuante de quinze por cento ainda representa uma margem relevante para eventuais movimentações estratégicas. Essa fatia costuma ser decisiva na reta final das campanhas de primeiro turno.
Analistas políticos apontam que o comportamento desse público flutuante responde diretamente aos debates públicos e à exposição na mídia tradicional e digital. A conquista desses votos incertos permanece como foco central das equipes de coordenação política.
Impacto regional dos indecisos
A distribuição geográfica dos eleitores sem voto definido reforça a importância das estratégias voltadas para o interior dos estados brasileiros. Com mais da metade dos indecisos fora das capitais, as campanhas precisam intensificar o contato com bases distantes dos grandes centros urbanos.
O peso demográfico da região Sudeste também sobressai nos números divulgados, concentrando mais de um terço de todas as dúvidas mapeadas pelo instituto Nexus. Essa densidade eleitoral obriga os candidatos a direcionarem agendas específicas para os maiores colégios eleitorais do país.
A capilaridade das alianças políticas nos municípios do interior passa a valer como diferencial competitivo para converter a indecisão em apoio concreto nas urnas até o mês de outubro de 2026.


